no ninho dos açores

amanhã há...

o cúmulo do surreal

My Bloody Valentine no festival Rock One, em Portimão, a 8 de Agosto. Partilham o palco com (preparem-se...) The Offspring, Tara Perdida, Fonzie, entre outras luminárias.
Não esquecendo que, nesse mesmo dia e um pouco mais acima, actuam os Faith No More no Sudoeste, esse bastião da música alternativa.

Realmente vivemos num país saído de um episódio dos Monty Python... Qual episódio! Filme mesmo, tal é o nonsense que para aqui vai!

Nota: Caso se estejam a perguntar, continuo a optar por Faith No More. Isso nem se discute!

pois é, diz que vamos organizar o nosso primeiro concerto...

Já há algum tempo que andávamos a ruminar esta ideia, eu e o Daniel. De certa forma, acaba por ser o resultado inevitável de uma vivência (a nossa, em conjunto) grandemente moldada pela música. Se tivéssemos o talento, inclinação e/ou disposição, com certeza que seríamos músicos. Como estamos conscientes das nossas limitações, mas também das nossas valências, optámos por combinar os nossos esforços de modo a trazer aos outros - e também a nós próprios - aquilo que não conseguimos fazer, mas que tanto prazer nos dá: a música.

A César o que é de Cesár: algumas coisas estão a mudar neste país. Seria impensável, há uns 10, 15 anos atrás, ter neste pequeno rectângulo à beira-mar plantado a quantidade de bons concertos que actualmente temos. Para isso muito contribuíram as pequenas promotoras, produtoras e associações culturais independentes que foram surgindo um pouco por todo o país, e que a todos têm prestado, de forma desinteressada e dedicada, um verdadeiro serviço de utilidade pública: a divulgação da cultura, da arte e da música, sem qualquer tipo de condicionamento por parte dos poderes vigentes (em particular dessa máquina de produzir estereótipos que são os mass media). O mérito e a glória são todos deles. Não pretendemos ser pioneiros em nada. Apenas queremos dar o nosso modesto, mas esperemos que frutífero, contributo para o cada vez mais efervescente e interessante meio da música ao vivo em Portugal.

Depois de alguns arranques em falso, eis que finalmente surge a possibilidade de vermos concretizados os nossos esforços, com a preciosa ajuda do nosso amigo André da Amplificasom.
Se não é um sonho tornado realidade, está lá muito perto!
Iremos trazer a Lisboa os norte-americanos Windsor for the Derby a 21 de Agosto, em local e com banda de suporte a anunciar. Portanto, aguardem novidades muito em breve.

Entretanto, podem já ir treinando para dia 21 aqui: http://www.myspace.com/windsorforthederby.

ready, aim, shoot, and win!

VRBLS ao vivo n'O Século (24.06.2009):


Shooting Spires ao vivo n'O Século (24.06.2009):

"Alive and Well"


"Silent Alarms"


"Right"

Mais aqui e aqui.

(Sim, muito escuro...)

hoje há...

half life (esta é, oficialmente, a corrente mais fixe dos últimos 27 minutos)

A Batukada tem amigos fixes, que, como fixes que são, lhe enviam estas fixes correntes. E a Batukada, como fixe que também é, passa-as a outras pessoas, também elas fixes. Como é o meu caso.

A regras (sim, “a regras”. Como em “o ratos”) são: 1. put your itunes/ ipod (or your mp3 player of choice) on shuffle.; 2. for each question, press the next button to get your answer; 3. YOU MUST WRITE THAT SONG NAME DOWN NO MATTER HOW SILLY IT SOUNDS!).

Fixe?...

... Fixe!


IF SOMEONE SAYS “IS THIS OKAY” YOU SAY?

Swingin’ in the Sky (Stephen Brodsky’s Octave Museum)

WHAT WOULD BEST DESCRIBE YOUR PERSONALITY?

Me & My Blasphemy (Some Girls)

WHAT DO YOU LIKE IN A GUY/GIRL?

Rainbow (Mono)

WHAT IS YOUR LIFE'S PURPOSE?

Nobody Move, Nobody Get Hurt (We Are Scientists)

WHAT IS YOUR MOTTO?

Castanet (Bluetip)

WHAT DO YOUR FRIENDS THINK OF YOU?

Jules Verne’s Dream (5ive)

WHAT DO YOU THINK ABOUT OFTEN?

Let It Grow (The Black Lips)

WHAT IS 2+2?

G. G. (Gaudy Good) (Angie Reed)

WHAT DO YOU THINK OF YOUR BEST FRIEND?

Herring Bone (Department of Eagles)

WHAT DO YOU THINK OF THE PERSON YOU LIKE?

Polio (Pterodactyl)

WHAT IS YOUR LIFE STORY?

El Torrente (Minus the Bear)

WHAT DO YOU WANT TO BE WHEN YOU GROW UP?

Untitled I (Lotus Eaters)

WHAT DO YOU THINK WHEN YOU SEE THE PERSON YOU LIKE?

Gypsy Kids (Narrows)

WHAT DO YOUR PARENTS THINK OF YOU?

Crown of Age (The Ettes)

WHAT WILL YOU DANCE TO AT YOUR WEDDING?

I Know Where the Canaries and the Crows Go (The Blood Brothers)

WHAT WILL THEY PLAY AT YOUR FUNERAL?

40’ (Franz Ferdinand)

WHAT IS YOUR HOBBY/INTEREST?

From Stardust to Sentience (High Places)

WHAT DO YOU THINK OF YOUR FRIENDS?

Day Eleven (xbxrx)

WHAT'S THE WORST THING THAT COULD HAPPEN?

When You’re Gone (JR Ewing)

HOW WILL YOU DIE?

Chez Parée (Holy Ghost)

WHAT IS THE ONE THING YOU REGRET?

Repulsion (The Dead C)

WHAT MAKES YOU LAUGH?

Tetragrammaton (The Mars Volta)

WHAT MAKES YOU CRY?

Lover (Wavves)

WILL YOU EVER GET MARRIED?

Mitchel Edward Klik Enters a Dreamlike State... And It’s Fucking Scandalous (De Facto)

WHAT SCARES YOU THE MOST?

and all you can do is laugh. (1) (cLOUDDEAD)

DOES ANYONE LIKE YOU?

