August 29, 2007

3, 2, 1...

...Slowly returning to my old self.

E para comemorar o acontecimento, deixo-vos com este videozinho.
Always look on the bright side of things...

playlist para mais um agradável serão passado no recato do lar #2

Beastie Boys – “Sabotage”
Brassy – “Work It Out”
Sneaker Pimps – “Sick”
DJ Shadow – “Six Days”
Cex – “Kill Me”
Pink Grease – “Fever”
Death From Above 1979 – “Blood On Our Hands”
Yeah Yeah Yeahs – “Black Tongue”
The Knife – “You Take My Breath Away”
Gorillaz – “19-2000”
Zero Zero – “True Zero”
Architecture In Helsinki – “Frenchy, I’m Faking”
Kid Koala – “Fender Bender”
Tipsy – “Hey!”
Numbers – “Go To Show”
Pretty Girls Make Graves – “All Medicated Geniuses”
Erase Errata – “French Canadia”
The Faint – “Agenda Suicide”
Q And Not U – “Wonderful People”
The Slits – “I Heard It Through The Grapevine”
Blondie – “Heart of Glass”
Björk – “Enjoy”
Tricky – “Tricky Kid”
Klaxons – “Gravity’s Rainbow”
Battles – “Atlas”

Nota: Unts, unts! Dance, dance!

August 28, 2007

ms. oaktree e os sôtores

Hoje foi dia de cuidar da minha saúde.
Às 9h da manhã lá fui eu alegremente para o centro de saúde cá do burgo. Consulta marcada às 9h15, número 2, médica atrasa-se meia hora, com consultas marcadas de 15 em 15 minutos, a começarem às 9h... Lá para as 10h fui atendida, não está mal de todo.
Entro consultório adentro, "Sôtora, tem que me receitar qualquer coisa bem forte para este Rhinovirus malandro que me anda aqui a ratar as vias respiratórias superiores, porque eu não posso trabalhar nestas condições... E depois é o ar condicionado lá no laboratório, uma pessoa passa uma série de horas ali a apanhar com aquele frio glacial e depois acontecem destas coisas... Mas tem que ser, porque se não já viu o que era uma horde de Mycobacterium tuberculosis, entre outras bichezas, a pairarem corredores a fora e a propagarem-se que nem uns loucos desvairados? E se fossem daqueles meliantes multirresistentes? Era ver os miraflorenses a caírem que nem tordos!... O problema é que não é só no laboratório! É nos transportes públicos, nos restaurantes, nos cafés, nas lojas... É a paranóia dos ares cond...".
Conclusão, saio de lá com receitas para 1 mês de anti-histamínico porque as IgE específicas estão upa upa! lá em cima, mais 3 meses de um suplemento de ferro e ácido fólico (que é coisa de grávidas...) porque estou no limiar da anemia, e recomendações para fazer movimentos com as pernas e os pés enquanto estou sentada no laboratório e interromper a pílula durante algum tempo devido à má circulação e ao edema.
E eu a pensar que tinha só uma constipação.

Ah, e ainda falta a resolução do caso 'tendão de Aquiles'. As radiografias foram feitas hoje... Mas isso é assunto para uma outra estória, desta vez com o fisiatra como actor secundário.

August 27, 2007

nélson évora

Não percebo a importância que se dá ao futebol neste país, quando temos isto.
Campeão do mundo, diz-vos alguma coisa? Se calhar não, uma vez que a selecção nacional nunca foi campeã do mundo e, pelo andar da carruagem, nunca será campeã de nada... Deviam era ter vergonha na cara!

August 26, 2007

sê o teu próprio cachorrinho

Be Your Own PET - "Be Your Own PET" (2006, XL)

Kathleen Hanna com sentido de humor ou Karen O pré-púbere? Garage-rock ou punk?... Punk-rock? Você decide! A verdade é que os putos de hoje não param de me surpreender!

Anuncia-se novo álbum para breve, mas para já deixo-vos com esta pequena pérola do sadismo, ainda deste BYOP.

August 25, 2007

dava-te as mãos até te suarem as palminhas! #1

Caríssimos/as, estou fartinha, fartinha desta tirania da sociedade machista a patriarcal. Porque é que eu, quando vou a um blog, só me deparo com homenagens (umas mais discretas, outras mais descaradas) a belas representantes do belo sexo no mundo da música? E os homens, pergunto-vos eu, e os homens?? Isto é terreno fértil!
Blogueiros/as do mundo, uni-vos! Deixemo-nos de falsos pudores e vamos lixar as estatísticas! Venham as belas mulheres (sim, porque muito em breve também as vão ver por aqui) mas venham também os belos homens!

