no ninho dos açores

o natal é quando uma gaja quiser!

Yeah Yeah Yeahs – “Is Is EP” (2007, Polydor)
Minus the Bear – “Planet of Ice” (2007, Suicide Squeeze)
Aquarium – “Aquarium” (2006, Dischord)
Earth – “Hibernaculum CD+DVD” (2007, Southern Lord)
Oxbow – “The Narcotic Story” (2007, Hydra Head)
Ultra Dolphins – “Mar” (2006, Robotic Empire)


Querido Pai Natal dos Trópicos,

Desculpa estar a interromper as tuas bem merecidas férias nas Seychelles... É duro, eu sei. Empinar Margheritas e apanhar escaldões deve ser bem difícil para quem, como tu, está habituado à vida simples e tranquila da Lapónia. Espero que ao menos não te tenhas esquecido do protector solar FP 60, que isto dos UV não está para brincadeiras e tu com essa tez nórdica tens de te cuidar. Já agora, esclarece-me esta minha questiúncula, os habitantes da Lapónia são lapões ou láparos?... Adiante.
Estava eu a dizer que não me agrada ter que te interromper as férias (bem merecidas, claro!), mas sabes que eu não te estaria a importunar se a coisa não fosse realmente grave.
Como já deves ter conhecimento, a malta não anda propriamente a nadar em dinheiro, e quase todo o que vem é prontamente investido em música, que para além de ser cultura, é algo que nos faz muito felizes! Ora, uma vez que estamos numa altura particularmente prolífica nesse campo, com as bandas, impiedosas, a lançarem todas novos álbums nesta época estival e mais os festivais de Verão, queria pedir-te se não seria posssível este ano antecipar o Natal, vá, aí uns 4 meses.
Fica descansado que tenho sido uma menina bem comportada e tenho comido a sopa toda. Aliás, até tenho comido sopa 2 vezes ao dia, agora que sou uma mocinha mais ou menos trabalhadeira. Todos os dias pago o meu eurinho pela sopinha aos senhores do café em Miraflores. Portanto, como podes ver, também tenho dado o meu contributo para o crescimento da economia nacional.
Esperando que possas atender ao meu pedido, deixo-te aqui uma pequena listinha de sugestões para me deixares no sapatinho. E sem mais assunto me despeço, agradecendo desde já a tua atenção e compreensão.

Beijos ternurentos.

Tua,
Oaktree

P.S.: Vê lá se este ano te atinas e não voltas a meter a pata na poça. Não te ponhas a inventar!... Desculpa o desabafo, mas tinha que sair.

diz que é uma espécie de magazine #1

Skyscraper #25 (artigos sobre Dinosaur Jr., Shellac, The Locust, Psychic TV & Throbbing Gristle, Low, Dungen, Minus the Bear, Wooden Wand, Art Brut, The Horrors, Grails, Burning Star Core, White Rainbow, Circus Devils, The Holy Mountain, Microwaves, Silver Daggers, Welcome, Air Conditioning, The Pope, Shearing Pinx, The Guest Bedroom, “Half-Cocked” e críticas)

A Skyscraper é uma revista publicada trimestralmente, oriunda das terras do Tio Sam. Seguindo uma estética mais própria de um fanzine e uma filosofia DIY q.b. – vocacionada para a música dita alternativa, grafismo sem grandes floreados (exceptuando o fabuloso cover art), impressão a preto e branco em papel mate e com uma política de colaborações em regime de voluntariado estrito – esta excelente revista surpreende não só pela diversidade de espectros musicais abordados, como também pela qualidade das matérias publicadas. A qualidade da escrita é irrepreensível e o humor refinado patente em alguns do textos é sobremaneira refrescante.
Uma revista que decerto agradará às mais diversas cliques. Sem dúvida que a mim já me conquistou.
Para mais informações, poderão ir aqui.

R.I.P.

Ingmar Bergman
(1918-2007)



Michelangelo Antonioni
(1912-2007)

“oh the dashboard melted but we still had the radio”

Hoje está a ser um dia não. Depois de ter acordado sem conseguir andar (não sei bem o que se passa, mas concerteza que terá algo que ver com o meu calcanhar direito muito inchado e as dores lancinantes ao tentar flectir o dito. O Sr. Doutor às 15h30 terá, sem dúvida, todo o gosto em esclarecer as minhas questões, em troco de uma (nada) módica quantia), passei o resto da manhã praticamente acamada (realmente nos últimos tempos não há nada que não me aconteça).
Andava eu nesta vida, cama/rebolar para um lado/rebolar para o outro/ler uma revista/passar pomadinha anti-inflamatória, quando resolvo ligar a Antena 3 no preciso momento em que isto tinha começado. Nada de extraordinário, bem sei, mas não deixou de ser uma agradável surpresa, um bálsamo para as minhas maleitas. Quer-me bem parecer que vou começar a ouvir mais rádio.

