March 31, 2010

talvez o melhor disco de todos os tempos

Sunny Day Real Estate - "How It Feels to Be Something On" (1998, Sub Pop)


Depois de todos estes anos, continuo a ter sobre este disco a mesma opinião: sublime. Ponto.
Merece ser partilhado e venerado.


(Com aquela coisa de os ir ver ao vivo em finais de Maio, preparem-se para ouvir falar muito destes SDRE por aqui nos próximos tempos.)

March 28, 2010

primavídeos #1

Já só faltam dois meses, mais-coisa-menos-coisa. Lá voltamos nós à dança...


Monotonix live on KXLU

March 27, 2010

três tigres, três vídeos, três anos de nAnha (há treze dias atrás)


"1"


"6"


"11"

Parabéns a mim e aos açores! Yay!!

olh'ó videoclipe f'esquinho! #9

E, para não fugir à temática...


Plants and Animals - "The Mama Papa"


Yeasayer - "O.N.E."


High on Fire - "Frost Hammer"


White Hinterland - "Amsterdam"


Real Estate - "Suburban Dogs"


High Places - "The Longest Shadows"


Fuck Buttons - "Olympians"


YACHT - "The Afterlife"


Quasi - "Laissez les Bon Temps Rouler"


No Age - "Keechie"

10 canções/11 vídeos

Archie Bronson Outfit - "Coconut" (2010, Domino)

É inegável que com o advento de tecnologias e plataformas que permitem, de forma rápida e simples, a transmissão e partilha de conteúdos vídeo via internet - isto após a morte anunciada (leia-se, o marasmo, massificação e uniformização) dos canais televisivos de música, que deixaram assim de ser um veículo credível para a descoberta, ou redescoberta, de 'nova(s) música(s)' - o videoclipe ganhou um segundo fôlego.
Actualmente, é cada vez mais frequente ver bandas ou artistas, antes e após uma edição discográfica, a lançar novos videoclipes com um ou dois meses de intervalo. Uma outra estratégia que começa a ter alguns adeptos consiste em lançar um videoclipe por cada tema, aquando ou pouco tempo antes da saída do novo álbum.
Não só os soporíferos Beach House adoptaram esse estratagema para "Teen Dream", como também, já mais recentemente, os Archie Bronson Outfit nos ofereceram suporte visual para cada um dos dez temas (sendo um deles bipartido) de "Coconut", editado há pouco mais de um mês. O resultado final é este:


1. "Magnetic Warrior"


2. "Shark's Tooth"


3. "Hoola"


4. "Wild Strawberries"


5. "Chunk"


6.1. "You Have a Right to a Mountain Life"


6.2. "One Up on Yourself"


7. "Bite It and Believe It"


8. "Hunt You Down"


9. "Harness (Bliss)"


10. "Run Gospel Singer"

March 25, 2010

paralysis is not an option

The Dillinger Escape Plan - "Option Paralysis" (2010, Party Smasher Inc./Season of Mist)

Confesso que temi pelo futuro dos Dillinger Escape Plan depois de "Ire Works". E temi ainda mais depois de ler algumas das críticas a "Option Paralysis". Quando finalmente o ouvi, o meu coração sossegou.
Por vezes, a evolução também é feita de retrocessos. E mais não digo.

por falar em recordações e em música portuguesa...

Mariana Ricado - "Across the Way Going (Live)" (2009, Merzbau)

... Alguém se lembra dos Pinhead Society? A banda-de-culto-fofinha de todo e qualquer jovem/teenager luso por altura dos finais de '90? Para aqueles que se lembram, sabem o que é feito da Mariana Ricardo?