(E quem pensava que eu era uma pessoa séria, desengane-se!)
Daniel Kessler (Interpol)

August 24, 2007

ms. oaktree presents: “o liricozinho”

Em vez de estar para aqui a atravancar o blog com letras de músicas (lyrics), resolvi criar um outro com esse mesmo propósito.

Pensem neste blog como a minha banda e n’ “o liricozinho” como o meu projecto paralelo.

As letras postadas poderão ou não reflectir o meu estado de espírito no momento. Poderão reflectir o meu estado de espírito de há 1 dia/1 mês/1 ano atrás. Ou poderão simplesmente tratar-se de canções que, por qualquer razão, estiveram/estão a rodar no meu estéreo em modo ‘Repeat One’.
So let the experts do the talking... O link está já aqui ao lado.

August 21, 2007

something to write home about #2

Zykos

Mais uma para ter debaixo de olho. Os Zykos formaram-se em 2003 na cidade de Austin, Texas. São constituídos por Mike Booher (voz, guitarra), Catherine Davis (voz, teclas), Mike Roeder (baixo), Alex Lyon (guitarra) e Cully Symington (bateria).
Praticantes de um certo indie rock com pitadas alt-country, estes meninos (e menina) contam no seu currículo com digressões com TV on the Radio, Cursive, Explosions in the Sky, The Hold Steady, The Shins, entre outros pesos-pesados. Encontram-se actualmente a trabalhar no seu terceiro longa duração, bem como na procura de uma nova editora. Aguardam-se novidades para breve.
Confiram no MySpace.

August 20, 2007

clássicos modernos #1

Neurosis – “Through Silver In Blood” (1996, Relapse)

Depois de um longo compasso de espera, uma das obras maiores na discografia dos Neurosis foi finalmente recatalogada. Indispensável!

pós-coura #3 - o paleio

Dia 12 – A chegada e os Devotchka
Está bem pensado, sim senhor. A Avic não tem expressos para Paredes de Coura ao domingo. Nem que esse domingo coincida com o início do festival. Mas eles lá sabem o que fazem, e concerteza que ter mais algum lucro não deve fazer parte do plano.
Assim, lá fui eu e o M.A. até Braga, de onde seguiríamos então para Paredes de Coura, graças à simpatia da Chuchu Ganza, que pôs à nossa disposição a sua viatura particular, bem como os seus dotes de motorista.
Chegados ao nosso destino final, prontamente tratámos de ocupar a casa que tínhamos alugado ao Sr. Bicho (é incrível como em pleno século XXI ainda há pessoas com alcunhas destas) e aguardar a chegada de outros 6 mânfios, e mânfias, que nos iriam acompanhar no périplo (ficaria a faltar um mânfio, que iria dar sinais de vida uns dias mais tarde, mais precisamente no dia 14).
Companhia reunida, bagagem descarregada, era chegada a hora da primeira refeição courense e do recarregar de baterias. Para o efeito, dirigimo-nos ao afamado buffet da Docelândia, onde eu descobri que vendiam sidra à pressão. Pode-se dizer que fiquei ‘sidrada’! Estava mesmo convencida que estas coisas já não existiam no nosso país, mas ainda bem que assim não é.
O jantar foi ligeiro, como exigia a ocasião, após o que fizemos a nossa primeira incursão de pelo recinto e pelo ‘sumo de lima’ (no fundo, aquilo pouco mais era do que sumo de lima!).
A noite ainda era de aquecimento (eles gostam de lhe chamar ‘recepção ao festivaleiro’), mas já prometia algumas surpresas. Os Sizo dispensámos, mas os Devotchka foram para mim uma verdadeira revelação.
Conhecia muito pouco da banda e devo confessar que vibrei com a fusão indie/mariachi/gipsy/folk e simpatia desta rapaziada! Tanto me surpreenderam que me dei por satisfeita e pouco vi dos senhores que se seguiram. Não percebi muito bem se teria sido o DJ Fra ou os Simian Mobile Disco, porque, segundo o que me disseram, houve um que cancelou a actuação, não me souberam foi esclarecer qual dos dois. Qualquer que ele fosse, não me agradou particularmente o pouco que ouvi.