P.S.: E que me dizem deste calor?...

guerras não muito secretas

xbxrx - “Wars” (2007, Polyvinyl)

Podiam ser mais uma banda no catálogo cacofónico da 31G. Mas este quarteto de Oakland, Califórnia (exacto, a terra dos meus ancestrais) formado nos idos de 1998, encontra-se actualmente filiado na trendy e emotiva Polyvinyl.
Com “Wars”, o seu terceiro longa duração (a discografia é completada com alguns 7 polegadas e um split com An Albatross), os xbxrx prosseguem a sua missão para disseminar o caos e o ruído sónico com fartos proventos. Não deixando de ser spazzcore canónico (está lá tudo, desde a dissonância, passando pelas guitarras acutilantes, até às vozes estridentes), é um álbum de uma banda extremamente competente e eficaz, que, adicionalmente, apresenta uma mais-valia que joga a seu favor: uma consciência social e política deveras aguçada. Barulho de intervenção, portanto.

diz-se por aí #5

Passado...

diz-se por aí #4

Presente...

diz-se por aí #3

E mais uma vez, de volta ao passado...

diz-se por aí #2

De volta ao presente. E que tal estas meninas?...

diz-se por aí

Falou-se da possibilidade da Ms. Oaktree tirar uns dias no Verão se tal lhe aprouvesse, e a Ms. Oaktree não se fez rogada.
Em antecipação de uma road-trip de um dia até à Zambujeira do Mar e mais uma semana de escaldões/molhas em Paredes de Coura ("Por-que eu vivo para a música..."), recordemos esta 'antiguidade'...

the rules of attraction

Isto ultrapassa-me. Sinceramente. Não percebo, nunca percebi nem desejo perceber. Há coisas que se passam na noite que eu não compreendo nem quero compreender. Funcionamos melhor assim, eu e a noite. Eu metida comigo e todos metidos com todos.
Se calhar devia ser mais dada, mais simpática, mostrar-me mais disponível, enviar sinais, quanto mais não fosse numa perspectiva estritamente social, sem quaisquer segundas intenções subjacentes. Mas essa não sou eu. Não resulta comigo. E as 'segundas intenções subjacentes' muito menos.
Nunca fui pessoa de one-night stands, não vejo sentido algum em investir tempo e energia numa coisa perfeitamente efémera, da qual ninguém se vai lembrar no dia seguinte. Sou uma gaja muito mais virada para o amor (o que quer que isso signifique). Para algo que perdure, duradouro.
Não me choca a obscenidade, a promiscuidade, a impudência, o desbragamento. Há pessoas para quem isso funciona. Comigo não.

Posto isto, tive hoje conhecimento que a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa está a promover, no âmbito da Escola de Verão 2007, um curso designado "Geografias da Sedução na Lisboa à Noite" que versa, justamente, todos os aspectos do engate fácil na Lisboa nocturna.
Não consegui foi perceber se o objectivo a que o curso se propõe é puramente a análise do comportamento humano em tais situações ou se passará também pela instrução dos formandos nas artes e jogos de sedução. Seja como for, esta ricicularia vale 1,5 ECTS.
Uma tentativa para combater o insucesso escolar? Ou para aumentar a taxa de natalidade? Os interessados poderão ir aqui.

põe-te manso, rapaz!


Yeah Yeah Yeahs - "Down Boy"

Já só faltam 4 dias para "Is Is"...

“fake tales of san francisco echo through the room”

Numa única palavra: fabuloso! Fez-me recuperar a esperança, recentemente perdida, nos putos de hoje.

a gloriosa...

...Pantera cor-de-rosa!

já cá canta!

