August 31, 2010

um dos dois motivos pelos quais a edição de setembro da decibel ficará para os anais da imprensa escrita


«(...) "If there's anything you take away from Isis, let it be the power of the human spirit when put to positive ends." And I really felt like that's what we wanted to do. We wanted to make music that made us feel something, that made us feel connected to the fact that we're alive. In a lot of ways, I think people think about music as being just entertainment – and it is that, and there are bands that are wholly that – but I also feel like there is something, for a lack of a better word, spiritual about music that's made with really pure intentions, that tries to tap into something deeper to get to a level of consciousness that goes beyond the everyday, mundane kind of stuff. That's all I really ever wanted to do in Isis – to get to that level.»

(Aaron Turner in Decibel #71)

réentrée em grande estilo

Part Chimp @ O meu mercedes
13 Setembro, 22h, 5€


Master Musicians of Bukkake @ ZdB
17 Outubro

Master Musicians of Bukkake @ Passos Manuel
19 Outubro, 22h 10€


Eagle Twin + Pombagira @ Porto-Rio
2 Novembro, 22h, 8€


E, se tudo correr bem, este ano repete-se a brincadeira de 2008...

olh'ó videoclipe f'esquinho! #15 (a cena fofinha)


Walter Schreifels - "Arthur Lee's Lullaby"


Band of Horses - "NW Apt."


Gayngs - "Cry"


Wildbirds & Peacedrums - "Bleed Like There Was No Other Flood"


The Besnard Lakes - "Albatross"


CocoRosie - "Lemonade"


Local Natives - "World News"


Vampire Weekend - "Holiday"


Band of Horses - "For Anabelle"


Apse - "All Mine"


Nurses - "Winter"


Family Band - "Children"


Villagers - "Ship of Promises"


White Hinterland - "Begin Again"


Peter Wolf Crier - "Hard as Nails"


Band of Horses - "Laredo"


Noveller - "Almost Alright"


Eels - "Spectacular Girl"


White Hinterland - "No Logic"


Broken Social Scene - "Forced to Love"


School of Seven Bells - "Windstorm"

August 16, 2010

dai-me lumes: o negrume ainda mói vs. a meia-de-leite clarinha

Às nove gritadas p'lo despertador, respondo com uma galheta pronta.
Abro ainda um olho, esperando um sim que não quero ouvir. Vamos? Não!
Isso!
Sou acordado p'las meigas mãos da minha senhora que já há uns minutos se deixara de preguiças e tinha descido para trazer um aconchego para a pança.
Desço enquanto se ducha para uma olhada na vizinhança.
Na esplanada da frente, dois coveiros trajados de negro viram os restos do festim da noite passada. Acelero o passo direito a eles, vieram para me buscar?
Já junto deles, solto um "Olá! Esperámos muito por vós. Porreiro terem vindo!"
"Thanks mate!"
O negrume de ontem é hoje sorrisos e meias-de-leite clarinhas.
Uma cara tatuada e uma careca reluzente emparelhada com uma barba daqui-a-Tóquio, fazem quem passa olhar uma e outra vez. Nas mesas do lado já as avózinhas se ocupam de outras conversas, já os putos correm frenéticos sem apontar o dedo. Já os Electric Wizard são gente como nós. E até gramam do nosso sol!
Chegado ao fundo da rua, volto para trás. Não há muito que ver.
Aceno à esplanada na volta, há braços que se erguem, gente como nós!
Subo ao quarto e de pronto descemos na procura de um tasco amigo do bucho e do bolso.
Não é busca que demora, numa mirada rapidinha aos rabiscos em toalha de papel já nos sentámos!
Verde-tinto, 100 paus de rissóis, almoçarada farta-brutos. O que se quer!
Há tempo para uma esticadinha até as seis.
Isso!



Sopra um vento áspero lá dos lados do cimento.
Largamos a relva e pisamos chão mais duro.
Há odor a erva e madeira queimada, a pó e gasolina ardida. Há rapazes novinhos e de poucas falas. E muito rock!
Há uma barba e guedelha a dar para os três e uma mirada longa ao deserto Kyuss onde estes miúdos Aspen nos apontam os cactos que nos matam a sede.
E se matam!
Morde forte este sol!





Deixamo-nos cair no verde olhando o céu azul, damos uma espreguiçada e outra mais.
De espiga de trigo na boca e chapéus de palha na cabeça, somo olhados ao desafio p'los cães-da-pradaria.
Cresce em mim uma barbucha amish e tranças longas em minha senhora.
Já sem sandálias, esfregamos os pés no verde e lançamos mão ao cesto para um pedaço de apple pie e uma soda.
É um Long Way to Alaska, mas sabe tão bem deixarmo-nos ir!