Dia 13 – O álcool, os póneis e “voltem At The Drive-In, estão perdoados!”
Segundo dia e o cansaço já se começava a fazer sentir, porque isto de andar num virote de transportes públicos entre Lisboa, Braga, Gerês, Braga, Lisboa, Braga, Paredes de Coura, em pouco menos de uma semana, dá cabo de qualquer um.
Depois de um pequeno almoço revigorante e de uma ida ao Ecomarché para abastecer a dispensa, o cozinheiro de serviço para o dia, Chefe Espírito, preparou-nos um poderoso chili, cujo verdadeiro efeito só se fez sentir lá mais para o final da noite. Bem regado com a bela da Super Bock, como convém. Mas da boa, daquela de garrafinha, não da merda que eles costumam vender nos festivais!
Para resmoer, seguiu-se uma ida à relva e a minha iniciação nos meandros desse magnífico jogo de cartas que é o Continental. O resultado foi um 3º lugar que não envergonha ninguém.
Posto isto, era hora de ir vestir uns trapinhos mais adequados ao frio nocturno de Paredes de Coura e regressar ao recinto para mais uns quantos concertos.
A notícia do dia era o cancelamento do concerto de Mando Diao. Nada de muito preocupante.
As hostilidades iniciaram-se com os New Young Pony Club. Para ser franca, pensei que não me fossem agradar. Algo que não se passou. Apesar de não serem extraordinários, nem particularmente inovadores, com aquele seu electro-rock-new-rave-mais-qualquer-coisinha tão em voga nos tempos que correm, conseguiram dar um bom concerto e divertir os presentes. A vocalista, Tahita Bulmer, tem uma excelente presença em palco e a baterista, Sarah Jones, é algo de muito fantástico!
Seguiram-se os Sparta. Execráveis. Não se percebe bem o que são nem o que pretendem ser. Continuo a achar que vivem do crédito das glórias passadas (sim, eu era a gaja que gritava “AT THE DRIVE-IN!!!”). Por falar em concertos perfeitamente dispensáveis, apenas mais duas palavras: Blasted Mechanism. “We are the true revolutionaries”?? Poupem-me!! Para além de que aquelas ‘coisas’ que eles vestem devem ser extremamente incómodas.
Quanto à multi-colorida, multi-étnica M.I.A., pareceu-me um pouco deslocada, mas ainda assim penso que deu um bom espetáculo. Apesar de só ter assistido a metade, uma vez que a alcoolémia já ia alta e nem isso era suficiente para fazer esquecer o frio que penetrava os ossos.
Escusado será dizer que BabyShambles, nem vê-los. Verdade seja dita, já não há pachorra para carochos!


Dia 14 – A abstémia, a chuva, a colher e o slam dancing pré-histórico
O dia apresentava-se ameaçador e as previsões de chuva também não eram animadoras. Mas em PdC tudo é possível... Ou talvez não.
Após um manjar de refogado de perú com cogumelos e cenoura, cortesia da Chefe Chuchu, ao que se seguiu o delicioso crumble de maçã do Chefe Chico, e uma vez que o céu encoberto não augurava grandes ‘arrelvamentos’, resolvemos passar a nossa tarde no conforto do lar. Mais uma sessão de Continental e ala para o recinto, que se faz tarde.
O palco principal abriu com os fabulosos Spoon. Mereciam uma hora mais tardia, embora fossem uma óptima forma de começar mais um dia de concertos (algures por esta altura, a chuva fez a sua primeira aparição, ainda intermitente). Seguiram-se os Gogol Bordello. Nunca fui grande apreciadora, mas pensei que pudessem ser mais apelativos ao vivo. Não aconteceu. Tudo muito festivo, mas não é bem a minha praia.
Era então chegada altura daqueles que foram uma das melhores surpresas deste festival, os Architecture In Helsinki. Mais uma banda cujo trabalho era, para mim, praticamente desconhecido mas que me conseguiu agradar bastante ao vivo. Com uma dinâmica reminiscente de uns Arcade Fire (todos tocam tudo, todos cantam, todos fazem alguma coisa), montaram aquilo que eu considero uma verdadeira festa.
O que dizer de Mão Morta? Que são provavelmente a melhor banda portuguesa de rock alternativo? Que dão concertos como muito poucos sabem ou conseguem dar? Que deram um concerto muito, muito bom, mesmo sem grandes surpresas? Sim, penso que isto reflecte tudo aquilo que os Mão Morta são e representam.
É então que a chuva, já persistente, se começa a tornar bastante incómoda. E eu sem pachorra para grandes molhas e para o figurão dos New York Dolls, via AC/DC, que insistia em incitar o público a pedir mais um encore... E eu só queria que eles se calassem e parassem de tocar! Só de pensar que isso quase me custou o melhor concerto de PdC ’07...
É um truísmo: os Dinosaur Jr. deram o grande concerto deste festival. Não só por tudo aquilo que representam, mas também porque me fizeram sentir como se tivesse 16 anos outra vez! Foi curtir e saltar até o corpo não poder mais! Era ver a Ms. Oaktree, o M.A., o Dan e mais uns quantos a darem-lhe no slam dancing, circle pit, crowd surfing, all the works... Foi a verdadeira euforia adolescente dos trintões (ou quase trintões)! E assim dei o dia por terminado, com um largo sorriso estampado na fronte.
Já no ninho, houve ainda lugar para uma sessão de anedotas, que, em nome da moral e dos bons costumes, me escuso aqui a repetir.