Foi por pouco, mas este já ninguém me tira!

banda sonora ideal para a dona-de-casa ideal

Cursive - "Domestica" (2000, Saddle Creek)

Após ter tentado, infrutiferamente, bater natas com uma varinha mágica e ter dedicado parte da manhã de ontem a fazer um creme de cenoura com couve branca, que por sinal até nem ficou nada mau, cheguei à triste conclusão que esta solidão (tirando os momentos de companhia proporcionada por alguns amigos) está a dar cabo de mim. O que vale é que já só faltam 3 dias para voltar a ter uma casa animada por vozes humanas e felinas.
Resolvi então pôr este "Domestica" a rodar no estéreo pois, embora a temática não seja propriamente animadora, adequa-se à ocasião. Lamechices!

katabatic + sizo @ musicbox

Não é que as bandas não mereçam, e afinal há que valorizar o que é nosso, mas 8€?? Tenham dó!... Com bebida? E se eu não quiser beber, reembolsam-me o dinheiro? Pois claro que não! Musicbox = gatunos!

streptococcus pyogenes, meu amor!

Será esta a minha vida durante a próxima semana e pouco: Augmentin Duo de 12 em 12 horas para debelar a infecção (i.e., dar cabo do bicho que me anda a ratar as amígdalas... Crianças, não se esqueçam que os antibióticos são para tomar até ao fim da embalagem, mesmo que os sintomas tenham desaparecido! Não queremos cá mais bichezas multi-resistentes!), Ben-U-Ron de 8 em 8 horas, alternando com o Seractil, também de 8 em 8 horas, como anti-piréticos (porque a febre faz de mim uma gaja muito estranha e o teste de Semiótica no sábado não se compadece com amigdalites), Locabiosol 3 vezes ao dia como adjuvante da acção bactericida do Augmentin (morre bicho, morre!) e Cebion 2 vezes ao dia no início das refeições para reforçar o sistema imunitário.

Eu sou mesmo muito Murphy! Que desgraça!

Nota do Dr. House de serviço: um dos sintomas mais patognomónicos da amigdalite é a postagem compulsiva em blogs.

cozinho para o povo

Salada fria de salmão (para 2 refeições solitárias ou para 2 pessoas... Ou para 3 ou 4 top-models paranóicas com a linha):

Juntar 3 iogurtes naturais sem açúcar numa tigela grande e adicionar sal, pimenta e salsa a gosto. Bater bem. Cozer alguns camarões congelados sem casca (15 dos grandes ou 30 dos pequenos) durante 5 minutos, escoar a água, deixar arrefecer e cortar em pequenos pedaços para parecer que são muitos. Juntar ao molho de iogurte. Desfiar 1 embalagem de salmão fumado (juntar algumas gotas de sumo de limão se acharem necessário) e juntar também à mistura. Finalmente, escorrer e passar rapidamente por água 1 lata de milho cozido, juntar aos outros ingredientes e misturar bem. Opcionalmente, poderão também juntar pinhões, passas, 1 maçã cortada aos pedaços ou outros ingredientes a gosto. Quem aprecia um molho mais abundante poderá usar 4 em vez de 3 iogurtes.
À parte, lavar algumas folhas de alface, que serão misturadas no prato com a restante mixórdia. Servir frio, de preferência refrigerado.

É este o resultado de mais de 1 semana de absoluta ‘fada do lar’. Fica para uma ocasião futura a receita de caril de lulas recheadas. Bon appétit!

notas musicais avulsas #3


Foi este o mês em que eu perdi por completo o pouco amor que ainda tinha ao dinheiro. O pior é que ainda não terminou...