The Ruling Class (Loose Fur)

IF YOU COULD GO BACK IN TIME, WHAT WOULD YOU CHANGE?

Tanzen (Pole)

WHAT HURTS RIGHT NOW?

Eli, Eli, Lamma Sabacthani (Les Georges Leningrad)

WHAT WILL YOU POST THIS AS?

Half Life (27)


E eu, como fixe que sou, não vou perpetuar a corrente. Para não dar trabalhinho e chatices a ninguém. O que é uma atitude muito fixe da minha parte.

a ms. oaktree pede a vossa atenção para este dilema



Ponto Um. Este é o mais recente vídeo dos These Are Powers, que ilustra o tema de abertura de "All Aboard Future", "Easy Answers".

Ponto Dois. Há muita gente que acha que a música é uma merda mas o vídeo é bom (o próprio Stereogum diz que a canção não é nada de especial).

Ponto Três. Outros há que opinam que a vocalista é uma merda, não se referindo em particular à música ou ao vídeo.

Ponto Quatro. Há ainda aqueles que acham que nem a música nem o vídeo valem um cu.

Ponto Cinco. Eu gosto, tanto da música como do vídeo. E suponho que as quatro estrelas no Tubo signifiquem que andam por aí mais uns quantos indivíduos a pensar como eu.

Ponto Seis. Afinal, em que ficamos? É bom ou é mau? Quem me ajuda a validar o meu bom/mau gosto? A sondagem de opinião está já aqui do lado direito.

Ponto Sete. Eternamente grata pela colaboração.

como eu gosto de segundas oportunidades!

Admito. O último semestre de 2008 e primeiro de 2009 foram muito fracos para a cinefilia aqui por estas bandas. O cancelamento do Medeia Card, aliado a uma extrema sovinice da minha parte relativamente a tudo o que não seja música, fizeram com que as idas ao cinema escasseassem. De tal forma que se contam pelos dedos das mãos os filmes que vi nos últimos 12 meses.
A boa notícia é que vou poder emendar esta grave falha já neste Verão, e por um preço bastante mais simpático do que o dum bilhete de cinema 'normal', com este ciclo "Um Ano de Cinema(s)".
Como já vem sendo hábito, a Medeia Filmes volta a realizar um ciclo com a reposição dos melhores filmes estreados em sala no ano anterior. São 54 películas no total, a serem exibidas no Cinema King, em Lisboa, entre 2 de Julho e 2 de Setembro, e no Cine Estúdio do Teatro Campo Alegre, no Porto, de 9 a 31 de Julho e 1 a 30 de Setembro. Os bilhetes têm um custo único para todas as sessões, de 3,5€.
Podem ver a programação completa do ciclo em Lisboa aqui, e no Porto aqui.

e os concertos de verão continuam

Karma to Burn + Men Eater + Dollar Llama @ Santiago Alquimista
22 Junho, 22h, 10€

Jackie-O Motherfucker + Dragging an Ox Through Water @ Via Latina
1 Julho

Jackie-O Motherfucker + Dragging an Ox Through Water @ ZdB
2 Julho, 23h, 8€

Valient Thorr + Men Eater + Dollar Llama @ MusicBox
2 Julho, 23h

Valient Thorr @ Porto-Rio
3 Julho

Konono Nº1 + Guiné All Stars + Pocahaunted + Sun Araw (15 Anos de ZdB) @ MNHN
4 Julho, 19h, 10€ (12€ no próprio dia)

Konono Nº1 + Bruno_M + Batida (Festival Mestiço) @ Casa da Música
5 Julho, 22h, 10€

e o vício continua V


Fever Ray - "Triangle Walks"

é curioso o que os hypes podem fazer (ou não)

Tigrala ao vivo na ZdB (19.06.2009):



Gate ao vivo na ZdB (19.06.2009):



Isto não é uma crítica a um concerto, mas sim aos indivíduos que assistem a concertos.

O caso em questão será o concerto de ontem de Gate e Tigrala na ZdB, em particular, a actuação deste primeiro. Poucos foram os que assistiram, menos ainda os que ficaram até ao final. O que, aparentemente, não tem explicação óbvia: Michael Morley (aka Gate) é um dos mentores dos The Dead C (banda com um culto considerável - não cá, claramente), compincha de Lee Ranaldo, Thurston Moore, Jandek, entre outras ilustres personalidades, colaborador dos Labradford, Pavement, Sebadoh ou Bardo Pond, já para não dizer que os seus concertos a solo são uma autêntica raridade. Tinha tudo para ser um sucesso de bilheteira, certo?... Errado.
Perguntarão vocês: "Mas afinal, Gate vale alguma coisa?". Vale. E muito. Confesso que pouco conhecia deste projecto de Morley, para além do que tinha ouvido no MySpace - conhecia Dead C, o que era mais que suficiente para me levar à ZdB - mas este concerto deixou-me rendida.
Admito, por outro lado, que a música de Gate não seja de consumo fácil, tal como admito que haja muito boa gente que deteste o trabalho de Morley, que nem o considere música. O que eu acho curioso, para não dizer risível, é que, se calhar, muita da boa gente que não se deu ao trabalho de sequer assistir ao concerto, ou que saiu a meio, provavelmente, iria a um concerto de Sunn 0))) e deliraria, mesmo que esse 'delírio' fosse totalmente forçado. Porque, convenha-se, hoje em dia até parece mal dizer que não se gosta de Sunn 0))), especialmente, para aqueles indivíduos que pertencem (ou tentam pertencer, ou tentam parecer que pertencem) à casta dos intelectualmente esclaredidos, para não dizer pseudo-intelectualóides. Tudo isto porque um dia, aqui há uns tempos atrás, algum iluminado com tempo de antena e um público fiel resolveu proclamar os Sunn 0))) como 'a banda que toda a gente intelectualmente esclarecida deveria conhecer'.
Mas porquê o exemplo dos Sunn 0)))? Digamos apenas que Morley faz pelo rock sónico aquilo que os Sunn 0))) fazem pelo doom. A estética explorada é muito semelhante, a matéria-prima de partida é que difere. Isso, e o facto de Morley não ter tido um desses felizes acasos, acontecimentos perfeitamente aleatórios, de ter sido nomeado a next big thing por algum guru da melomania.