Dia 15 – A bonança, as Electrelane, a juventude sónica e a despedida
Apesar de o dia ter começado chuvoso, o sol não tardou em dar um arzinho da sua graça.
Com muita pena minha não assisti à projecção do documentário “American Hardcore”, mas o cansaço já imperava.
Da ementa para almoço constavam os restos do chili e do refogado de perú. Eu fiquei-me pelo refogado, por causa das coisas... A tarde foi dedicada à caipirinha caseira e ao alegre convívio com mais uns quantos mânfios que entretanto se juntaram à maralha para o último dia do festival (e talvez o mais aguardado). E lá fomos nós à nossa quarta e última incursão pelo recinto...
Os Linda Martini foram uma baixa calculada. Seguiram-se as Electrelane, para mais um dos grandes concertos do festival. Genial! O rock no feminino é realmente algo de extraordinário. Também elas mereciam uma hora mais tardia.
De uma forma muito rápida, os senhores que se seguiram: Sunshine Underground, não sendo uma grande banda, pareceram-me dar um bom concerto, do agrado do público. Peter, Bjorn & John, do pouco que ouvi, pareceu-me haver vida para além de “Young Folks” (que eu abomino visceralemente), e bem mais interessante até. CSS, detesto o suficiente para saber que iria detestar o concerto. Aproveitei para passar por casa e fazer uma pausa repousante, que o corpo já estava a dar as últimas.
Seguiu-se o grande momento do festival, o motivo que levou muito boa gente até PdC: Sonic Youth. Nunca os tinha visto em concerto e, mesmo não sendo eu uma indefectível, a expectativa era muito grande.
Tenho de admitir que deram um grande concerto... Brutal, até. Mas, ainda assim, soube-me a pouco. Tudo porque tive a nítida sensação que eles são capazes de muito melhor. Por isso não foram ‘O’ concerto do festival.
E desta forma terminava para mim a edição de 2007 de PdC. Ainda tive uns lampejos inusitados de energia tardia, que me impeliam ao palco After Hours, mas o expresso às 10h30 e as malas por arrumar acabaram por ditar o recolhimento imediato.


Dia 16 – A partida e o balanço final
Malas arrumadas, pequeno-almoço engolido de um só trago, casinha às costas e era chegada a hora do “adeus, até para o ano!”, de volta a Lisboa.
A viagem de expresso foi tranquila, sem desvios. Apenas uma paragem na estação de serviço da Mealhada para esticar as pernas, esvaziar a bexiga e retemperar. O motorista era castiço, a companhia agradável e ainda houve tempo para dizer umas quantas baboseiras ao microfone da camioneta (o Dan deu grande espetáculo com a sua interpretação de “I’m Easy”, versão Faith No More, que estava a passar na rádio).