Um Cavalheiro à séria não nos senta à mesa para Interpol de quinta e verborreia lírica de sexta!
Já não os há como antes!

Tem coice fraco, o electro-oitentas deste Appaloosa.
Não tentamos sequer selá-lo, p'lo relinchar não nos levará sequer ao cimo da ladeira.
Por nosso pé chegamos ao tasco amigo de antes (esse!). Trocamos palavras e planos por entre moelinhas do demo e cervejolas dos deuses.
São o amor, estes nossos miúdos do Porto.

Dias há em que estes moços são ovelhas do rebanho XXX.
Uns em que são pintarolas do rock garageiro de Sagres na mão e Águia nos beiços.
Outros há em que o que rola é hardcore-petardo para miúdos com testa.
E outros mais em que, bom mas bom, é rock de estádio.
Amanhã não sabem!
Há quem os sinta como uns Battles tuga, o que não vindo ao disparate, tem gostinho a má vontade.
Há Trans Am e afrozada Konono Nº1.
kraut e baixo do arrasto.
Há teclas que gritam os dois mil e não os oitentas.
Há vontade de fazer diferente e acendalhas atiradas a fazer-nos crer em tal.
As moelinhas demoram-nos e já só agarramos o fim da festa Paus. Juntam-se no estrado uns amigos, para que saibamos que ainda cá estão.
O amanhã é agora, porque amanhã pode não haver.
E hoje é aqui que todos dançamos, amanhã logo vemos!

Alto! e para o baile!
Já comemos disto por aqui.
E a este dançarino, já o vimos noutras paróquias.
Este rebolar não é de agora e a carta e a de mil tascos.
É abrir com outro nome, e chega-lhe mais do bifinho aux champignons e bacalhau com natas de ontem.
Já não vai!







Mark E. Smith é The Fall e The Fall é Mark E. Smith.
The Fall é pós-punk sem merdices para gente que não as quer.
Hoje, Mark E. Smith está cheiinho de merdices.
Aumenta e baixa o volume dos amps porque sim, melga a rapaziada e rapariga (de pochette!!!?) da bandola porque não. Atira micros ao chão, vai e volta e torna a ir!
Ainda conseguimos ouvir um pouco do que interessa, mas o Mark percebe que até estamos a gostar e vai de vez.
Da próxima, mudamos-te a fralda, Mark!

August 8, 2010

dai-me lumes!


