no ninho dos açores

charlatanice em portugal... como se isso fosse alguma novidade!

Foi com interesse moderado que, durante a minha adolescência/ juventude, segui a carreira dos ingleses The Charlatans. Diversos motivos fizeram com que eu, entretanto, lhes perdesse o rasto. De tal forma que deixei mesmo de ter a noção se a banda ainda estaria ao activo.
Mas notícias recentes, que anunciam um novo álbum a ser lançado no início do próximo ano (que será disponibilizado, exclusivamente, mediante download gratuito no site da rádio britânica XFM), bem como o primeiro concerto da banda no nosso país, indicam que eles continuam de boa saúde. Ainda não sei é se se recomendam, pois a curta amostra do primeiro single avançado (que, aliás, nem é particularmente interessante) não o permite aferir cabalmente.
O espetáculo terá lugar no dia 4 de Fevereiro, na Aula Magna, e os bilhetes já estão à venda, custando entre 23€ e 27€.

O primeiro single, intitulado "You Cross My Path", para este novo álbum, pode ser descarregado gratuitamente no site oficial da banda.

haja alguém que me acuda neste momento de grande necessidade!

Ao que parece, o meu velhinho gira-discos não bomba assim tão bem como eu pensava. Isto porque, mesmo após meticulosa (qual meticulosa?! Microscópica mesmo!) limpeza dos vinilos, aquilo é só saltos e solavancos nas músicas. O problema talvez esteja na agulha (ou talvez não), mas agora onde é que eu vou encontrar uma agulha para um gira-discos com 35 anos?!
E é perante este estado de coisas que aqui a Ms. Oaktree se resolve pôr à cata de um novo giradiscos, deparando-se com esta pequena maravilha da tecnologia, que não só tem uma ligação USB, que permite converter as músicas para um formato digital, como é portátil, a pilhas, e possui uma coluna embutida, para um funcionamento totalmente autónomo.
O único problema é que este pequeno docinho funciona com corrente eléctrica americana. Não basta apenas um adaptador para a ficha, porque, disse-me o especialista cá de casa, a frequência da corrente alterna americana é diferente da nossa. Tudo bem que também posso optar pelas pilhas (6 pilhas D, para ser exacta), mas sempre era menos um rombo no orçamento ter que andar a sustentar o papa-pilhas que este bichinho deve ser.
Portanto, se andar por aí algum geek das electrónicas, agradecia que me informasse como é que eu posso ligar um aparelho eléctrico americano à corrente portuguesa? Há alguma espécie de conversor ou transformador de corrente que eu possa comprar numa loja da especialidade?
Desde já manifesto a minha eterna gratidão a quem me saiba esclarecer.

assombrados

"Haunted", de Chuck Palahniuk (Vintage Books)

O próximo na prateleira.

"Haunted is a novel made up of stories: twenty-three of the most horrifying, hilarious, mind-blowing, stomach-churning tales you'll ever encounter. They are told by the people who have answered an ad headlined 'Artists' Retreat: Abandon your life for three months'. They are led to believe that here they will leave behind all the distractions of 'real life' that are keeping them from creating the masterpiece that is in them. But 'here' turns out to be a cavernous and ornate old theatre where they are utterly isolated from the outside world - and where heat and power and, most importantly, food are in increasingly short supply. And the more desperate the circumstances become, the more desperate the stories they tell - and the more devious their machinations to make themselves the hero of the inevitable play/movie/non-fiction blockbuster that will certainly be made from their plight."

na eventualidade deste blog ser realmente visitado por gente importante e influente...

Wolf Parade & The Shins

Alentada por acontecimentos recentes, resolvi tirar-me dos meus cuidados e pedir a quem de direito que traga cá os Wolf Parade para um concerto. E já agora, os Shins.
Olhem que há muita gente que gosta, e ainda faziam um bom dinheirinho! Para além de mostrarem uma grande dose de cultura e bom gosto musical.
Fica à consideração.

das mais belas músicas dos últimos anos...

Porque hoje me sinto assim. Lamechas.
If we could just erase every bad memory, and replay it with a happy ending.


Badly Drawn Boy - "Silent Sigh"

cheira-me que este blog anda a ser lido por gente importante

A propósito disto...
Os bilhetes estão à venda no Teatro Sá da Bandeira, Fnac e Ticketline, e custam 25€ para os 2 dias (20€ se a compra for antecipada) e 15€ para 1 dia. Mais informações aqui.

a minha colecção de vinis vai ser bestial! #2

Gallows - "In The Belly Of A Shark" (2007, Warner Music) (7'')
Maxïmo Park - "Our Velocity" (2007, Warp) (7'')
Gossip - "Listen Up!" (2007, Back Yard/Kill Rock Stars) (7'')

e já não era sem tempo!

É já hoje a inauguração da nova loja de discos Louie Louie em Lisboa. O espaço localiza-se na Rua Nova do Almada, n.º 8 ao Chiado, ali entre a Brasileira e o Teatro da Trindade, e o evento vai ter lugar entre as 14h e as 20h, com a participação de alguns giradisquistas da nossa praça, estendendo-se depois ao Europa, com os suspeitos do costume, em mais uma sessão We 'R' Your Friends.
Espero que a festa de inauguração tenha beberete, pois com o uso que eu tenciono dar ao cartão Multibanco, lá terei que passar uns dias sem me alimentar convenientemente.