Resumindo: PdC é e sempre será PdC. É aquele sítio de que se tem saudades mesmo ainda antes da partida. Toda a envolvência, a paisagem magnífica, a euforia e boa disposição de quem lá vai, que se transmite como que por osmose (penso que é a isto que eles se referem quando falam no ‘verdadeiro espírito festivaleiro’), fazem deste festival único, inimitável e incomparável dentro do panorama nacional. Uma vez Paredes de Coura, para sempre Paredes de Coura! (ai, que é agora que eu choro!).
E depois há o cartaz, que mesmo não sendo dos mais apelativos, tem sempre vários pontos de interesse bastante fortes. A Ritmos está, sem dúvida, no bom caminho.
Os aspectos negativos são os do costume nestas ocasiões (mas nunca suficientes para manchar a imagem e o espírito deste festival): bebidas miserabilíssimas (então aquela água Vimeiro sem gás é perfeitamente intragável... E se a água já é má, o que dizer do álcool??...), alimentação ainda pior (de lamentar a redução da zona de alimentação no interior do recinto), casas de banho insuportáveis (este ano nem aquelas dos contentores, com os sanitários em loiça, escapavam... Um vómito autêntico!) e alguns problemas de som, nada de muito grave (mais notórios durante a actuação de Dinosaur Jr., que, a espaços, tornavam a voz do J. Mascis praticamente inaudível).

E para terminar, deixo-vos com o meu Top 5 de concertos de PdC ’07 (não está aberto a discussão):
1º Dinosaur Jr.
2º Electrelane
3º Spoon
4º Architecture In Helsinki
5º Sonic Youth
(Se fosse Top 7, seria: 6º Mão Morta; 7º Devotchka. Mas como não é...).

August 18, 2007

google is dead... long live blackle!

Este é o motor de busca amigo do ambiente baseado no Google. Basta substituir um ecrã branco por um outro totalmente negro para poupar muitas horas-watt. Do que é que estão à espera para começar a poupar energia? Confiram aqui.

Nota: Não sei se já repararam, mas este blog não é nada amigo do ambiente. Irónico, hem?... Vá, boicotem-me lá... Seus ecoterroristas abraçadores de árvores!

August 17, 2007

pós-coura #2 - as imagens






New Young Pony Club










Spoon









Architecture In Helsinki






Dinosaur Jr.

Os meus agradecimentos a este senhor, que gentilmente se prestou a traficar a minha máquina fotográfica para o interior do recinto (no dia 15 não houve tráfico para ninguém).

blonde redhead @ coliseu dos recreios

Esta senhora é uma senhora! Não é que vamos ter Blonde Redhead a fazer a primeira parte de Interpol no Coliseu dos Recreios, dia 7 de Novembro? Olha que maravilha, uma boa notícia no meu regresso a casa e à rotina! Assim sim, que venha uma destas todos os dias!

August 7, 2007

ms. oaktree e seus açores vão de férias

Primeiro para aqui...
Ao que se segue...
Retomaremos funções dia 16 ou 17 de Agosto, com muitas novidades sumarentas... Ou assim esperamos!

eh pá, esqueci-me do djambé! (ou diário de uma breve passagem pelo festival sudoeste)

Começo por ressalvar que não suporto romarias. Causam-me um certo prurido aquelas pessoas que dizem que vão aos festivais de Verão pelo convívio, para beber uns canecos e consumir substâncias ilícitas.
Sou alérgica a pseudo-freaks (se querem ser freaks, ao menos que façam a coisa bem feita), betos mais ou menos radicais e toda a espécie de juventude "Morangos com Açúcar", para quem a experiência de uma vida é passar quatro dias enterrado em pó e palha até ao pescoço no sítio onde Judas perdeu as botas.
Mas acima de tudo, abomino as pessoas que não percebem, nem fazem por perceber, aquele bando de tipos estranhos, quais seres alienígenas!, que estão para ali a debitar umas músicas. Que é o mesmo que dizer que detesto as pessoas que não vão aos festivais pela música.
(Ah, e também já estou farta de ouvir falar no Jah e de feiras populares!)

Posto isto, eu vou aos festivais para: 1) ouvir música de que gosto; 2) conviver com os compinchas do costume; 3) beber uns canecos e consumir uns estupefacientes.
Daí apenas ter rumado ao Sudoeste no dia 5 de Agosto. Os motivos eram bem fortes e justificavam todo e qualquer sacríficio. Eram eles, por ordem de preferência (e em poucas palavras que daqui a pouco mais de 4 horas tenho que estar a pé):

...And You Will Know Us by the Trail of Dead: Soberbo! Fabuloso! Magnífico! Estupendo! A lista é interminável. Só por si justificaram os 40€ do bilhete. Continuo a achar que não há nada tão extático como ver uma das nossas bandas preferidas actuar ao vivo. Sem dúvida um dos concertos da minha vida (nota mental: postar aqui uma lista com os concertos da minha vida, já que parece que as listas estão na moda). Acho que vou ficar dorida durante os próximos dois ou três dias, mas valeu bem a pena! Felizmente, o tendão de Aquiles não se queixou muito. Ah, e parece que a banda tem novos elementos.