Lightning Dust – “Lightning Dust” (2007, Jagjaguwar): tudo o que venha com o selo de aprovação da Jagjaguwar e/ou que inclua na sua formação membros dos Black Mountain é geralmente digno da minha atenção, e estes Lightning Dust não são excepção. E eu que nem sou muito virada para estes devaneios neo-folkie, deixei-me comover por estes pózinhos de relâmpago. Strike one for Canada!
Handsome Furs – “Plague Park” (2007, Sub Pop): Wolf Parade? Onde? Quero! Mais uma banda que se multiplica em projectos paralelos, sem nunca descurar o factor qualidade. Desta feita, Dan Boeckner e respectiva (Alexei Perry) exploram o lado mais melancólico da música dita alternativa. Strike two for Canada!
The National – “Boxer” (2007, Beggars Banquet): nova banda coqueluche que, afinal, já conta com uns bons anos de carreira em cima (sempre achei curiosas estas novas/velhas descobertas e revelações). Ando, indubitavelmente, com gostos muito melancólicos. Deixei-me seduzir pelo single “Mistaken for Strangers”, e a partir daí foi sempre a descer...
Panthers – “The Trick” (2007, Vice): os Panthers foram uma banda que eu sempre acompanhei com bastante curiosidade. Em parte porque contam na sua formação com elementos dos Orchid, em parte porque estes rapazes vão beber a todas as fontes (o que não é necessariamente mau). Tendo-se iniciado nos meandros post-hardcore de cariz político com “Are You Down??”, juntaram a elegância à mistura em “Things Are Strange”, e culminaram no rock musculado deste “The Trick”, que traz à memória uns Death From Above 1979 ou uns Queens Of The Stone Age. Not bad, not bad at all!
The Chinese Stars – “Listen To Your Left Brain” (2007, 31G): mais um delírio noise/dance/experimental com a garantia 31G. Produto dos escolhos de Arab On Radar e Six Finger Satellite, as referências falam por si.
The Black Angels – “Passover” (2006, Light In The Attic): muito negrume, muito psicadelismo. Neste caso o hype foi justificado.
Neurosis – “Given to the Rising” (2007, Neurot): devo confessar que após escutar o primeiro avanço para este álbum disponibilizado no site da Neurot fiquei algo apreensiva. Preocupação infundada, está visto. Após cuidadosa audição pude comprovar que os Neurosis continuam em muito boa forma. Álbum que marca o regresso à origens mais cruas e primárias dos primeiros álbuns da banda, este “Given to the Rising” é mais uma prova que às vezes basta retroceder para evoluir e inovar.
Wolf Parade – “Wolf Parade (EP)” (2005, Sub Pop): como completista que sou destes Wolf Parade, era imperativo possuir este EP (o preço bastante acessível facilitou muito a decisão). Dois temas incluídos no “Apologies to the Queen Mary” e mais dois inéditos muito recomendáveis.
Pelican – “City of Echoes” (2007, Hydra Head): o melhor álbum dos senhores instrumetal até à data. Verdadeiramente portentoso. Imperdoável ter falhado o concerto!


E já nó próximo dia 18 que os meninos Arctic Monkeys vêm dar o seu segundo concerto cá no burgo. Parte de mim anseia por esse momento, a outra (aquela que pretende manter o saldo da conta bancária no positivo) deseja que os bilhetes já estejam esgotados.

“you motherfucker, i want your blood!”


The Bronx - "History's Stranglers"

sbsr, o rescaldo

Parafraseando os Modest Mouse (quem mais?), “It was always worth it.” E este valeu mesmo a pena. Seguem-se aqueles que foram os momentos mais marcantes destes 3 dias do 2º acto do Super Bock Super Rock.

3 de Julho... O recinto já era conhecido, o percurso também. Horários analisados e estava feito o plano de ataque. Ao que parece a tal banda pre-load dava pelo nome de Y?, eu é que não me dei ao trabalho de chegar a tempo para os descobrir. Seguiram-se os Bunnyranch que continuam a dar concertos electrizantes. Foi um excelente aquecimento. Quanto aos The Gift, continuam a soar-me muito mal, mesmo à distância. Aproveitei para beber mais uns canecos e relaxar à beira rio (Trancão, mas ninguém diria se o visse de onde eu estava).
Com os Klaxons as coisas começaram a tornar-se bastante interessantes. Uma banda que em disco não me atrai particularmente, mas que dá um excelente espectáculo. Para dançar à parva até não poder mais. Mereciam uma hora mais tardia.
Os Magic Numbers, por seu lado, soaram-me bastante bem à distância, mais precisamente à distância da zona dos ‘comes e bebes’ (Ui! E que comes e bebes! Imperial cortada com água e massas de ácidos gordos saturados servidas enroladas em guardanapos, que provavelmente já tinham sido usados como papel higiénico... Não melhorem não!). Mais uma que não me diz nada em disco, mas que até me conseguiu agradar em concerto.
Seguem-se os Bloc Party. Nada de novo. Bom primeiro álbum, péssimo segundo. Concerto competente, mas nada por aí além. Kele Okereke continua com uma prestação vocal ao vivo bastante sofrível, o que neste caso foi ainda mais notório relativamente ao concerto em Paredes de Coura. Ainda assim, foi bom recordar “Silent Alarm”.
Save the best for last... E a noite foi toda dos Arcade Fire. Um concerto soberbo! Terá superado, em minha humilde opinião, a primeira aparição da banda aqui no rectângulo, lá para os lados do Minho. A entrega e a simpatia da banda pareceram-me muito mais genuínas. E a entrega do público também não ficou nada atrás. Foi um momento verdadeiramente belo, daqueles que as palavras não conseguem expressar. Vibrante e envolvente. Excusado será dizer que dancei/convulsionei até cair para o lado.