Numa nota bastante simpática, a partir da próxima semana, a loja estará aberta todos os dias das 10h às 20h, com excepção dos Domingos, em que apenas abrirá às 14h30.

something to write home about #6

Haram!

Continuando a epopeia da descoberta de bandas que perfilhem uma estética post-, deixo-vos hoje com os Haram!.
Formados em 2004 no estado da Virginia, os Haram! são Matt Michel (guitarra e voz; ex-Majority Rule), Mike Taylor (guitarra e voz; ex-Pg. 99), Andy Gale (bateria), Kevin Logendyke (baixo, barítono e voz; ex-City of Caterpillar e Malady) e Ben Tankersley (guitarra, barítono e voz), e são discípulos de um post-punk reminiscente dos Drive Like Jehu. Altamente recomendáveis, portanto.

MySpace
Site oficial

10 melhores... discos made in sweden

Porque há muito mais na Suécia para além do elevado nível de vida, da H&M, do Ikea e... das suecas.

10. Logh - "A Sunset Panorama" (2005, Bad Taste)
9. Fireside - "Uomini d'Onore" (1998, Startracks)
8. Last Days of April - "Angel Youth" (2000, Bad Taste)
7. Dungen - "Ta Det Lugnt" (2004, Subliminal Sounds)
6. The Maharajas - "Unrelated Statements" (2004, Low Impact)
5. Cult of Luna - "The Beyond" (2002, Earache)
4. Breach - "Kollapse" (2001, Burning Heart)
3. The Knife - "Deep Cuts" (2004, Rabid/V2)
2. Division of Laura Lee - "Black City" (2002, Burning Heart)
1. Refused - "The Shape of Punk to Come" (1998, Burning Heart)

(Pensando melhor, deixem lá estar os bons discos, que eu contento-me com o elevado nível de vida.)

mp3 ou não mp3, eis a questão

Thunderbirds Are Now! - "Make History" (2006, Frenchkiss)
Black Lips - "Good Bad Not Evil" (2007, Vice)
Okkervil River - "The Stage Names" (2007, Jagjaguwar)


Tudo começou com o "In Rainbows" dos Radiohead. Dadas as condições extremamente atractivas da transacção (principalmente) e a impossibilidade, à altura, de o adquirir noutro formato que não o digital (não pesou assim tanto na decisão), optei por adquirir o mais recente registo dos Radiohead em .mp3.
Não é que lhe tenha tomado o gosto, mas diversos motivos levaram-me, pelo menos para já, a adquirir os três últimos discos de Thunderbirds Are Now!, Black Lips e Okkervil River, respectivamente, nesse mesmo formato. Poderia ter optado pelo belo do download ilegal, mas dado o actual estado de degradação dos diferentes softwares p2p (peer-to-peer), em particular, a diminuição drástica do número de utilizadores (e sem utilizadores não há ficheiros), a tarefa de descarregar, na íntegra, três álbuns de música alternativa ainda iria demorar uns bons meses. Isto é, partindo do princípio que eles estariam sequer disponíveis. Assim como assim, eu sou daquelas pessoas que gostam tanto, tanto dos artistas que, em apreciando realmente a coisa, acabam por adquiri-la num suporte físico.

Tudo isto me leva a reflectir, mais uma vez (a primeira aqui no blog) nos prós e contras do formato .mp3. Eis alguns dos argumentos:

Vantagens:
- O .mp3 é mais económico do que o formato físico (CD, vinil...). Mesmo sem recorrer ao download ilegal, totalmente gratuito, dos ficheiros, comprar um álbum integral em formato digital é consideravelmente mais barato do que que comprar um CD.
- Os .mp3s adquiridos legalmente estão disponíveis imediatamente após o acto de compra/pagamento. E não requerem o pagamento de portes de envio nem o ter que levantar o rabo do sofá. O mesmo para os downloads ilegais, neste caso, sem qualquer pagamento.
- O .mp3 é mais prático e fácil de arrumar que um CD ou vinil. Não ocupa espaço numa prateleira, não ganha pó nem nos dá trabalho a ter que limpá-lo. Mesmo num computador ou num leitor deste formato, o 'espaço ocupado' é consideravelmente menor, uma vez que um ficheiro .wav chega a ser dez vezes mais pesado que o .mp3 correspondente. Aliás, será que há alguém que armazene .wavs no seu computador?
- O .mp3 veio possibilitar um acesso virtualmente universal à música. Mesmo quem não possua um computador com ligação à Internet em casa, concerteza que o terá no trabalho, na escola/universidade, ou que conhecerá alguém que o tenha (ou conhecerá alguém, que conhece alguém, que conhece alguém... Mas não vamos por aí). Já para não falar dos web-cafés, lojas PT, Fnacs e quejandos, onde qualquer pessoa pode aceder à Internet mediante pagamento (suponho que esses locais tenham um sistema de bloqueio aos downloads ilegais, mas as pesquisas no MySpace, bem como a compra e o download legal, gratuito, de .mp3s, podem ser feitas em qualquer local).
- Os downloads ilegais de .mp3s permitem conhecer o trabalho das bandas de uma forma mais aprofundada, muito mais do que qualquer posto de escuta numa loja de discos, e, desta forma, adquirir (ou não) um disco com verdadeiro conhecimento de causa. O que, com o recente boom do MySpace, acaba por ser uma desculpa de mau pagador. Mais vale dizer que se gosta muito de música, mas não se tem dinheiro para comprar os discos. O que, nos dias que correm, é perfeitamente plausível (uma sugestão interessante que eu uma vez li no iTunes iSbogus: mesmo aqueles com um fundo de maneio mais estreito, e/ou que optem pelo download ilegal, podem sempre enviar uma contribuição monetária directamente para a banda ou artista - via correio, por exemplo. Por muito modesta que seja, é uma ajuda simpática e uma demonstração de apreço e respeito pelo seu trabalho. Com a vantagem das sanguessugas dos intermediários e dos tubarões da indústria musical não lhe meterem as patas imundas em cima).
- O CD de música é um formato à beira da extinção e o futuro está no .mp3. É vago como argumento, mas é o que a maioria dos especialistas anuncia (vá, uns fulanos que se acham uns iluminados e que gostam de cagar umas postas de pescada).