Já com Tigrala, banda estreante (Morley conta já com quase 30 anos de carreira como músico), o caso mudou completamente de figura, com o aquário da ZdB muito bem composto - talvez resultado de haver um Norberto Lobo e um Guilherme Canhão lá pelo meio.

Moral da história: Nada contra os hypes. Pelo contrário, são um óptimo meio de dar visibilidade (merecida ou não) e há, inclusivamente, vários casos em que estes são mais que justificados. Os Sunn 0))) serão apenas um deles, embora aqui talvez seja mais correcto falar em culto e não em hype, ou numa banda de culto que, em determinado momento da sua carreira, foi hypada.
Gosto muito de Sunn 0))), tal como gosto muito de Dead C e, agora, de Gate e Tigrala. O que eu condeno aqui é a tirania do hype: tudo o que está fora destes fenómenos de massas é votado ao ostracismo e posto de parte, atingindo um estatuto de quase não-existência, e mesmo o público mais discernente por vezes comete a burrice de não pensar pela sua própria cabecinha, seguindo as escolhas mais óbvias ou seguras.
A verdade é que cada vez mais acho que não merecemos os concertos que temos. E que não são tão poucos quanto isso.

tenho andado distraída

Mas isto já saiu.

é o que dá, amar gajas do lost...


Cursive - "I Couldn't Love You"

triplo assalto

Chama-se "Bombshell" e é a nova crónica mensal dedicada ao peso do The Tripwire, da responsabilidade da bombshell Zeena Koda. A sua primeira edição viu a luz do dia em finais de Maio e a entrada foi triunfal, com entrevistas a três colossos: Mastodon, Landmine Marathon e Torche (leiam e vejam-nas aqui). Serão, sem dúvida, pedaços de prosa a acompanhar atentamente.