Os Pinhead Society talvez sejam o exemplo acabado da banda que teve o seu momento: eram perfeitamente relevantes quando surgiram e sua existência fez todo o sentido num determinado período bem delimitado da história da música. Mas como muitos outros projectos 'de época' acabaram por se desvanecer na bruma, naturalmente e com a elegância e dignidade de quem sabe que não se deve voltar ao lugar onde já se foi (muito) feliz.
"Kings of Our Size" foi um disco que rodou vezes incontáveis na minha velhinha Sony micro, mas é daqueles pedaços de música/cultura/história aos quais eu dificilmente regresso no tempo presente. De tal forma que perdi completamente o rasto aos elementos dos Pinhead Society. Tenho a vaga ideia que alguns continuaram a fazer música, enquanto outros seguiram percursos completamente diversos.
Apenas de Mariana Ricardo, vocalista e guitarrista, vou continuando a saber notícias, ainda que esparsas.
Em 2005, soube da sua participação no colectivo München, um projecto português bastante off the radar, não obstante a etiqueta 'Novo Talento Fnac' que lhe colaram. Mais recentemente, que é como quem diz há uns dias atrás, soube que tinha um disco a solo e em nome próprio, gravado ao vivo no Maxime em 2008. Imbuída de um certo saudosismo, aproveitei o facto deste poder ser descarregado gratuitamente, e dediquei-me a uma audição atenta.
Embora o fenómeno Pinhead Society seja irreplicável, não é disso que aqui se trata, já que Mariana não se dedica a capitalizar as velhas glórias do passado (embora a voz sonhadora continue a mesma), mas antes a adaptar (e bem) ao presente - de forma bastante agradável, singela e despojada - uma certa realidade da música independente portuguesa, da qual os Pinhead Society eram os dignos e incontornáveis porta-estandarte. Não deixa de ser uma gravação que fomenta alguma nostalgia, mas ainda assim é algo que ouvirei com prazer hoje, amanhã e, talvez, depois.
Oiçam-na vocês também aqui.

ashes to ashes

 «Concerts are the real thing. There isn't a more personal, intimate and intense experience. Words don’t make them justice, not even pictures, movies or tapes. It’s all in your mind, in that moment. What we want with this blog is not to bring you back to the venue or take you there. The live audio recordings that we will post here are supposed to be ashes of your memory, stolen fragments from that feeling that you can never experience again. We will also post mixtapes, photos, random stuff. Everything we love and we're into. Don’t expect long texts. This is mostly a place for sharing and that's what music was and is all about.»

As palavras não são minhas, mas eu própria não teria dito melhor. São sim da Charlie e do João, progenitores do Ashtapes, um novo blogue dedicado essencialmente, e como já terão percebido, à perpetuação desse hábito tão salutar e algo nostálgico (que é feito do saudoso MiniDisc?...) que é a gravação áudio amadora - e subsequente partilha - de concertos.
Visitem-no em ashtapes.blogspot.com. Com certeza irão encontrar alguma coisa do vosso agrado.

coisas que me agradam sobremaneira II

Mamute ao vivo na ZdB (19.03.2010):




Black Bombaim ao vivo na ZdB (19.03.2010):


coisas que me agradam sobremaneira I

Katabatic ao vivo no MusicBox (13.03.2010):






Russian Circles ao vivo no MusicBox (13.03.2010):








"Station"

o mundo em geral e os concertos em particular

Há alturas em que uma pessoa anda sem pachorra para a blogosfera. Outras há em que a pachorra e disposição abundam, mas o tempo escasseia. Nos últimos dias vontade não me tem faltado, mas a falta de tempo não me tem dado grande margem de manobra, de forma que optei por deixar a bloguice, ainda que temporariamente, de parte. E depois é o que se vê. O blogue pára, mas o mundo continua a girar.
Resumidamente, eis dois acontecimentos que tiveram lugar neste interregno e que gostaria de destacar...