Um pouco antes do que acertámos, já o Bocas ligava.
Já nos esperava. Uns minutos mais e eis que chega a minha senhora, felicíssima p'lo que conseguiu no laboratório e por saber que não tardaremos em fugir desta Lisboa que por ora nos sufoca.
Trincamos algo, cafeína, quatro ou nove pitilhos mais e já o Bocas faz o Saxo chiar virado a Norte.
Há em nós uma ansiedade incontida por não tardar em fazer parte da coisa.
Ao passar Coimbra, já para lá da Pedrulha, essa que foi terra do LeSon, aceno a um bravo que se faz à pista com uma Vespa Sprint de setenta e tal.
Vermelhinha Benfas, dois banquinhos pasteleira, porta-couves e quê.
Classe!
O meu aceno volta num feedback e sorrisos, há rock e muito roll neste homem.
Vai para lá, atiramos!
Agarramos a chave de casa em Valongo e largamos umas sacas. Um rajá, um brauliozeco e até mais!
Deixamos Valongo para trás, mas às tantas pensamos que apontámos a Sul.
Agarramos a vermelhinha e todos lhe acenamos, há feedback bem forte e agora até gargalha.
Rolla com alma este gajo!
Vai para lá, o gajo vai para lá!
À chegada, lá p'las seis, somos ainda poucos.
Lá bem alto, o astro cospe fogo que grelha.
Onde pára a vilanagem?
Viramos é umas, não?
Sim!
Na barraquita das rifas há miúdas giraças que não sabem dizer ainda o quanto vale a nossa sede ou se o MB viverá.
Olha, dá aí dois contos de rifas, já se vê!
Esticam-se umas shirts na banca e mais uns disquitos das bandolas da casa.
E t-shirts de tal?
E rodelas de coiso?
Daqui a pouquito há mais, e mais loguito a banca já será pequena.
Sem pressas, assim como no enlace da prima da terra, quando procuras ainda a mesa e com quem te sentarás na mesma.
Mas tu até já sabes que te sentarás com gente que bebe e come o triplo de ti, e que se borrifa se a agarrares mesmo à patrão.
Gente da boa!
Estamos em casa!
Onde pára a vilanagem?
Diz que há por aí uma pool. Por cá anda a vilanagem, a grelha cospe forte.
Sombrinha bela, relvinha fresca, aceitamos o convite.
Viramos uma e outra e queimamos mais um pipe.
Evols já foste!
Rui Silva gritava-nos há uns anos, o privilégio de fazer a escolha errada.
Os Zen foram do melhor, no estrado não havia pai!
Fizeram voar cadeiras e senhoras entradotas dançar com netos p'la mão na fnac da esquina.
Fizeram muito rock do bom e levaram muito puto do sofá a bunkers bafientos para os ouvir.
Fizeram festa e mais festa.
E acabaram!
Ou acabou o Rui para os Zen, que é o mesmo!
O gajo era o bicho!
As escolhas do Rui, não as conheço.
Com Plus Ultra regride a noventa e oito, a um tempo em que pensámos (ou não!) que a putaria desbragada eram os bonés vermelhos de basebol, as calças sacadas ao teu primo que pesa cento e vinte e as sapatilhas tipo astronauta.
E haviam umas bandolas, que eram todas uma baita merdola!
Tirando uma, vá, talvez duas.
O Rui atira-se à coisa como sempre, berra, rosna e tal.
Piadolas que só ele entende. Está muito lá, nós não!
Há uma guitarra atirada ao ar e a escaqueirar-se à parva.
Se é para isto, é bom que não voltes a pegar numa.
Ponho agora os olhos num puto sagui de Viana com uma t-shirt de Gallows e pasodoble de quem estudou muito os clipes de Cedric Bixler-Zavala e Omar Rodriguez Lopez.
Servem-nos boysetsfire de primo piatto, empanturram-nos de At the Drive-In, regam-nos com Refused e dispõem tira-gosto Fugazi.
Não escondem ao que andam, mas não fazem mossa estes miúdos Larkin.
Uns mais que muitos iluminados, apregoavam há uns anitos via NMEs e merdas que tais, que o rock andava aí, regressado da tumba para a qual outros tantos - mais que muitos - iluminados o tinham largado bem fundo e coberto de calhaus d'Obélix.
Fizeram o funeral das guitarras, para que fossemos numa de que o rock seriam teclados lambetas dos oitentas e bandolas a soar a rave no Castelo de Palmela a meio dos noventas.
Puta-que-os-pariu mais aos que foram nisso!
O rock e as guitarras não morrem!
Os Glockenwise seriam muito putos antes dos Strokes ou YYYs, são estas as bandolas que querem que oiçamos.
Nas guitarras, nos gritinhos e la-la-las, na pose afectada.
Não salvarão o rock, ou sequer Barcelos.
Barcelos tem outros messias!
Teclados e guitarras no shaker, pitadas de vocoder e topping de voz-colada-ao-xamã-da-bandola-tal.
Os Faint fazem-no há tanto e tão melhor, Sizo!
O Rui (esse!) sobe agora ao estrado para nos falar de uns tais de comedores de homens.
Todo comido estás tu, Rui!





Hellstone acertou-me na queixada, qual hook de esquerda do Evandro lá por zero-sete.
Levou-me atrás dos Men Eater por aí e acolá.
Ficará como umas das rodelas mais petardo dos meus trintas.
Sem merdas!
Sempre do caralho, por aí ou acolá!
Vendaval é mais polidinho, faz dos Men Eater mais Metallica, menos... Men Eater!
A bandola era a mesma em Vendaval, mas o que cospiam, isso já não!
Vendaval nunca vira tufão, é vento que sopra sem derrubar.
Carlos e João foram com a brisa.
Hoje, Sega e Gaza são os rapazes que aparecem com Miguel e BB.
A vilanagem agita-se, umas vezes mais que outras. Há headbang sincopado nas tábuas e na relva, muita careta trve cvlt e move da cartilha.
Há Valient Himself, para que saíbamos que isto é tudo amiguinhos, e troca de chapadas nas ervas.
Pedem-se palmas para os que querem fazer da festa do barulho, a festa do esporte-via-chapada.
Não se aplaude quem quer estragar a festa, meu rapaz!
Os Men Eater já as deram bem melhores.
É morder uma sandoca de porco no espeto e já os Black Bombaim deslizam na route 66 sem pastilhas de travão direitinhos à tua tromba e a umas quantas carinhas bonitas.