primavera sound em converseta - pt. II

Dia 28, o noise. À chegada ao Parc del Fòrum, algumas alterações, más notícias e uma boa notícia, relativamente à edição anterior do Primavera Sound.
Começando pelas alterações: o palco CD Drome tinha desaparecido, dando lugar ao palco Pitchfork, situado no mesmo local que o seu predecessor (plànol deste ano aqui); já o Vice 'néctar dos deuses' Jägermeister não desapareceu, antes foi substituído pelo palco 'já o meu paizinho os usa desde que eu me conheço como gente, portanto não pensem que descobriram a pólvora, meus meninos!' Ray-Ban Vice.
Quanto às más notícias: este ano não houve kit do festivaleiro para ninguém - programa de festas ainda distribuíam gratuitamente à entrada, mas só no primeiro dia, marcadores fluorescentes Pelikan amarelinhos nem vê-los!, e livrinho-guia-recuerdo do festival só mesmo mediante o pagamento de 1€ na banca de merchandise (ainda ofereciam uns ear-plugs, mas não é a mesma coisa!); os tickets para a aquisição de bebidas, que o ano passado eram umas senhas coloridas, no valor de 1€ cada, foram agora substituídos por uns talões de caixa registadora, que apenas permitiam a compra de uma bebida específica - o que, para além de dificultar grandemente o processo de aquisição desses mesmos tickets (as filas eram monstruosas!), não mais possibilitava, por exemplo, a compra de um 'mijo de burro' Estrella Damm de 4€, por 2€ ou 3€ (contando que o moço ou moça que se encontrava do outro lado do balcão não se desse ao trabalho de contar as senhas que lhe estavam a ser entregues. O que, diga-se em abono da verdade, era bastante frequente...); e, desgraça das desgraças!, os comes&bebes no interior do recinto eram ainda mais caros, em particular, o maravi-licoroso Jägermeister, que este ano simplesmente tinha duplicado o seu custo! - 2€ por um mísero chupito... Não há direito!
A boa notícia: o palco Vice, agora Ray-Ban, tinha mudado de sítio, o que significava não mais ter que percorrer uma escadaria de 41 247 degraus para a ele chegar... Aleluia, aleluia! (parece que o ano passado houve uns quantos acidentes nesse mítico acesso, com certeza motivados por uma falta de sangue no álcool...).
Mas passando ao que interessa, não sem antes termos perdido a cabeça na zona da fira, como, aliás, já no passado ano tínhamos feito (começa a tornar-se uma pequena tradição familiar nossa). As honras de abertura do nosso tão ansiado calvário de três dias pelo Parc del Fòrum couberam aos Women, que se preparavam para actuar com a benção do pasquim virtual Pitchfork. Confesso que esperava mais destes rapazes canadianos com nome de mulheres, sobretudo por aquilo que tinha ouvido no seu disco de estreia. Talvez seja um daqueles casos em que a transposição para o live act não é das mais felizes. Para além de uma certa timidez demonstrada (talvez resultado da inexperiência) e de uma certa afectação (talvez seja só pose), os Women parecem uma banda ainda em busca de identidade própria: será que eles querem ser barulhentos? será que eles querem ser melodiosos? será que eles pretendem atingir um equilíbrio entre ambos? A verdade é que eles dão uma no cravo e outra na ferradura, mas o resultado final é tudo menos coeso ou coerente. Ainda assim, agradável a espaços, mas com muitas, muitas arestas por limar. Para concerto de abertura, deixou um tanto ou quanto a desejar.
E foi assim, com algum amargo de boca, que nos dirigimos ao palco ATP para assistir à prestação dos Magik Markers. A coisa começou a meio gás, mas foi aquecendo à medida que os temas de "Balf Quarry" e "Boss" iam desfilando - longe vão os tempos dos devaneios experimentais dos primeiros trabalhos da banda - e que Elisa Ambrogio se ia desprendendo. Sólido indie rock, com o seu quê psych-proggy, que traz vagamente à memória uns Sonic Youth mais novinhos e com ideias mais frescas (uns Sonic Youth dos tempos áureos, portanto). O dia começava a melhorar!
Cerca de meia hora volvida, e estava na hora de nova partida. Desta feita, com destino ao palco Ray-Ban Vice, logo ali ao lado, para ver uma senhora que muita saliva tem feito jorrar aqui por estes lados: Marnie Stern. Começou muito bem, com "Transformer" logo a abrir, porque ali não se brinca em serviço. Os restantes temas sucederam-se no mesmo ritmo frenético e electrizante que se lhe conhece em disco (com direito ainda a um ou dois temas que me pareceram inéditos), e nem os mortos conseguiram deixar de pular! Grande concerto, que apenas pecou por algumas falhas minímas de execução (e, já agora, convenha-se que o baterista de serviço não era nenhum Zach Hill), mas, a quem toca guitarra assim, tudo lhe é perdoado! Também por isso, arrecada ainda o prémio "Politicamente Incorrecto & Badalhoco" pela troca de palavras entre Marnie e a baixista Malia, troca essa que, em nome da moral e dos bons costumes, eu me coíbo aqui de reproduzir.
Terminada a Marniezinha - foi um dos dois concertos a que conseguimos assistir na íntegra nesse dia - recomeçou a correria, de volta ao palco ATP. O objectivo: uma espreitadela a Lightning Bolt, só para matar saudades. Embora cause alguma estranheza vê-los actuar num palco, apartados da multidão (Lightning Bolt ao vivo é uma experiência para se viver de perto. De muito perto), a banda não se deixa vencer pela alteração ao seu modus operandi habitual. Muito pelo contrário, continuam imparáveis, incansáveis e brutais, tal como me lembrava deles, e o público ululante e sedento, não obstante a distância, corresponde com entusiasmo. Mais um grande momento noisy, e, por esta altura, a desilusão do início de dia estava mais que esquecida!
Posto isto, lá retomámos a correria, rumo ao Estrella Damm, para um cheirinho de Yo La Tengo. O pouquíssimo que vi agradou-me sobejamente - afinal, um clássico moderno é sempre um clássico moderno! - mas o cheirinho teve que ser mesmo muito breve, porque era chegada a altura de um outro clássico moderno: The Jesus Lizard... E que clássico esse!!... E a energia daquela velhadas do David Yow, ali a fazer stage-divings e a espatifar-se contra a grade, como nem um fedelho de 18 aninhos conseguiria?!... E aquele som?!... Incrível... Indescritível... Saí dali com a distinta sensação que, se não fossem os Jesus Lizard, 40 ou 50% das bandas que eu oiço hoje pura e simplesmente não existiriam. Enough said.
Finalmente, uma pausa para respirar e repôr os níveis nutricionais. A música de fundo foi proporcionada por Phoenix e The Bug, não por serem do nosso agrado, mas antes por falta de alternativas ali para os lados da zona de alimentação. Já mais confortados, preparámo-nos então para enfrentar o próximo round. No ringue já se encontravam os Dead Meadow, com o seu rock da velha guarda bem esgalhado. Uma actuação segura e pujante, que proporcionou uma interessante viagem a um passado que interessa acarinhar e preservar. Se soube a pouco, foi só porque a tirania do relógio voltou a impor-se. Estava na hora de passar ao senhor que se segue.
O senhor era, nem mais nem menos, que o ilustre Reatard, Jay Reatard. Curto e incisivo, como convém a qualquer punk-rocker que se preze, Reatard e os seus dois companheiros debitavam freneticamente os seus riffs, de um só fôlego e sem espaços em branco, numa verdadeira demonstração de 'como fazer bem'. Sem peneiras, nem virtuosismos, nem subterfúgios. Isto é punk-rock, preto no branco. E mais um grande concerto.
Pena foi não termos podido ficar até ao final, mas seria uma vergonha termos ido a este Primavera e não termos dado uma espiadela que fosse a My Bloody Valentine. Confesso que não serei das maiores apreciadoras de MBV, mas o pouco que vi também não me impressionou por aí além. Diga-se em abono da verdade que, dos cerca de dez minutos a que assisitimos, mais de metade foram unicamente preenchidos com distorção, o que não terá ajudado muito à festa.
Seguir-se-iam mais três curtas, proporcionadas, respectivamente, por Aphex Twin (início muito genérico e enfadonho, o que não nos motivou a continuar a assistir à prestação de Richard James - à medida que nos afastávamos pachorrentamente do palco Rockdelux, onde James actuava, ainda os MBV davam azo ao desvario sónico mencionado anteriormente), Wooden Shjips (mais uns senhores que conhecem de ginjeira os meandros do rock psicadélico, e que no-lo apresentam de formam exímia) e The Horrors (para ser franca, não gostei. Dito de uma forma simpática, pareceram-me e soaram-me demasiadamente vitorianos).
E por esta altura, já o dia tinha dado lugar à noite, e a noite à madrugada. E, quase sem darmos por isso, eis que chegava a hora do último concerto do primeiro dia de Fòrum, da exclusiva responsabilidade dos Wavves... Ou deverei dizer irresponsabilidade?... Bom, digo-vos apenas que não se pode acreditar em metade do que a Pitchfork diz, porque aqueles tipos gostam muito de gerar a proverbial tempestade em copo de água - nisso do sensacionalismo a P4k é doutorada e catedrática. Em particular, se esse esse copo de água for um palco por eles curado, e a tempestade uma banda que irá actuar num outro festival que eles estão a organizar. Pelos mais nobres ou mais vis motivos, o que interessa é que a Pitchfork ande nas bocas do mundo... Percebem onde eu quero chegar com isto?... Adiante. Wavves: não foi tão mau como o pintam. Aliás, a parte do concerto a que assistimos (a metade final, mais coisa menos coisa) até estava a fluir de forma bastante escorreita, e corria razoavelmente bem, com o público a aderir com entusiasmo. Não vi ali nenhum do tão propalado sarcasmo e enfado de Nathan Williams relativamente ao público catalão e à cidade de Barcelona. Apenas alguma imaturidade e o célebre amuo no final, quando o baterista Ryan Ulsh o abandona em palco, o som é cortado e o concerto termina abruptamente. Tudo o resto, meus amigos, é sexo, drogas e rock n' roll!

Top 3 do dia:
1. Marnie Stern
2. The Jesus Lizard
3. Jay Reatard

No próximo capítulo: Dia 29, o drone.

e por falar em festivais de verão - a febre continua...

Mais um que nos anda a dar a volta ao miolo...