Desvantagens:
- Podendo ser dez vezes mais leve do que o .wav correspondente, o grau de compactação do .mp3 é enorme. O que se traduz numa notória perda de qualidade, particularmente, em termos dos pequenos pormenores e texturas que qualquer música possui, e que lhe conferem uma maior riqueza em termos sonoros.
- O acto da compra de um disco é de uma riqueza imensa, particularmente, quando se trata do comércio dito tradicional. O contacto e os laços estabelecidos, quer com o vendedor, quer com outros compradores/apreciadores/coleccionadores/melómanos, são tão gratificantes como insubstituíveis.
- Para além da orgânica da compra do disco, há a orgânica do disco em si, do formato físico. A rodela de plástico impresso na mão, o livrete, todo o artwork, o próprio packaging são, também eles, insubstituíveis. Quanto a mim, há poucas coisas tão prazenteiras como remover o invólucro de plástico, explorar cuidadosamente o booklet, apreciar um artwork cuidado e cheio de pinta, e, só então, colocar a rodela na aparelhagem e desfrutar (aliás, só me lembro de três coisas que me deêm mais prazer que um disco: sexo, dormir e comer. Necessidades básicas, portanto). A minha estimada La Folie traduz aqui na perfeição aquilo que eu também penso.
- Para os inveterados do download ilegal. Se querem que os músicos trabalhem, paguem-lhes. Ninguém vive de ar e boas intenções. Tal como em muitas outras profissões, a música é, em muitos casos, o único meio de subsistência destes artistas. Tudo bem que a venda de discos (em formato físico ou digital) não é a sua única fonte de lucro (há também os concertos e a venda de merchandising), mas é, indubitavelmente, uma das principais.
- Também se dizia que o vinil tinha morrido. Mas tal não aconteceu. Tanto que continua a ter o seu nicho de mercado e um público fiel. Da mesma forma, o CD deverá continuar a ter a sua representatividade.

Posto isto, a minha opinião permanece inalterada. Continuo a preferir o formato físico, o calor do som de um vinil ou a grandiosidade do de um CD. Os artistas continuam a merecer-me consideração, bem como grande parte da minha escassa fortuna. O .mp3 é apenas uma solução temporária, um último recurso ou um caso excepcional.
Quanto a mim, os discos, sejam compactos ou vinilos, e mesmo as velhinhas ca7s, são imorredoiros!

notas musicais avulsas #5


Mais algumas aquisições recentes:

Burning Brides - "Hang Love" (2007, Modart/Caroline): O power-couple que constitui o núcleo duro dos Burning Brides regressa, após uma série de peripécias mais ou menos rocambolescas (incluindo o recrutamento de um novo baterista), com mais um álbum recheado do seu rock & roll, sleazy e garageiro, daquele que se cola à pele, desta feita em modo hard.

Kinski - "Down Below It's Chaos" (2007, Sub Pop): Mais uma banda que regressa em 2007. Os Kinski andaram a fazer umas brincadeiras com a voz de Chris Martin (um dos guitarristas da banda) e contaram, na produção, com os serviços de Randall Dunn (Earth, Sunn0))), Boris). Talvez por isso agora os andem a chamar de drone-rock. Aceito, embora continue a preferir a designação rock psicadélico sónico-experimental (post-rock?).

Dillinger Escape Plan - "Ire Works" (2007, Relapse): No seu terceiro longa-duração, os co-criadores do designado math-core/math-metal exploram territórios menos inóspitos (i.e. mais acessíveis) e/ou menos convencionais, dentro do género, com resultados variáveis. As faixas oscilam entre o sofrível e o muito bom.


Josh Rouse desloca-se, novamente, aqui ao jardim à beira-mar plantado para mais um concerto. É já na próxima segunda-feira, dia 26, na Aula Magna, às 21 horas.
Para aqueles que, como eu, não querem ir, não podem ir ou recusam-se a pagar 23€ (no mínimo) pelo bilhete, fica uma sugestão: Mr. Rouse vai dar um showcase na Fnac do Chiado nesse mesmo dia, por volta das 18h30. Perfeito, perfeito, é que a coisa é à paleta!