Saltamos para o muscle car e pé na tábua atrás deles.
A tábua vai no fundo, mas não os agarramos.
Vão desalmados, cruzando a route Sabbath sem afrouxar, entrando p'la hacienda Comets on Fire, derrubando a cancela e uns quantos fardos de palha.
Pensamos que se espantam, mas nunca se entregam a falas mansas ou floreados, que quando se rolla assim, não se olha para trás!
Topamos que estão a ficar sem gota, param na Acid Mothers Temple gas station.
Tanga deles, o depósito não está ainda a meio.
Apenas querem que pensemos que lhes conseguimos chegar.
Deixam o cheiro da borracha queimada na pista e mostram pipes cuspidores de fogo até se irem no meio do pó.
Acendemos a luzinha, mais uma para o caminho!
Alguém que os agarre!
De outro planeta, aterram no palco Milhões os Valient Thorr.





O planeta deles não será assim tão fora de órbita, haverão por lá uns Maiden e AC/DCs, e o mesmo desejo que o nosso de fazer milhões de festa e gingar o quadril ao rock garageiro a mais de mil.
Só lhes crescem mais barba e cabelo!
Podiam ser de cá, até dormiram no mesmo hotel que nós.
Se a viagem não for assim tão longa, apareçam sempre!
Quem vem p'la festa, vem sempre por bem!
Esperámos muito tempo p'los senhores e senhora que nos castigarão daqui a pouco.
Não serão dos tipos mais dados a rambóias no pedaço, mas é uma festa mesmo huge que apareçam hoje aqui.







Mal pisam as ripas, agarram-nos p'los tomates e p'los cabelos às meninas, que isto não há aqui meiguice.
Entorpecemos e arrastam-nos quais cadáveres para fora da cova, onde pensávamos estar a salvo.
Sopram-nos o fumo na cara até quase desfalecermos e aterrorizam-nos com o gravalhão das guitarras que gritam agonia.
Não temos forças para fugir a tal desancanço, não levantamos já os braços para cobrir a cabeça de uma e outra paulada.
Já nem queremos!
Deixamo-nos ir!
A agonia deles é agora de todos.
A festa é partilha, os Electric Wizard partilham o negrume!
O negrume purga e liberta, e só liberto fazes a festa.
Esta noite, não nos sentiremos mais livres.
O hotel é já ali!

milhões a dois

A ideia surgiu de um desafio. Talvez não de um desafio, mais uma picardia.
"Então quando é que escreves uma posta acerca do Milhões?"
"Em breve, em breve... Já sabes, muito trabalho."
"És uma calinas, é o que é! Se fosse eu, já a tinha escrito umas 50 vezes!"
"Ah... Ah... Ah... Gostava de ver isso!"
"E mais te digo, escrevia a melhor e mais bela review que este mundo já viu!"
"Ai é?!... Ai é?!... Não és homem para isso!"
"Não me provoques! Olha que eu escrevo mesmo... E ainda faço do nAnha um blogue realmente interessante, que cativa milhares de leitores... Tu vais ver só!"
"Não me provoques tu! Olha que eu envio-te um convite!..."
"Envia! Pago para ver..."
"Olha, já enviei! Agora é que te lixaste, que vais ter mesmo que escrever e provar que isso tudo não é só garganta!"
(...)

É assim com grande prazer, senhoras e senhores, que vos apresento Daniel Ferreira (aka Sarrabulho), o primeiro convidado de honra aqui do tasco.
As bonitas palavras que seguem são dele, os vídeos manhosos são meus. Mas as opiniões expressas são partilhadas por ambos. Questões, queixas, comentários desagradáveis ou mensagens de apoio e incentivo deverão seguir os canais habituais.

August 5, 2010

olh'ó videoclipe f'esquinho! #14 (o calhau)


The Black Heart Procession - "Rats"


The Splinters - "Splintered Bridges"

 
Quasi - "Little White Horse"


The Bitters - "Travelin' Girl"


Woven Bones - "Your Way with My Life"


The Fall - "Bury! Pts. 2 + 4"


Black Mountain - "Old Fangs"


Ima Robot - "Ruthless"


Dum Dum Girls - "Bhang Bhang, I'm a Burnout"


Archie Bronson Outfit - "Hoola"


Blood Red Shoes - "Heartsink"


Jaill - "The Stroller"


Wolf People - "Tiny Circles"

August 4, 2010

olh'ó videoclipe f'esquinho! #13 (a cena dançarina)


Holy Fuck - "Latin America"


Ratatat - "Party with Children"


Dosh - "Airlift"


Health - "USA Boys"


Chrome Hoof - "Vapourise"


Ratatat - "Mahalo"


!!! - "AM/FM"


Ratatat - "Drugs"

August 3, 2010

olh'ó videoclipe f'esquinho! #12 (a cena frita)


Liars - "The Overachievers"


Thee Oh Sees - "Meat Step Lively"


Future Islands - "Tin Man"


the Books - "A Cold Freezin' Night"


Suckers - "Black Sheep"


Clipd Beaks - "Home"


Zach Hill - "The Sacto Smile"

o amor é: fazer coisas juntos e assim...