SAMEDI 04 JUILLET: Steel Pulse, Capleton, Abd Al Malik, Grand Corps Malade, The Go! Team, Anis, Les Ogres de Barback, Arthur H, Pascale Picard Band, Gabriella Cilmi, Deerhoof, Improvisators Dub meets Iration Steppas, Zone Libre vs Casey & Hamé, Still Flyin, Secret Chiefs 3, Housse de Racket, Lula Fortune, Little Ced, Création "La Révolte de l'Ange"

DIMANCHE 5 JUILLET: Gossip, Mogwai, Herman Dune, Emiliana Torrini, Tunng, Thomas Dutronc, La Rue Ketanou avec l'orchestre symphonique du Josem, Thomas Fersen, Mono, Isis, Dillinger Escape Plan, Suicidal Tendencies, Torche, Kylesa, Didier Super, Yo Yo Yo Acapulco, Bukowski, Courir les rues & sa Band'


... Mas, mais uma vez, passagens de avião absurdamente caras inviabilizam qualquer tentativa de ida.

mmm, at the drive-in...?

«I don’t think that I’ll be answering any questions or doing any interviews anymore, thank you very much. I haven’t got much to say about anything except with songs which I will continue to make and release - cheers…» – Jim Ward, descartando a possibilidade (?) de uma reunião dos At the Drive-In, no Buzzgrinder.

f'esquinhos strike back!

Incrível... Seis postas e nem um único videoclipe! Digam lá se já não tinham saudades?...
Pois é, meus amigos, é nisto que dá uma pessoa ter tempo, disponibilidade e disposição (até a agenda já foi actualizada!). Perde-se a noção do que é realmente importante, e desata-se num palavreado soporífero...
Como diriam os outros senhores, "less talk, more rock". Vamos a isso!


White Rabbits - "Percussion Gun"


Grizzly Bear - "Two Weeks"


Bat for Lashes - "Pearl's Dream"


Narrows - "Gypsy Kids"


Dinosaur Jr. - "Over It"


Mastodon - "Oblivion"

E agora, para algo completamente diferente, um belo presentinho aqui.

mmm, at the drive-in...

«(...) We've been making amends with a lot of the members and having some really good talks with them. And we've been trying to get our financial business in order because a lot of people have been ripping off that band really badly...as far as the business side goes. I wouldn't mind it. Y'know, it might happen, we just have to iron out a lot of personal things. A lot of it we've dealt with already and I've apologised for a lot of things I've said and the way it ended...we'll see what happens.» – Cedric Bixler-Zavala, sobre uma possível reunião dos At the Drive-In, no Drowned in Sound.

primavera sound em converseta - pt. I

Dia 27, o aquecimento. Como já sabem, este ano a nossa edição do Primavera Sound começou mais cedo, aproveitando as férias para fazer também algum turismo pela bela cidade de Barcelona (um dia destes, talvez vos faça aqui um pequeno roteiro das nossas aventuras e desventuras).
Após quatro dias de Ciutat Vella, Eixample e cenas de sexo ao vivo na viela para onde dava a varanda do nosso quarto de hotel, era finalmente chegada altura do tão ansiado sexo, drogas e rock n' roll. Iria começar devagarinho, já que, nessa noite, eram apenas dois os motivos de interesse: Zu e Dälek.
Com esse fito, lá nos dirigimos à Sala Apolo, situada na já nossa conhecida Avinguda Paral·lel. Chegados ao nosso destino, logo tivémos conhecimento que os concertos tinham sido atrasados. Perfeitamente compreensível, uma vez que era dia de jogo grande - era isso ou ter as bandas a actuar perante uma plateia vazia. Aproveitámos então para acabar de ver a bola num tasco ali perto e beber uma caña San Miguel (foi a única cerveja que bebi durante esses cinco dias... Sim, é esse o poder repelente dessa espécie de mijo de burro que dá pelo nome de Estrella Damm!). O resultado foi feliz para os adeptos da equipa catalã, e também para nós, que tínhamos adoptado o Barça como equipa do coração ("... e que se foda o madeirense!"). A euforia/histeria rapidamente se espalhou pelas ruas, mas estava na hora de regressar ao que ali nos tinha levado naquela noite.
De volta à Sala Apolo, que em muito me fez lembrar a nossa Caixa Económica Operária, ainda se aguardava a entrada em palco dos Dälek. Coisa que não demorou muito. Confortavelmente instalados ao lado do dito palco, tivémos o previlégio de assistir a uma sólida demonstração daquilo que o hip-hop deveria ser, mas raramente é. Há aqui todos aqueles maneirismos estudados, mas, para além disso, há uma qualidade cada vez mais rara no genéro, uma mensagem muito própria que não tem absolutamente nada que ver com o banal bitchez & bling-bling. E há aquela atmosfera densa, sufocante e soturna que faz dos Dälek um caso à parte, um outsider no meio. Primus inter pares. Sem dúvida, um grande concerto.
Seguir-se-iam no cardápio os Zu. As expectativas eram elevadíssimas. Afinal, eram, quanto a nós, um dos argumentos de peso do cartaz deste Primavera. E é com grande júbilo que digo que a prova foi mais que superada! Actuação poderosíssima, em que não falhou absolutamente nada - a mestria técnica dos italianos é verdadeiramente impressionante - e em que o noise, o free-jazz e toda espécie de sonoridades mais ou menos extremas, mais ou menos vanguardistas, surgiam lado a lado em incrível harmonia. Direito houve ainda a uma pequena-grande cereja no topo do bolo, na forma da interpretação conjunta de um tema com os Dälek. Irrepreensível! Sorriso de orelha a orelha estampado nas nossas faces à saída da Apolo, e estava assim feito um dos melhores concertos do 'nosso' festival. E logo no primeiro dia!
Posto isto, optámos por regressar à base, já que os próximos três dias se adivinhavam extenuantes. Decisão essa que se veio a mostrar muito assisada, já que as explosões que mais tarde se fizeram ouvir na Rambla, onde estávamos instalados, mais nos fizeram lembrar uma qualquer zona de guerra do que, propriamente, um local adequado a festejos de rua.

No próximo capítulo: Dia 28, o noise.

e para desenjoar dos festivais...

Bem sei que a agenda aqui ao lado tem andado muito fraquinha, mas isso deve-se, unicamente, a uma grande falta de disposição da minha parte para a actualizar (vulgo: preguiça). Mas podem acreditar quando digo que há vida no Verão para além dos festivais de música.
Mesmo não sendo esta, por tradição, uma época fértil em concertos em nome próprio, andam por aí (pelo menos) três propostas muito interessantes, a ter em séria consideração...