às vezes mais valia estarem quietinhos!

Hoje, ao ler o número mais recente da revista Magnet, deparei-me com uma entrevista ao Timothy Bracy (entre outros), dos recentemente extintos The Mendoza Line/Slow Dazzle, em que este diz, acerca de um concerto de Replacements, ao qual ele tinha ido durante a adolescência: "(...) It had to be one of the nights they were really transcendent, and I don't think, for a day in my life, that I was going to do anything other than what I've done. What never occurred to me was that a band could go up there and be sort of bad, and that you had this special access. You could see the guitars turning, and when it came together, it seemed so special. It seemed like you were in on something.".
Ao que eu dou comigo a pensar que o que me fazia mesmo falta agora era ter uma epifania destas na minha vida. Ter assim um flash, um clarão de luz deste calibre.
A coisa mais parecida que me aconteceu foi durante o secundário, para aí no meu 9º/10º ano, quando falámos de Charles Darwin e do seu darwinismo e que, como consequência, me fez preterir uma pacata vida de clasura num laboratório em detrimento de uma saudável vida de campo a observar as especiezinhas a evoluírem (aquilo que eu gosto de chamar a minha epifania da macroescala)... Ora, e podia lá haver pior epifania que esta?! Vida de campo, neste país, é mentira!... E já agora, vida de laboratório, idem idem aspas aspas!
Sabem o que vos digo?? Devia era ter visto uns quantos documentários acerca do Al Capone em miúda. Podia ser que a coisa despoletasse em mim uma epifania, e agora concerteza que seria uma pessoa extremamente mais bem sucedida e próspera no exercício de uma gloriosa carreira dedicada ao crime e à ignomínia, em vez de andar nestas palermices, que não dão prestígio nem dinheiro, de trabalhar com bichos e bichezas!

subtil desfile de estrelas

Subtle - "Yell & Ice" (2007, Lex)

Conheci os Subtle hoje, e o que me chamou realmente a atenção foi o autocolante que anunciava "Ltd. edition mini-album featuring collaborations with members of TV on the Radio, The Notwist, cLOUDDEAD, Wolf Parade". Fiquei impressionada e resolvi arriscar.
Antes ainda de iniciar a sua audição, fiz uma incursão pela 'viquipédia' para uma investigação mais aprofundada, e o que descobri deixou-me ainda mais impressionada.
Os Subtle são um sexteto que conta nas suas fileiras com duas das luminárias da anticon: Adam 'DoseOne' Drucker e Jeffrey 'Jel' Logan.
Este "Yell & Ice", que não sendo propriamente um mini-álbum, uma vez que contém nove faixas, é um conjunto de remisturas e reinterpretações do álbum de 2006, "For Hero: For Fool", que conta com as já referidas colaborações, entre outras. A saber: Chris Adams (Bracken e Hood), Markus Acher (The Notwist), Tunde Adebimpe (TVotR), Andrew Broder (Fog), Martin Dosh (Dosh), Dan Boeckner (Wolf Parade) e Yoni Wolf (Why?).
No global, trata-se de um conjunto coeso de excelentes faixas daquele típico hip-hop anticon (alternativo?), negro, denso e com um flow muito particular (DoseOne ao volante). Mais um que confirma a minha teoria que, regra geral, quando o artista é bom, é sempre bom, qualquer que seja a situação.

Nota: Ainda não é desta que o blog muda de nome, uma vez que uma colaboração não conta como projecto paralelo... Ufa, que já me safei!

dava-te as mãos até te suarem as palminhas! #6

Damon Albarn

é nestas alturas que eu gostava de saber falar sueco


Dungen - "Panda"

Dungen - "Festival"

a minha colecção de vinis vai ser bestial!

É com uma alegria imensa que anuncio que, não obstante os 35 anos ao serviço desta casa, o meu gira-discos ainda bomba. Para comemorar o acontecimento, adquiri este belíssimo 7'' transparente dos Arcade Fire, que inclui as faixas "Cold Wind" (da banda sonora da série "Six Feet Under") e a cover de "Brazil".
O próximo será o 10'' de Torche, "In Return". O problema, neste caso, será mesmo escolher...

the pin collector

A desculpa era experimentar oficialmente a minha nova máquina digital compacta. O mote foi a minha colecção de pins (há quem lhes chame buttons, mas eu sempre preferi a designação pins) que, não sendo grandiosa, é minha, bem jeitosinha e serviu o propósito.

...e quem não for é um ovo podre!

Por volta das 23h30. No sítio do costume.

fugazi is the law! (p: mas não era zévi metal is the law? r: eh pá, varia!! não me chateies!!...)


O que se segue é uma entrevista que eu fiz aos Fugazi, quando ainda era uma chavaleca fanzineira, e que me foi gentilmente respondida pelo Guy Picciotto a 20 de Março de 2002.
A coisa já é um pouco antiga e imberbe, mas como, na altura, não chegou a ser publicada, fica o registo para a posteridade, na sua versão original, que eu, cada vez mais, detesto traduções!
Aqueles que não podem, não querem, ou não sabem ler contentam-se com o vídeo.