Que o digam Emil Amos (Om e Grails) e Scout Niblett (trabalhadora por conta própria), que, fazendo ouvidos moucos à sabedoria popular, resolveram misturar negócios com prazer, pegando nos seus projectos a solo (o de Amos dá pelo nome de Holy Sons, e, ao que parece, já tem oito discos editados. O que vem provar a teoria comummente aceite, que postula que nada me escapa - dado que só agora tomei conhecimento deste projecto) e embarcando juntos numa breve digressão pela América do Norte, já no próximo mês de Setembro.
Por falar em Emil Amos, soube-se também que, para além do nono álbum dos Holy Sons ("Survivalist Tales" - 12.10.2010, Partisan), já está também na calha o quinto volume das "Black Tar Prophecies", assim como os novos longa-duração de Grails e Om (com datas previstas de lançamento lá para Fevereiro e Março do ano que vem, respectivamente).
Eh pá, mas esta gente não faz mais nada para além de lançar discos??... Metam férias, caramba!

August 2, 2010

olh'ó videoclipe f'esquinho! #11 (o barulho)


Double Dagger - "No Allies"


Ancestors - "Antler Wings"


Coliseum - "Blind In One Eye"


Rolo Tomassi - "Party Wounds"


Zoroaster - "Odyssey"

August 1, 2010

2010: o ano de todos os (grandes) discos

É uma altura triste para não ter tempo nem dinheiro. Parece que não há banda ou músico em nome individual, bom ou mau, que não se tenha lembrado de lançar um novo álbum em 2010. Mais ainda, vivemos uma silly season que está a ser tudo menos silly em termos de anúncios ou de lançamentos discográficos recentes (o triste panorama de concertos estivais extra-festivais, esse, infelizmente, mantém-se).
Dizia eu que, nos dias que correm, não há trovador (ou agrupamento deles) de instrumento em punho que não se ache no direito de registar para a posteridade os seus assomos criativos. Uns mais criativos e interessantes que outros. E com a falta de talento posso eu bem (ignoro-a), mas o que é realmente preocupante no meio de tudo isto é que, por esta altura, já circulam por aí alguns dos suspeitos do costume para disco do ano. Wolf Parade ("Expo 86") e Menomena ("Mines") são adições ao plantel relativamente recentes. Antes disso, houve também não um, mas sim dois novos discos dos Harvey Milk. Um deles recuperado do fundo do baú do tesouro (as "Bob Weston Sessions") e o outro, novinho em folha ("A Small Turn of Human Kindness"). Não sendo isto suficiente, há ainda notícias de um novo de Torche ("Songs for Singles") lá para o final de Setembro, e de Les Savy Fav ("Root for Ruin") em meados desse mesmo mês... E os Kylesa, que não satisfeitos com os estragos causados por "Static Tensions" no ano passado, voltam à carga este Outono. Mas há ainda outros fortes candidatos ao título. A saber: Sightings ("City of Straw"), Master Musicians of Bukkake ("Totem Two") - que já caminham entre nós - Marnie Stern ("Marnie Stern") e Zach Hill ("Face Tat") - ambos anunciados para Outubro.
Quanto a novas bandas (umas mais que outras, que isto da novidade é sempre relativo, dado que há por aí muito boa gente que listens to bands that don't even exist yet), há por aí duas ou três coisas que me titilaram as antenas: as 'capas do Baizley' - ou seja, Kvelertak ("Kvelertak") e Black Tusk ("Taste the Sin") - Howl ("Full of Hell"), Black Breath ("Heavy Breathing") ou os Wolf People ("Tidings").

Posto isto, resta-me apenas dizer que, para além das bandas com wolf e/ou black no nome continuarem em alta, este ano a escolha - seja do disco do ano, seja dos discos que se compram e dos que ficam a aguardar melhores dias - se afigura dificílima. E note-se que esta lista não pretende, de forma alguma, ser exaustiva. Trata-se apenas de alguns nomes que me vieram à memória. Outros tantos terão ficado para trás e mais ainda, com certeza, estarão para vir. Sugestões vossas também serão sempre bem-vindas.