Agora compreendo, embora não aceite, a indiferença com que a maioria dos concertos são recebidos por certos públicos estrangeiros. Vejamos o exemplo dos britânicos. Não há banda que não passe por terras de sua majestade, concertos é coisa que não falta, dia-sim dia-sim, ou mesmo a acontecer em simultâneo, de tal forma que o mais difícil será mesmo seleccionar quais os que iremos ver e quais é que ficam pelo caminho. Devo admitir que nos últimos dois ou três anos me tenho sentido um bocado 'inglesa' neste aspecto. O que não só tem significado um considerável aumento na oferta de concertos de qualidade em Portugal, como também coincidiu com o início das minhas deslocações ao estrangeiro com o objectivo de assistir a concertos.
Se o actual panorama da música ao vivo aqui no rectângulo tem a aparência de ouro sobre azul (que o é, de facto), há uma, quanto a mim, única contrapartida digna de nota. Com tanta oferta, é natural que, a determinada altura, os concertos passem a ser recebidos cá com alguma apatia e uma atitude do tipo "olha, mais um...", como já são lá fora. Pesando prós e contras numa balança, o prato continua a pender para o lado da proliferação dos concertos no nosso país. Ainda assim, não me consigo livrar da sensação sempre presente que, depois de nos últimos tempos ter visto tantos e tão bons concertos, é cada vez mais difícil, como se de um fenómeno de dessensibilização se tratasse, encontrar um que me agrade verdadeiramente, a não ser que seja realmente excepcional.
Foi por isso com grande agrado que dei por mim a achar o concerto de Russian Circles e Katabatic no MusicBox, no passado dia 14, tremendamente bom. Realmente excepcional, mesmo. Daqueles de que se gosta incondicional e espontaneamente, que faz vibrar sintonicamente as fundações mais profundas do nosso ser.
Não é segredo nenhum que os Katabatic são uma banda muito cara para mim, mas houve neste concerto a nítida demonstração de um trabalho constante, cada vez mais árduo e conseguido, de uma afinação de ideias que vêm sendo congeminadas ao longo de anos, e que agora atingem a sua forma última e quase-perfeita. Tudo isto expresso no poderosíssimo novo tema interpretado, bem como na maior depuração dos temas já conhecidos e no maior entrosamento entre os elementos e a sua música. Agora, mais do que nunca, tenho a plena convicção que, ao seguirem este caminho, os Katabatic irão muito longe.
Já os Russian Circles são uma banda que, em disco, não me eleva aos píncaros, mas em concerto é o que se vê. Especialmente agora que Brian Cook já está perfeitamente à vontade no papel de baixista. Ao vivo, o resultado é irrepreensivelmente coeso, uma majestosa parede de som que deita qualquer um por terra. Já em 2008 tinha sido muito bom, agora foi ainda melhor.

Quem é que disse que já não se faz boa música em Portugal??
Löbo a abrir para Mono, Katabatic a abrir para Russian Circles e agora Black Bombaim e Mamute na ZdB, no passado dia 19. Passa-se algo de muito entusiasmante com a música Portuguesa.
Conhecia Black Bombaim só de ouvir o burburinho que os rodeava. Por um lado ainda bem que não fui conferir ao MySpace, pois a surpresa foi muito mais agradável. Aliás, acho nada nos poderia preparar para a a demonstração de poder, virtuosismo, criatividade e despretensiosismo (sempre grato) que é Black Bombaim ao vivo. Fazem corar de vergonha muito boa banda, nacional ou internacional, que para aí anda.
Os Mamute têm as ideias e a vontade. Agora só lhes falta amadurecer as primeiras e trabalhar com afinco a segunda. Mas estão quase lá, o resto é apenas uma questão de tempo.
Pois bem, quem disse que já não se faz boa música em Portugal só pode ser um grandessíssimo e refinadíssimo nabo, na medida em que os nabos não têm orgãos auditivos.

(Mais evidências já em seguida...)

March 11, 2010

para 5000€, diga-me duas bandas com quatro letras e dois 'ós' no nome...

Löbo ao vivo no MusicBox (09.03.2010):




Mono ao vivo no MusicBox (09.03.2010):






eu vou ver chrome hoof!! toma toma!! nha nha nha nha!!


Oficialmente, está fraquinho. Mas depois dos Sunny Day Real Estate, que, por si só, já justificam os 99€ do bilhete (pode parecer doença mental, mas não. É amor mesmo. O que acaba por ir dar no mesmo), tudo o que vier a mais para o cartaz do Primavera Sound '10 é bónus. E já há por ali uns bónus muito interessantes.
O destaque desta última leva de nomes anunciados vai mesmo para os amiguinhos do título, e também da foto. Os restantes são: Van Dyke Parks, Clare and the Reasons, Rother/Shelley/Mullan (mais uma superbanda em que o Steve Shelley anda metido ao barulho), Harlem e, nos concertos paralelos ao festival propriamente dito, The Nu Niles, Internet 2, Blackbird, 3Mellizas, Los Campesinos!, First Aid Kit, Peggy Sue (estes três últimos vão integrar um showcase comemorativo do 10º aniversário da Wichita), Diploide e The Big Head Troubled Boy. E, por agora, é só.

March 9, 2010

March 8, 2010

coisas que animam uma pessoa num dia de chuva

Pelo que dizem, o mau tempo veio para ficar. Pelo menos até ao final da semana. No que há minha esfera pessoal diz respeito, entre ontem e hoje, houve alguns acontecimentos singelos que conseguiram impedir que o negrume climatérico contagiasse o meu humor. Foram eles:

Ouvir o "This Is It and I Am It and You Are It and So Is That and He Is It and She Is It and It Is It and That Is That" da Marnie Stern, "Let's Stay Friends" dos Les Savy Fav e o "Myth Takes" dos !!!. Por esta ordem ou qualquer outra, mas de preferência em modo playlist.