Tell me a little about the story behind Fugazi... Who are you, where are you from, when did you form the band and other trivial stuff.
Fugazi is a band from Washington DC. the four of us in the band were all friends who met as part of the DC punk rock scene of the early 80's. The drummer Brendan and I have been friends and bandmates since 1983 having played in bands together like Rites of Spring and One Last Wish. Ian was in bands like Minor Threat and Embrace as well as having formed the label Dischord that we all recorded for. Around 1986, our bassist Joe and Ian started playing together after their other bands had broken up. Though Brendan was still in a band with me called Happy Go Licky, he also started playing drums with what became Fugazi. In 1987 they played their first show - once Happy Go Licky broke up in early 1988, I joined the band as well. Since then, we have just done what all bands do - played a lot of shows, recorded albums and wrote songs.

Do you do anything else besides playing in a band?
Yeah - I also do engineering and production work with bands. Over the years I've done stuff with bands like Blonde Redhead, the Make Up, Quix-o-tic and others. I also have a record label called Peterbilt that is pretty underground but I've released a bunch of things over the years. Last year I put out a CD by a band called Octis.

How does it feel like to be an influence to a lot of people/bands? A big responsibility or even a burden?
I don't really feel it as a burden - to me its more like a reciprocal chain of events. When I first started playing music I was inspired by people like Patti Smith, the Cramps, the Clash and the Bad Brains and I continue to be inspired and influenced by bands now. That's the way music works, influences and inspiration are passed around like viruses. If people pick up the inspiration virus from me - then it's just like paying back on the debt I already owe so many other musicians.

Which ideas and ideologies/political theories and causes bind the different personalities that constitute this band? Are you involved in any political activities?
It's more like we share a common political sensibility but I wouldn't limit it to any specific ideologies - we consider our politics to be about the things we do, not necessarily the things we say. There is a lot of rhetoric that goes around but we would rather be judged by the way we act in the world. To this end, we consider playing protests, political benefits and rallies to be a worthwhile function for a band. That kind of action directly leads to concrete support for the causes we want to be affiliated with. Over the years we have played concerts in aid of health charities, prison reform groups, protests against US foreign policy, etc.

Can you explain in a few words what was the "revolution summer"? How did the so-called 'Washington DC-sound' came to be?
"Revolution summer" was not really a self conscious phenomenon at the time it was happening. Basically, it was just a point in the trajectory of the music scene here in DC where bands tried to re-assert a vision of what music could be - the scene had kind of bogged down into violence and ritualization so a group of bands just tried to offer an alternative. It coincided with a greater political awareness with protests against things like the apartheid policy of the South African government but it also involved an aesthetic regrouping... An attempt to push the music forward. Like I said, at the time we didn't label it as significantly as people talk about it now. At the time it just felt like we were getting on with the work at hand.
As far as a common DC sound - I don't know how it would be defined because to me the bands all sound very different. I don't hear them as being that linked necessarily at least sound-wise but maybe I am just too close to it to be objective.

Why have you never recorded any video clips for your songs?
We just feel that the majority of outlets for video clips are things like MTV and VH1, corporate entities that just don't seem to be doing anything beyond creating more lame advertising. Most videos are just grotesque moving billboards used for marketing purposes - the creativity is stifled by the underlining intent.
We have collaborated on some short films with a director named Jem Cohen which try to explore other ways of combining images and music but they don't fit the accepted definition of what passes for a 'video' nowadays.

What do you think about the mainstream music industry? What's it like to be living outside that same industry for all these years?
The mainstream music industry is not necessarily any more evil than any other capitalist enterprise - the idea is to maximize profits but instead of tires, shoes or candybars , they are selling sound. We simply don't want what we do to be mistaken as just another such product. For us the music we make is an extension of ourselves and we don't really want it put through the corporate mill like a sausage. Having made that decision, we just had to find other avenues to work in and really it wasn't that tough. A lot of work is involved but the freedom it allows makes it worth it.

And what about the mainstream music press... A necessary evil? Have they been bothering you a lot lately?
There is nothing necessary about the mainstream music press - in fact, that is something we have been trying to disprove all along: the idea that you have to hold your nose and go ahead with certain entanglements that you might not otherwise be into but you simply feel forced to participate with. Actually there is absolutely no requirement to say yes to anyone or anything to make your music. Our position, is make your own road - only do whatever it is that you want to do. Only deal with things that you want to support not things you feel forced to support because of supposed circumstance. Create a new circumstance.

What do you think of the so-called 'MTV culture'? Do you think it's promoting some kind of a negative message/image amongst the younger (and maybe older) kids?
MTV culture is really the same as most above-ground culture - it's just a diversionary parade of commodities but in this instance one with musical accompaniement.

Which new bands would you recommend? In your opinion, which are the greatest music classics of all time?
New bands I really like are Le Tigre, Erase Errata, Comet Gain, the Ex, Shellac, Quix-o-tic, Orthrelm, Dead Meadow, and El Guapo.
The greatest music classic of all time is the Bad Brains "RoiR Sessions".

And what about books, what kind of stuff do you read?
I read all kinds of stuff all the time. I can't brush my teeth without propping a book on the towel rack. Right now I am reading a great history of the LA punk scene of the 1970's and 80's called "We've Got the Neutron Bomb". It's glorious.

