November 27, 2011

eh pá, pára tudo... concerto do ano!!...


Não, não será concerto do ano, apenas e só porque este foi o ano em que eu vi Neurosis ao vivo. (Ca estúpida!! Obviamente que vai se concerto do ano. De 2012!) Mas, foda-se! Kylesa, Circle Takes the Square e KEN mode é um bill do catano! (Então, Oaktree, ainda agora regressaste e já estás a recorrer a impropérios?... Pois é. O que é que se há-de fazer.)

Acontece a 18 de Janeiro no Porto (Hard Club) e a 19 em Lisboa (Santiago Alquimista). Ainda não se sabe nada relativamente a horas e preços, mas sabe-se que vai acontecer. E isso, meus amigos, é o que interessa.

November 26, 2011

este blogue ressuscitou (pela 4ª ou 9ª vez), a magnet também e os mastodon vão voltar a portugal (e não é num festival de verão)


Já dizia a minha avózinha que um milagre nunca vem só. Contrariando a sabedoria popular, que apregoa que as coisas boas vêm aos pares, neste caso chegaram em trio. Porque três é a conta que deus nosso sr. fez. Tudo a bater certo, portanto.

Milagre #1. Voltei, voltei. Voltei de lá. Ainda há um mês e picos estava em Birmingham, há quatro semanas estive no Porto (mais desenvolvimentos relativos a esses assuntos já de seguida), mas agora já estou cá. Mais uma vez, o nAnha está de volta e de cara lavada. O percurso tem sido acidentado, especialmente nestes últimos meses. Não direi que voltámos para ficar, já que a terra rebola neste tapete que é o universo e quem sabe se amanhã não estaremos virados de pernas para o ar no Outback australiano, a lutar pela vida contra uma taipan. Digo apenas que, pelo menos nos próximos tempos, estaremos por aqui de pedra e cal.
Os motivos para mais uma ausência prolongada são vários. Falta de tempo, falta de pachorra, uma tese de mestrado para fazer, pouco consumo de produtos musicais (coisa que tenho compensado largamente nas últimas semanas), pouco assunto de escrita, passei todos este meses a criar de raiz o código para este novo template (sim, sou espetacular!), o meu gato bebé roeu-me as folhas onde tinha rascunhado centenas e centenas de postas e foi tudo ao ar, a crise que o país atravessa e as medidas do novo governo deixaram-nos de tal forma traumatizados que perdemos temporariamente a faculdade da escrita. Alguns são factuais, outros são pura ficção, outros ainda são um misto de ambas (eu ser espetacular é obviamente verdade). Deixo ao vosso critério escolherem a vossa desculpa preferida.
Entrementes, passou-se mais um aniversário sobre a criação deste blogue. O quarto, pelas minhas contas (e também pelas contas de qualquer pessoa que se dê ao trabalho de olhar para a coluna aqui à direita). Mas uma vez que a coisa tem andado em banho-maria, não façamos grande alarde do acontecimento.
Para terminar este ponto, não poderia deixar de expressar publicamente o meu sincero agradecimento a todos os leitores que, ao longo destes meses, continuaram a deixar por aqui os seus comentários e que, invariavelmente, acabaram por ficar sem resposta. Sois os maiores! Eu é que sou uma bloguista desnaturada que não vos mereço! (Isto também vem provar que um blogue nunca morre realmente. Apenas vai arrastando o seu cadáver por estas redes virtuais.)

Milagre #2. Regressava eu a casa vinda de Birmingham, aliviadinha por ter conseguido escapar airosamente ao caos gerado pela destruição parcial de um aeroporto por um fenómeno metereológico bizarro (diz que se chama downburst), quando, por entre o molhinho de correio a receber, me deparo com o #81 da revista Magnet. Exultei de alegria, não só pelo renascimento em si, mas também porque isso significava que não iria ficar a arder com os nove números que faltavam à minha subscrição. Apesar do novo formato reduzido (ohhh!) e de terem acabado os samplers (ohhhhh!), não deixa de ser louvável que, numa altura em que o que mais se ouve por aí são toques de finados em muitas das capelinhas da imprensa musical escrita, ainda haja quem insista em remar contra a maré. Haja esperança!

Milagre #3. Até parece mentira. Eu própria ainda não estou em mim. Depois de 327 concertos em que a banda foi relegada para segundo plano, fosse em festivais de verão, fosse como mera banda de suporte, eis que finalmente vamos ter os Mastodon em nome próprio aqui pelo rectângulo, e com tudo aquilo a que eles (e nós) temos direito. O milagre acontece em data única, 22 de Janeiro, no Coliseu dos Recreios de Lisboa, e o ingresso para presenciar em primeira mão tão extraordinário fenómeno vale 29€. Porque isto de orquestrar um milagre não sai barato...

Outras novidades. Para quem ainda não sabe, os festivais de Verão já deram o que tinham a dar. Aliás, essa coisa toda, que os festivais de Verão é que são fixes, não passa de um mito urbano engendrado pelas mentes perversas dos papões capitalistas da MnC e da EiN, para vos sacar o subsídio de férias (essa coisa do passado). Agora, a next big thing são os festivais de Outubro. Se não me acreditam, reparem nas evidências: logo no início do mês tivemos o Out.Fest com cartaz de luxo, seguindo-se o Supersonic, que, ao que parece, se mudou de armas e bagagens para este mês tão bonito, bem como o novíssimo e excelso Amplifest. O que não deixa de fazer sentido. Uma vez que os meses de Outubro e Novembro são tradicionalmente férteis em concertos, porque não concentrar também a oferta festivaleira nesta época? Assim só ficamos falidos uma vez por ano graças à música, ao invés de duas.
Finalmente, gostaria ainda de vos avisar que agora sou do black metal. Isto porque, no espaço de pouco mais de um mês, o número de discos de black metal na minha colecção aumentou de uns modestos dois e meio, para uns ainda modestos, mas já mais ameaçadores, oito e meio. Mas é só cena da moda. Nada tr00, portanto. Que não se preocupem os puristas, que não têm em mim uma adversária à altura. Embora não diga que não a um belo de um corpse paint num próximo Carnaval.
E agora, se me dão licença, vou ali actualizar a agenda de concertos.