4 de Julho... Depois de ter dispensado Mundo Cão e Linda Martini, por falta de vontade e excesso de cansaço, o dia começou com os Clap Your Hands Say Yeah. Um concerto que, quanto a mim, não surpreendeu mas também não desiludiu. O que me desiludiu realmente foi o cancelamento do concerto dos The Rapture. Parece que não foi desta.
Os Maxïmo Park eram uma das bandas à volta da qual eu tinha criado mais expectativas. E cumpriram-nas todas! O concerto foi marcado pela presença cativante do vocalista Paul Smith (talvez a personagem mais simpática e afável de todo o festival... E que voz!), bem como pelo fabuloso desempenho musical dos restantes elementos da banda. Inesquecível! “Love is a lie which means I've been lied to/Love is a lie, which means I've been lying too.” You're so right Mr. Smith!
E agora, que me perdoem os fãs indefectíveis, mas nunca fui grande apreciadora de Jesus nem da Maria Corrente. Apesar de toldada pelas minhas opiniões pessoais, devo admitir que deram um bom concerto (problemas técnicos à parte). Apenas me pareceram demasiado estáticos. Aproveitei para ir beber mais um caneco pouco tempo antes do final.
A última banda a subir ao palco foram os LCD Soundsystem, que têm algo em comum com os Klaxons: em disco passa-me ao lado mas em concerto conseguem agradar-me bastante. Mais um dia terminado a dançar à parva como se não houvesse amanhã!

5 de Julho... Último dia, e curiosamente aquele em que me sentia menos extenuada, talvez pela expectativa da antecipação do concerto de TV on the Radio. As baixas calculadas do dia foram Anselmo Ralph e Micro Audio Waves. Por motivos ‘logísticos’ não consegui chegar a tempo do concerto de X-Wife. Assim, o dia começou com The Gossip e a incontornável Ms. Beth Ditto (isto não é nenhuma piada à massa corporal da senhora). Pode-se dizer que o concerto teve a dimensão da sua vocalista (isto sim era uma piada... Bah! Esqueçam!), elogios da praxe a X-Wife e TVOTR também incluídos no cardápio. Só faltou mesmo foi o strip!
Seguiu-se aquele que era, para mim, o momento mais ansiado de todo o festival. O concerto dos TV on the Radio. É-me um pouco difícil falar daquela que é actualmente a minha banda favorita, e de um concerto que quanto a mim foi perfeito. Verdadeiramente maravilhoso, hipnótico, grandioso, catártico. Perfeito. Ponto. Agradaram-me particularmente as variações introduzidas nos temas interpretados, o que reforça a qualidade experimental e flexível da banda. Apenas me soube a muito, muito pouco. Já mereciam um concerto em nome próprio.
E depois desta experiência transcendental, estava na hora de assimilar toda essa informação e repor energias. E que melhor altura para o fazer que durante o concerto de Scissor Sisters? Sinceramente, não há pachorra!
Corpo e mente revitalizadas, estava na hora de Interpol. Mais uma das grandes expectativas para este festival. Felizmente optaram por repartir equitativamente a actuação pelos 3 álbums. E o “Turn on the Bright Lights” é um dos meus álbuns preferidos de todos os tempos. Foi uma pequena pérola de tristeza este concerto, mesmo a atitude fria e distante dos músicos em palco se adequa à toada triste e melancólica das canções. Já não me lembro se cheguei a verter alguma lágrima, mas se não o fiz estive lá muito perto! *Snif, snif*
E com Underworld terminou a 13ª edição do SBSR. E de que maneira! Dançar à parva com muito espaço à volta foi o lema para a ocasião. E o binómio “Trainspotting”/“Born Slippy” deixaram uma marca profunda na minha transição para a maioridade. Ainda assim, o cansaço acumulado começou a fazer-se sentir e já não ficámos para o encore.
E para o ano, se o critério se mantiver, lá estaremos de novo...

Nota: fotos de Manuel Lino para o IOL Música
 

© nos Açores não há açores. | template Modern Clix criado por Rodrigo Galindez | adaptado para o blogger por Introblogger | modificado por ms. oaktree