What’s the band's 'policy' on concerts (ticket prices, violence, etc.)?
We have a pretty strict policy in terms of how our concerts are run. First, all our shows must be open to all ages. We will not play in bars that limit the age of people who can attend based on liquor laws. second, we try to charge as little money as possible to make the show happen - in the US it is generally between $5 and $6. We think that allows more people to check out our music and it gives us the freedom to play how we feel without feeling the need to justify a high entertainment tax. We also will not play if we feel people in the audience are fighting or someone is getting hurt. We don't want to act as police, and generally we try to limit the amount of security at our shows, but at the same time we have played too many shows where people have been injured and its not something we can stand for anymore. We want people to have a good time but while at the same time respecting the people around them.

Any plans on playing in Portugal somewhere in a near future? What can we do to bring you guys here? Do you have any 'memoires' of the show you played here (I think it was in 1995)?
We have played Portugal once before and we had a really good time though at the time, I don't think very many people there knew who we were. Still, Lisbon was beautiful and the people we met were really really nice. I'm not sure when we will be back though. At the moment 2 of the guys in the band have young children and its a bit tough on their families if we tour too much. I am sure we will be back eventually but i just can't guarantee when. If people are interested they can stay posted on updates at www.dischord.com.

I haven't had the chance to watch the "Instrument" video yet. How did the idea for that video come up? What's it all about?
The video was basically the director Jem Cohen's idea. He has long been a collaborator with the band having helped us design our record covers and having worked with us on some short films in the past. He had been filming us live for years and finally he had so much footage that the idea of a larger project kind of made itself obvious. The film is basically just a collage of footage that tries to investigate 10 years worth of Jem's interactions with the band as we tour, record and hang out. Together we tried to create interesting, uncliched ways of presenting the material and of integrating the music with the images.

Why the title "End Hits"? Is this misconception intentional?
We didn't anticipate that people would think the title END HITS was supposed to indicate that we were breaking up. We were just trying to conjure a more general sense of impending bad news like "when the end hits" - like from the perspective of a bomb and also a bit of a pun on "Greatest Hits".

In my opinion, the songs in you new album, "The Argument", seem a lot more melodic, perhaps even 'prettier' (if you allow me the expression). What can you tell me about the process of creating this record? Were you influenced by any particular events?
We never really plan our records or our songwriting deliberately... It's just a product of whatever our sensibility is at the time. Our recipe is simple: we just try to write stuff we like. With this batch of songs, it's just the way it came together. We actually recorded the FURNITURE single at the same time as the ARGUMENT stuff, and songs like "#5" and "Hello Morning" are as raging to my ear as anything else we've ever recorded in the past but we just weren't able to get that stuff to fit on the LP. Maybe if that stuff had been on the album then people wouldn't think it was so kicked back or 'pretty' but still i think the album holds together better as a result.

Well, that's it!... Any closing comments?
Thanks a lot for your interest and good luck with the fanzine. Fanzines are totally important!

chamem a polícia!

Quanto a mim, os Interpol têm vindo a decair de álbum para álbum. E, felizmente, eles têm noção disso.
É incontornável, os rapazes da polícia internacional vivem de um grande álbum ("Turn On The Bright Lights"), de um outro bastante bom ("Antics") e respiram um pouco de um outro mediano ("Our Love to Admire"). E isso manifesta-se nas suas actuações ao vivo.
O concerto do passado dia 7, no Coliseu dos Recreios, não foi excepção, tal como já não tinha sido a actuação no SBSR.
Começaram bastante bem, com um dos temas mais fortes do seu último álbum, "Pioneer to the Falls", tendo desfiado de seguida alguns dos temas mais marcantes dos seus dois primeiros registos. Lá para o meio, a coisa arrefeceu bastante, naquilo que eu gosto de chamar 'está na hora da mijinha', coincidindo com o grosso da apresentação dos temas de "Our Love to Admire", tendo melhorado substancialmente a partir da interpretação das colossais "Evil" e "C'mere". O final foi, novamente, apoteótico, com a magnífica "Stella..." e o não menos bom "PDA" a fechar o alinhamento.
Para ser franca, não ia com grandes expectativas para este concerto de Interpol. Depois deste último álbum, não esperava muito para além daquilo que eles já tinham mostrado no SBSR. Não tendo sido um mau concerto (muito pelo contrário) não me surpreendeu, acabando mesmo por se tornar um pouco maçador.
E diga-se de passagem que eles não são, propriamente, os melhores executantes em termos técnicos (se bem me lembro, foi durante o "Say Hello to the Angels" que, a dada altura, a bateria estava completamente fora de tempo, entre outro 'pregos' avulsos).
É daquelas bandas para ver uma vez na vida e guardar, com muito amor e carinho, a recordação... Mas atenção! Isto não altera a minha opinião relativamente ao Daniel Kessler, pois o meu amor por ele é incondicional!

Quanto aos Blonde Redhead, encarregues da primeira parte, a coisa já piou de forma diferente. De facto, os cabecitas loiro-ruivas eram, para mim, o principal ponto de interesse dessa noite. E não defraudaram as expectativas.
Apesar da curta amostra daquilo que eles são capazes ao vivo não permitir aferir o seu verdadeiro potencial, o pouco que nos foi mostrado deixou-me a salivar por mais... Muito mais!