Começamos com Michael Morley, vocalista, guitarrista e 'informático' dos grandes The Dead C, que nos dará o prazer da sua presença já no próximo dia 19, na ZdB, onde irá apresentar a música do seu projecto a solo, Gate. A primeira parte do concerto do neozelandês estará a cargo dos Tigrala, projecto tripartido entre Norberto Lobo, Guilherme Canhão (guitarrista dos Lobster) e Ian Carlo Mendoza (percussionista mexicano). Só pode ser coisa boa!
Este é daqueles a não faltar! Portanto, marquem já nas vossas agendas: sexta-feira, 19 de Junho, pelas 23h, pagar 8€ à entrada da ZdB para assistir a um grande concerto - que eu tenha conhecimento, é data única aqui no rectângulo correcção: também haverá Gate (com Throes e Trash Selector) no Plano B do Porto, a 18 de Junho.

Não temos os mui amados Parts & Labor em Portugal, mas temos 1/4 da formação da banda, na pessoa do gentil BJ Warshaw (gentil porque teve a amabilidade de, durante um ataque de fanzice obscura e doentia, me oferecer uma palheta) e do seu projecto a solo, Shooting Spires. E temo-lo por três vezes: a 24 de Junho n'O Século, em Lisboa, a 25 n'O Meu Mercedes, no Porto (às 22h30, bilhetes a 6€), e a 29 no Central Pub, em Bragança. Yeah!!

Todos aqueles que, como eu, se viram impossibilitados, por um motivo ou outro, de assistir à estreia dos Secret Chiefs 3 no nosso país em Setembro do passado ano, fiquem pois sabendo que vão agora poder suprir essa grave lacuna nas vossas vivências musicais. Mais concretamente, às 22h do dia 28 deste mês, ocasião essa em que a banda irá actuar no Passos Manuel, no Porto. Isto, claro está, só após Franklin Pereira ter aberto as hostilidades.
Tudo o que terão que fazer para também lá estar será adquirir um bilhete - o que poderão fazer já a partir da próxima segunda-feira, dia 15 - por 12€ comprando antecipadamente, ou 15€ no próprio dia.
Com um bocadinho de sorte, a coisa repetir-se-á em Lisboa no dia seguinte (29, portanto), em local a anunciar.

Sim, eu ainda sei contar (e também não me enganei ao falar em três concertos), tal como sei que Verão e Inverno são duas coisas completamente diferentes. Mas simplesmente não poderia deixar passar em branco este alerta, que o caríssimo Eduardo Negrão me fez aqui há umas semanas atrás.
Pois bem, após o concerto dos Handsome Furs em Coimbra, o próprio Dan Boeckner declarou - ou fez umas promessas vãs, ou já estava tão narço que nem sabia o que dizia - que irá regressar ao nosso país em Janeiro de 2010, desta feita na companhia dos Wolf Parade (fonte aqui).
Será que o sonho de ver os cá se irá transformar em realidade ou será que é bom demais para ser verdade? Do fundo do meu coração, voto na primeira. Espero sinceramente que não fosse só a voz do álcool a falar pelo Sr. Boeckner. Ou então uma daquelas mentiras que se contam só para agradar aos fãs... Não pode! O Sr. Boeckner é um homem íntegro, mesmo que possa demonstrar, por vezes, uma tendência para o abuso de certas e determinadas substâncias.

title tk #14

Coalesce - "Ox" (09.06.2009, Relapse)
Tracklist:
1. "The Plot Against My Love"
2. "The Comedian in Question"
3. "Wild Ox Moan"
4. "Designed to Break a Man"
5. "Where Satires Sour"
6. "The Villain We Won't Deny"
7. "The Purveyor of Novelty and Nonsense"
8. "In My Wake, For My Own"
9. "New Voids in One's Resolve"
10. "We Have Lost Our Will"
11. "Questions to Root Out Fools"
12. "By What We Refuse"
13. "Dead Is Dead"
14. "There Is a Word Hidden in the Ground"
Streaming
MySpace


The Mars Volta - "Octahedron" (22.06.2009, Mercury)
Tracklist:
1. "Since We've Been Wrong"
2. "Teflon"
3. "Halo of Nembutals"
4. "With Twilight as My Guide"
5. "Cotopaxi"
6. "Desperate Graves"
7. "Copernicus"
8. "Luciforms"
MySpace


Nebula - "Heavy Psych" EP (07.07.2009, Tee Pee)
Tracklist:
1. "Pulse"
2. "The Dagger"
3. "Aphrodite"
4. "Dream Submarine"
5. "In the Depths"
6. "The Other Side"
MySpace


Oneida - "Rated O" (07.07.2009, Jagjaguwar)
Tracklist:
Disco 1:
1. "Brownout In Lagos"
2. "What's Up, Jackal?"
3. "10:30 at the Oasis"
4. "Story of O"
5. "The Human Factor"
Disco 2:
1. "The River"
2. "I Will Haunt You"
3. "The Life You Preferred"
4. "Ghost in the Room"
5. "Saturday"
6. "It Was a Wall"
7. "Luxury Travel"
Disco 3:
1. "O"
2. "End of Time"
3. "Folk Wisdom"
Download "What's Up, Jackal?", "I Will Haunt You", "Saturday"
MySpace


Lightning Dust - "Infinite Light" (04.08.2009, Jagjaguwar)
Tracklist:
1. "Antonia Jane"
2. "I Knew"
3. "Dreamer"
4. "The Times"
5. "Never Seen"
6. "History"
7. "Honest Man"
8. "Waiting on the Sun to Rise"
9. "Wondering What Everyone Knows"
10. "Take It Home"
Download "I Knew", "Never Seen"
MySpace


Jay Reatard - "Watch Me Fall" (18.08.2009, Matador)
Tracklist:
1.
"It Ain't Gonna Save Me"
2. "Before I Was Caught"
3. "Man of Steel"
4. "Can't Do It Anymore"
5. "Faking It"
6. "I'm Watching You"
7. "Wounded"
8. "Rotten Mind"
9. "Nothing Now"
10. "My Reality"
11. "Hang Them All"
12. "There Is No Sun"
Download "It Ain't Gonna Save Me", "Wounded"
MySpace