Receber não umas, mas sim duas encomendas postais. Sendo uma delas o novo dos The Knife, "Tomorrow, in a Year", e a outra o dossier limitadíssimo que acompanha "The Golden Archipelago", o novo disco dos Shearwater, mais a bela da t-shirt para fazer pendant.

São estas pequenas coisas que nos fazem voltar a acreditar que, muito em breve, vamos voltar a ter a nosso plácido clima mediterrânico e que as alterações climáticas não passam de um mito urbano. Nisso, no Pai Natal e no Coelhinho da Páscoa.

March 7, 2010

olh'ó videoclipe f'esquinho! #8


Vampire Weekend - "Giving Up the Gun"


Late of the Pier - "Best in the Class"


Caribou - "Odessa"


Bowerbirds - "Northern Lights"


Love Is All - "Kungen"


Die! Die! Die! - "We Built Our Own Oppressors"


The Dillinger Escape Plan - "Farewell, Mona Lisa"


Hold Your Horses! - "70 Million"


Xiu Xiu - "Gray Death"


Larkin Grimm - "Parplar"

March 5, 2010

um senhor é e será sempre um senhor

Sir Richard Bishop ao vivo no Museu do Chiado (04.03.2010):






Um set curto, curtíssimo. Mais o nosso atraso. Soube a pouco. Seria tão bom ou melhor que o concerto no passado ano, se não fosse a fome com que ficámos de mais. Merecia mais. Mais do que ter sido relegado para 'artista de suporte', mas sobretudo mais tempo. Apenas uma nota mais relativamente ao anterior: desta vez o público soube comportar-se.
Lula Pena, os devotos que me perdoem, não me agradou. Há ali um talento indiscutível, mas é aquele tipo de talento ao qual sou indiferente. Vulgo: not my cup of tea.

March 4, 2010

hoje há...

Lula Pena + Sir Richard Bishop @ Museu do Chiado
22h, 10€

March 3, 2010

casa nova, disco novo


Andamos em maré de mudança. Ou melhor, andam as bandas em maré de mudança de editora (sinais da crise?). As evidências são várias. Primeiro foram os High on Fire, que mudaram da Relapse para a Koch, e deram-nos "Snakes for the Divine". Depois, os The Dillinger Escape Plan seguiram-lhes o exemplo, saíram também eles da Relapse para formar a sua própria editora (Party Smasher Inc.) e preparam-se para lançar "Option Paralysis". Recentemente tivemos também notícias que a Southern Lord tinha assinado os italianos The Secret, que a Temporary Residence tinha agora os Coliseum e que os Sightings (na foto) tinham saltado da Load para a Brah/Jagjaguwar. Mais novidades para breve, num Title TK futuramente ao pé de si.

alguém sabia que há um disco póstumo (novo) dos yellow swans?

Yellow Swans - "Going Places" (2010, Type)

Daqueles póstumos à séria, em que a banda regressa da cova (embora ainda ninguém o soubesse) para o fazer? Eu cá não sabia. Mas há. Chama-se "Going Places" e pode ser ouvido na íntegra aqui.

outra vez?


Há aqui qualquer coisa de déjà vu. Há pouco menos de um ano atrás, os Faith No More anunciaram que iam regressar ao activo, digressão incluída, após cerca de 11 anos de separação. Uns meses depois, soube-se que essa mesma digressão iria passar por Portugal, por aquele sítio onde Judas perdeu as botas.
Como não há fome que não dê em fartura (com certeza que a banda terá recuperado o gosto pelos palcos, bem como pelo incremento, que julgo bastante significativo, ao seu rendimento salarial...), voltaremos a tê-los por cá precisamente 11 meses após (reparem que há aqui um padrão... Há por aí adeptos das teorias da conspiração?) a sua anterior actuação. Desta feita, acontece no festival Optimus Alive! (mais um com uma fantástica localização), no dia 8 de Julho deste ano.
Ouso dizer que qualquer dia já temos FNM nas Queimas...?

Seja como for, este ano não me apanham por lá, uma vez que no passado fiz a seguinte promessa. Já (re)vi, gostei muito, mas a não ser que se verifique a hipótese remota de uns Faith No More performing "Angel Dust", passo, muito obrigada.

March 1, 2010

videosaudade #4

Ai que saudade do tempo em que o Rob Zombie ainda fazia música de jeito!...


White Zombie - "Thunder Kiss '65"