Nota: Li/ouvi opiniões de várias pessoas, que atribuíam a lotação esgotada do Coliseu nessa noite ao facto de uma música dos Interpol passar nessa monstruosidade que é os "Morangos com Açúcar". Tenho a dizer que discordo. Duvido que o espectador-padrão dessa aberração faça a puta da ideia sobre quem sejam os Interpol. Aquilo é mais teeny-boppers, betos pseudo-radicais que curtem o Jack Jonhson e a música do Jah, entre outros frequentadores habituais do Sudoeste... Mas isto sou só eu.

hoje aprendi uma importante lição

Por muito que nos queiram convencer do contrário, os computadores da Apple (vulgo, Macs) não são imbatíveis, impenetráveis e, muito menos, virtualmente indestrutíveis. Ora experimentem lá a instalar mais de 7000 tipos de letra num a ver o que acontece... Péssima ideia, bem sei.
Após uma tarde de desespero, preenchida com crashes constantes e bloqueios sucessivos do software, o problema lá se resolveu. Como de costume, sem eu perceber muito bem como. Talvez tenha tido algo que ver com o eu ter acabado por conseguir apagar os malditos ficheiros dos tipos de letra...
O que dizer?... Eu tenho esta relação especial com a informática. Se eu não a chatear muito, ela não me chateia muito, e vice-versa. Nas minhas mãos, um computador tanto pode ser uma ferramenta poderosa, como uma arma de destruição da minha sanidade mental... Enfim, é o meu pequeno Dr. Jekyll e Mr. Hyde.

nos próximos tempos vou andar bastante ocupada...

Jenny Hoyston - "Isle Of" (2007, Southern)
Jenny Hoyston & William Whitmore - "Hallways of Always" (2006, Southern)
Om - "Pilgrimage" (2007, Southern Lord)
V/A - "David Shrigley's Worried Noodles" (2007, Tomlab)
PJ Harvey - "Dry" (1992, Too Pure)
PJ Harvey - "Rid of Me" (1993, Island)
Young Marble Giants - "Colossal Youth & Collected Works" (2007, Domino)


... Com tanta música 'nova' para ouvir.

geração nardo

"JPod", de Douglas Coupland (Bloomsbury Publishing Plc)

Tenho andado um tanto arredada das lides 'couplandísticas'. Assim, durante mais uma das minhas incursões por um tal antro de consumismo cultural já aqui referido, qual não foi o meu espanto ao deparar-me com este "JPod", o mais recente romance de Douglas Coupland... Bom, não foi tanto espanto assim, uma vez que o senhor publica dois ou três livros no mesmo espaço de tempo que demora, ao comum dos mortais, dizer 'glomeruloesclerose segmentária focal'.

Reza assim a história:

"Ethan and his five co-workers are marooned in JPod, a no-escape architectural limbo on the fringes of a massive game-design company. There they wage battle against the demands of boneheaded marketing staff who torture them with idiotic changes to already idiotic games. Meanwhile, Ethan's personal life is being invaded by marijuana grow-ops, people-smuggling, ballroom dancing, global piracy and the rise of China. Everybody in both worlds seems to inhabit a moral grey zone, and nobody is exempt, not even his seemingly strait-laced parents or Coupland himself... Do you want to start play? Y/N"

Anuncia-se ainda o novo romance de Coupland, "The Gum Thief", a ser publicado neste Outono.

something to write home about #5

Bring Back The Guns

Estes Bring Back The Guns são Matthew Brownlie (voz, guitarra), Erik Bogle (guitarra), Ryan Hull (baixo) e Thomas Clemmons (bateria), e são oriundos da terra dos space shuttles, Houston, Texas.
Trazem-me à memória Les Savy Fav, Black Eyes ou mesmo Fugazi. Se fossem de Washington D.C. ficariam a matar no catálogo na Dischord.
Ocorre-me dizer: Bring Back The Guns bring back the 'post' in hardcore!

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se os wolf parade arranjam mais algum projecto paralelo, este blog passará a chamar-se "wolf parade e alcateias paralelas"

Sunset Rubdown - "Random Spirit Lovers" (2007, Jagjaguwar)

Os Sunset Rubdown são mais uma para o currículo do prolífico Spencer Krug, que com este "Random Spirit Lover" (albúm de estreia na Jagjaguwar e terceiro LP na carreira da banda, se contarmos com o que foi lançado enquanto esta era apenas um projecto a solo de Krug) nos trazem um indie rock psicótico e dissonante mas, ao mesmo tempo, eminentemente melódico, com a voz marcante de Krug em constante destaque, auxiliado na tarefa pela delicada Camilla Wynne Ingr. As semelhanças aos outros projectos de Krug estão bem presentes, não toldando, no entanto, a relevância destes Sunset Rubdown.
É caso para dizer, Spencer Krug can do no wrong!

é já este fim de semana...

Mais informações aqui.