Pissed Jeans - "King of Jeans" (18.08.2009, Sub Pop)
Tracklist:
1. "False Jesii Part 2"
2. "Half Idiot"
3. "Dream Smotherer"
4. "Pleasure Race"
5. "She Is Science Fiction"
6. "Request for Masseuse"
7. "Human Upskirt"
8. "Lip Ring"
9. "Spent"
10. "R-Rated Movie"
11. "Dominate Yourself"
12. "Goodbye (Hair)"
Download "False Jesii Part 2"
MySpace


Health - "Get Color" (08.09.2009, Lovepump United)
Tracklist:
1. "In Heat"
2. "Die Slow"
3. "Nice Girls"
4. "Death+"
5. "Before Tigers"
6. "Severin"
7. "Eat Flesh"
8. "We Are Water"
9. "In Violet"
MySpace


Yo La Tengo - "Popular Songs" (08.09.2009, Matador)
Download "Periodically Double or Triple"
MySpace

e por falar em festivais de verão...

Friday: Army Of Flying Robots / Atomized / Drum Eyes / Kylie Minoise / PCM / Scorn / Taint / Venetian Snares

Saturday: Bobby Previte / Corrupted / Diagonal / Flower/Corsano Duo / Growing / Iron Lung / Kim Hiorthoy / Light Trap / Marnie Stern / Master Musicians Of Bukkake / Monotonix / Nisenenmondai / Remember Remember / Rose Kemp / Skullflower / Tartufi / The Accused / Thought Forms / Thorr’s Hammer / Tweak Bird / Zu

Sunday: 65 Days Of Static / Arbouretum / Caribou / Chris Herbert / Earthless / Goblin / Head Of David / Jarboe / Khyam Allami / Nancy Wallace / Pontiak / Pram / Pre / Theo / The Memory Band / ZzZ


Mas, com bilhetes de avião a mais de 200€, algo me diz que, este ano, vamos passar...

(Como é que será que estão as coisas ali para os lados dos Guíxols?...)

notas musicais avulsas #22 - edição especial festivais de verão

E enquanto não chega o relato daquele que é um verdadeiro festival de música, faço aqui, pelo segundo ano consecutivo, um breve overview do panorama festivaleiro nacional neste Verão que se aproxima a passos largos.
Também à semelhança do passado ano, a febre festivaleira poderá ser classificada apenas e tão somente como um ligeiro calafrio, tal é a pobreza dos cartazes apresentados (sintomas da crise?). A oferta até é relativamente vasta. Corrijo, a oferta é relativamente vasta para os apreciadores de fenómenos meramente descartáveis (vide Ana Free), adoradores de Jah e afins. Para todos os outros será apenas um estio de mais do mesmo.
Ainda assim, mais uma vez conseguiram trocar-me as voltas, obrigando-me a ir a pelo menos dois deles (até ver) à custa de apenas um nome num, e dois noutro. Eis esses dois, mais uns quantos que talvez tenham dois ou três pontos de interesse. Tudo por ordem cronológica:


O Optimus Alive! é dos poucos que, nos últimos anos, têm conseguido manter uma coerência relativa e um certo nível de qualidade. Este ano farei a minha estreia no Passeio Marítimo de Algés, onde darei uns ares da minha graça no primeiro dia do evento (9 de Julho, portanto). Tudo por causa de uns tais de Mastodon e de uns outros, que nunca tinha visto mais gordos, que parece que se chamam TV on the Radio. E já que estou por aqueles lados, aproveito para dar uma espreitadela a Lamb of God, Klaxons, Silversun Pickups e Crystal Castles.
Fiquem com o cartaz completo:

9 JULHO

PALCO OPTIMUS
Metallica
Slipknot
Machine Head
Lamb of God
Mastodon
Ramp

PALCO SUPER BOCK
Erol Alkan
Crystal Castles
Klaxons
TV on the Radio
Delphic
Air Traffic
Siversun Pickups
Os Golpes

PALCO OPTIMUS DISCOS
The Vicious Five
Tiguana Bibles
The Bombazines
Mazgani

10 JULHO

PALCO OPTIMUS
The Prodigy
Placebo
Blasted Mechanism
The Kooks
Eagles of Death Metal
Os Pontos Negros

PALCO SUPER BOCK
Zombie Nation
Fischerspooner
The Ting Tings
Hadouken!
Does It Offend You, Yeah?
Late of the Pier
The Gaslight Anthem
John Is Gone

PALCO OPTIMUS DISCOS
Coldfinger
DJ Ride
Bezegol
Youthless

11 JULHO

PALCO OPTIMUS
Dave Matthews Band
The Black Eyed Peas
Chris Cornell
Ayo
Boss AC

PALCO SUPER BOCK
Deadmau5
Ghostland Observatory
Lykke Li
Autokratz
Trouble Andrew
Los Campesinos!
A Silent Film
X-Wife

PALCO OPTIMUS DISCOS
Linda Martini
Madame Godard
The Pragmatic
Olive Tree Dance


Outros possíveis ponto de interesse seriam Eagles of Death Metal, Does It Offend You, Yeah?, Late of the Pier e Los Campesinos!. Refira-se ainda que me parece um enorme erro de casting o palco Optimus no último dia do festival.
De resto, nada mais a apontar. Há um pouco de tudo, para todos os gostos. As carteiras é que já não têm grande escolha: 50€ por um bilhete diário, ou 90€ pelo passe para os três dias.