The National: Corte e cola da lista de adjectivos supracitados. Agradou-me particularmente atmosfera intimista proporcionada pelo pequeno palco Planeta Sudoeste. Os dois chalupas que estavam à nossa frente também tinham uma certa piada, embora se tornassem bastante incómodos quando se punham a saltar muito para cima do público circundante. O que até contém em si um quê de justiça poética: dei em ...Trail of Dead e levei em National. Não está mal de todo, não senhor!

Guillemots: Banda relativamente interessante e competente. Concerto relativamente interessante e competente. É aquela velha história do não aquece nem arrefece. Prefiro em disco, porque dessa forma sempre posso ir saltando as faixas para ouvir apenas as que me agradam mais. O defeito, a meu ver, é mesmo esse: tornam-se aborrecidos.

Of Montreal: Já que estavam incluídos no pacote, satisfazia-se a curiosidade melómana. Quem sabe se o concerto não me faria até mudar de opinião quanto a esta rapaziada?... Não, não fez. Senti novamente aquilo que tinha experimentado quando ouvi o "Hissing Fauna, Are You the Destroyer?", desta feita com ainda maior intensidade: muita teatrialidade, muita encenação, muito guarda-roupa, muita imagem, muito barulhinho, muito ruidozinho, muito efeitozinho e no entanto continua a faltar-lhes qualquer coisa. Algo que os defina e que defina a sua música. Soam-me a algo incompleto, inacabado. Já não me conveciam em álbum e também não me convenceram ao vivo.

A lamentar a impossibilidade de assistir ao concerto do Albert Hammond Jr., mas se as estradas portuguesas tivessem uma boa sinalização estas merdas não sucediam!

August 5, 2007

here we go...

- "Vai para Trail of Dead?"
- "Não, não. Vou para National que fica mesmo ali ao lado."

e agora para algo completamente diferente...

Para aqueles que, eventualmente, se possam interessar pelo meu estado de saúde, tenho a comunicar que descobri recentemente que aquilo a que eu chamo calcanhar é, na realidade (i.e., em termos médicos), o tendão de Aquiles.
É caso para dizer que o meu tendão de Aquiles é o meu 'tendão de Aquiles' (não, não se diz calcanhar). Ha!

dois é sempre melhor que um

Hoover – “The Lurid Traversal of Route 7” (1993, Dischord)
The Crownhate Ruin – “Until the Eagle Grins” (1996, Dischord)


Washington D.C., Dischord, Geoff Turner, WGNS Studio, Joseph McRedmond, Frederick T. Erskine, são estes os elementos físicos comuns.
Três anos separam estes dois álbums, mas apenas dois meses medeiam a separação dos Hoover e subsquente incepção dos Crownhate Ruin por dois dos elementos daqueles primeiros (McRedmond – guitarra e voz – e Erskine – baixo e voz).
O resultado é o expectável. “Until the Eagle Grins” é a evolução natural de “The Lurid Traversal of Route 7”. Extrapolando, os Crownhate Ruin (1994-1996) são a passo seguinte aos Hoover (1992-1994) na escala evolutiva.
Não encontramos aqui nada que seja produto do acaso, há uma maturação, uma coerência e um encadeamento lógico de ideias entre ambas as bandas que torna a transição imperceptível. Os pontos de divergência são justamente aquilo que as une.
A reter, em ambos os casos: post-hardcore esquizóide, ora ruidoso ora melódico, ora sofisticado ora primário, ideal para quem já não tem idade nem pachorra para romances químicos e afins. Deixa-nos a pensar no que teria sucedido se a evolução, não tendo sido interrompida por um fim tão prematuro, tivesse seguido o seu curso.

August 4, 2007

something to write home about #1

Alex Delivery

Os Alex Delivery são Nik Bozic, Marika Kandelaki, Robert Lombardo, Colin Ryan e Yegang Yoo, um quintento vindo de Brooklyn.
Tendo lançado o seu primeiro longa-duração, "Star Destroyer" (Jagjaguwar) em Abril deste ano, praticam algo que é definido pela própria Jagjaguwar como "(...) electro-organic, seamlessly blending the sharp and gentle, like a chain-gang draped in organza.". É qualquer coisa por aí.
Recomendo que os mantenham sob vigilância apertada, pois estas crianças auguram grandes feitos. Podem conferir no MySpace.