E amanhã é dia dos magníficos Blonde Redhead no Coliseu dos Recreios, com mais uns tipos da polícia dos quais não me recorda agora o nome... Seria Scotland Yard? FBI? PJ?... Já me lembro, é a Banda Filarmónica da GNR!... Não?

surrealizar por aí

Respondendo ao repto que me foi lançado pelo Black CatDog, aqui ficam 5 afirmações perfeita e gritantemente surreais:

1. Ter um canudo em Portugal é garante de emprego estável e bem remunerado.
2. O David Fonseca é um grande músico, nada azeiteiro, possuidor de um dom liricista incomparável e altamente sofisticado (nada inglês do 8º ano). E aquela música dele com os assobios não se assemelha minimamente a um mix manhoso e irritante de Peter Bjorn and John com o, também nada manhoso, Bob Sinclair. E os Silence 4 eram, também eles, grandiosos.
3. Os jogadores de futebol são uns santos. Trabalhadores, dedicados, cultos e inteligentes, que nunca se metem em alhadas. Uns autênticos meninos de coro. Como atletas de alta competição que são e com tantas qualidades que possuem, deviam ser ainda mais bem pagos.
4. Salazar é o maior português de todos os tempos.
5. Crise?... Qual crise??

Mas como eu sou uma gaja do contra e gosto de quebrar tudo o que sejam correntes, cadeias, chain-mails e afins, não vou passar o desafio a mais 5 pessoas... Ms. Oaktree: proudly breaking chain-mails since 1978. Ha!

é a festa! é a festa!... não é essa!! é a outra...

nataliedee.com

Eu estou de parabéns. Ou melhor eu estive de parabéns anteontem, porque hoje é o dia do meu bloguezinho estar de parabéns.
Isto tudo porque notei agora mesmo que o Site Meter registou 1000 visitas aqui ao pasquim (90% das quais deverão ser aqui da excelentíssima, resultado de uma elevada auto-estima... Vá, narcisismo mesmo) desde... Um dia qualquer, aquele em que por obra e graça de uma qualquer divindade pagã eu me resolvi registar no dito Site Meter... Acho que era de tarde... E estava um tempo assim para o farrusquito, para aí 18/19º C, ondulação de 1,5 m ali para os lados do Cabo Carvoeiro e a água estava frescota... Ah, e comi salsicha fresca enrolada em couve-lombarda, acompanhada de arroz branco, ao almoço.
Mediante tanta felicidade e júbilo, resolvi comemorar este evento histórico de uma forma também ela histórica! Aqui esta vossa estimada louca desvairada, perdida da vida, tenciona ir já a correr medicar-se com um magnífico Xyzal (ou seja, um anti-histamínico), para logo a seguir ir dormir o sono dos justos!

Questão do leitor: Então e prémio para o 1000º leitor, não há?
Resposta da redacção: Estás tolo ou quê?? Não há cá pão para malucos!! Ou julgas que a malta é rica, hem?? (Aliás porque o 1000º leitor era moi-même! AHAH!)

20 melhores... concertos dos 7 primeiros anos da década

Esta não se aguentou aos 10. São vários anos de muitos concertos. Uns muito bons, outros bons e outros ainda perfeitamente esquecíveis (felizmente nunca tive o infortúnio de assistir a nenhum concerto péssimo).
A ordem é altamente volúvel e subjectiva. O critério ainda pior: às vezes é a banda em si, às vezes é a qualidade do próprio concerto, às vezes é o ambiente e a empatia gerada entre a banda e o público. Às vezes é tudo isto e mais ainda.
Mas estes são, sem sombra de dúvida (pelo menos para mim) os 20 melhores concertos dos últimos anos, e, talvez, de toda a minha vida. Aqui vai disto...

20. Arcade Fire @ SBSR, 03.07.2007
19. Liars + Deerhunter @ Club Lua, 26.09.2006
18. Radiohead @ Coliseu dos Recreios, 22.07.2002
17. Cult of Luna @ Casa da Música, 17.09.2005
16. !!! @ Paredes de Coura, 16.09.2005
15. ...And You Will Know Us by the Trail of Dead @ Sudoeste, 05.08.2007
14. The Capitol City Dusters + Aina + Sannyasin @ Casa Enkantada, 22.06.2002
13. These Arms Are Snakes + If Lucy Fell + Riding Pânico @ MusicBox, 28.04.2007
12. Mão Morta @ Aula Magna, 08.05.2001
11. Boy Sets Fire @ Deconstruction Tour, 25.05.2001
10. Snapcase + Avail @ Caixa Económica Operária, 07.10.2000
9. Arctic Monkeys + X-Wife @ Coliseu dos Recreios, 18.07.2007
8. Godspeed You Black Emperor! @ Paradise Garage, 29.01.2002
7. TV on the Radio @ SBSR, 05.07.2007
6. Dinosaur Jr. @ Paredes de Coura, 14.08.2007
5. Mogwai @ Paradise Garage, 05.02.2004
4. Ex-Models + The Vicious 5 @ Zé dos Bois, 21.05.2005
3. Zen Guerrilla + Mermaid @ Caixa Económica Operária, 30.11.2001
2. Queens of the Stone Age @ Paredes de Coura, 16.08.2001
1. The Mars Volta @ Paradise Garage, 05.12.2003

dava-te as mãos até te suarem as palminhas! #5

Podem ter-se tornado uma pastilhada, mas este senhor tem um je ne sais quoi que dá vontade de comer... E faz anos no mesmo dia que eu.
Cedric Bixler-Zavala (The Mars Volta)

qual monty python's flying circus, qual quê! xx teens é que é!


XX Teens - "Darlin'"

(Courtesy of Mr. Dedos Bionicos)
 

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