Tomei esta espécie de resolução para o novo ano, que em 2009 não mais iria gozar com o Sr. Montez. De forma que vou tentar aqui uma nova abordagem, recorrendo à psicologia invertida (não lhe chamo sarcasmo, porque isso seria apenas outra forma de gozo. A psicologia invertida sempre lhe dá um ar mais sério e comedido). Ora vejam: Mais uma edição do Super Bock Super Rock, a 15ª por sinal, e, desta feita, o Sr. Montez e seus lacaios excederam-se, dando mais uma vez mostras do seu excelso critério e bom gosto na selecção dos nomes para o cartaz. Reparem só neste prestígio:

11 JULHO - Estádio Bessa XXI, Porto
Depeche Mode
Nouvelle Vague
Peter Bjorn and John
Motor
Soapbox

18 JULHO - Estádio do Restelo, Lisboa
The Killers
Duffy
Mando Diao
Brandi Carlile
The Walkmen
Bettershell


Os apreciadores da verdadeira boa música terão acesso a este grandioso espetáculo mediante o pagamento de 40€ por um bilhete diário, tanto para o Porto como para Lisboa, ou de 70€ por um passe para os dois actos (limitado a 1000 passes).
Agora falando muito a sério, só os The Walkmen escapam, mas ainda não é desta que os vejo (à terceira talvez seja de vez). E talvez uma curiosidadezinha muito incipiente relativamente a Mando Diao. Todos os outros, é enfiá-los no porão de um cargueiro com destino ao desterro - sem possibilidade de retorno - na Sibéria. A gerência agradece.



Às vezes nem eu própria me percebo. A sério, para que é que eu me dou ao trabalho?!... Nem sequer aprecio particularmente Primal Scream, os Lamb e os Kaiser Chiefs, coitadinhos, já deram o que tinham a dar, é desterrá-los para as queimas. Do resto do cartaz nem se fala... Mas enfim, vamos lá despachar mais um...
Até à data, a coisa está com o seguinte aspecto:

16 JULHO

PALCO MARÉS VIVAS
Lamb
Primal Scream
Kaiser Chiefs

PALCO SECUNDÁRIO
Caim
Sizo

17 JULHO

PALCO MARÉS VIVAS
Guano Apes
Scorpions
Secondhand Serenade

PALCO SECUNDÁRIO
Lukas Vesely

18 JULHO

PALCO MARÉS VIVAS
Colbie Caillat
Gabriela Cilmi
Jason Mraz
Keane

PALCO SECUNDÁRIO
-

(Nota: todas os nomes escalados para o palco secundário aguardam ainda confirmação oficial)


E é isto. Fiquem também sabendo que o Marés Vivas irá decorrer no Cabedelo, em Vila Nova de Gaia, e que os bilhetes custam 25€ a diária, ou 38€ o passe (os 3000 passes a 30€ já esgotaram). Pelo menos é baratucho... Suponho que, para quem aprecie este tipo de coisas, isso seja uma boa notícia.



O Paredes de Coura já não é o que era. Pelo menos, de há uns dois anos a esta parte que os cartazes deste festival não me têm dado grandes alegrias - ou, se calhar, sou eu que me estou a tornar muito esquisitinha e exigente. Este é só mais um ano do "menos mau":

29 JULHO

PALCO PAREDES DE COURA
Patrick Wolf

PALCO AFTER HOURS
-

PALCO JAZZ NA RELVA
-

PALCO IBERO SOUNDS
-

30 JULHO

PALCO PAREDES DE COURA
Franz Ferdinand
Supergrass
The Rascals
The Temper Trap
The Pains of Being Pure at Heart

PALCO AFTER HOURS
Chew Lips
Holy Ghost!

PALCO JAZZ NA RELVA
-

PALCO IBERO SOUNDS
-

31 JULHO

PALCO PAREDES DE COURA
Nine Inch Nails
Peaches
Blood Red Shoes
Portugal. The Man

PALCO AFTER HOURS
Kap Bambino
Punks Jump Up

PALCO JAZZ NA RELVA
Spy Quartet (aguarda confirmação oficial)

PALCO IBERO SOUNDS
-

1 AGOSTO

PALCO PAREDES DE COURA
Jarvis Cocker
Howling Bells

PALCO AFTER-HOURS
-

PALCO JAZZ NA RELVA
-

PALCO IBERO SOUNDS
-


Embora forte, nem com o argumento Nine Inch Nails me convencem a lá ir. Vamos ver se, com o cartaz sensivelmente a meio, ainda me conseguem surpreender. Tal como está, só mesmo os já referidos NIN me levariam lá. Também alguma vontade de ver Supergrass, Howling Bells, Kap Bambino, e rever Blood Red Shoes. Ainda assim, não são motivos suficientes que justifiquem uma deslocação à praia fluvial do Tabuão.
Para quem, mesmo assim, estiver interessado, os bilhetes diários custam 40€ e o passe para os quatro dias poderá ser adquirido por 70€.



Ahh, o Sudoeste. O festival da romaria sub-18. Mais um em que o Sr. Montez marca pontos (lá voltamos nós à psicologia invertida). Desta feita, até consegue a proeza de lá me levar um dia em que não há absolutamente nada que me interesse ver, para além de Faith No More... Nada! Nadinha! Zero! Nem curiosidade, nem sequer um ligeiro prurido para ver o que quer que seja. Quero é distância de tudo o que vá actuar no SW a dia 8, e que não seja FNM!
Apesar de ainda não estar completo, o restante cartaz também não é muito mais animador (nada de novo, portanto):

5 AGOSTO

NOITE RECEPÇÃO AO CAMPISTA
David Guetta
FunkYou2*
John Revox*

GROOVEBOX
Steve Bug
Zé Salvador + André Cascais
Gruber & Nuernberg
José Belo
Heartbreakerz

6 AGOSTO

PALCO TMN
Buraka Som Sistema
The National
Ebony Bones
Macaco
Armin van Buuren*

PALCO PLANETA SW/JOGOS SANTA CASA
The Veils
Marcelo Camelo
DeVotchKa
Mallu Magalhães

PALCO POSITIVE VIBES
Inna Stereo*
Olive Tree Dance*

GROOVEBOX
Miss Kittin & The Hacker
D.I.S.C.O. Texas (Xinobi + Moulinex + Rockets)
Intelektronik (Pan Sorbe + Señor Pelota)
Fritus Potatoes Suicide
Photonz

7 AGOSTO

PALCO TMN
Madcon
byStress*
X-Press 2*

PALCO PLANETA SW/JOGOS SANTA CASA
Muchachito Bombo Infierno
The Pinker Tones
Pastora
Vencedor MySpace Espanha

PALCO POSITIVE VIBES
-

GROOVEBOX
Amê + Henrik Schwarz + Dixon ("A Critical Mass" live + DJ set)
Magazino
João Maria
António Alves
DJ Tiago

8 AGOSTO

PALCO TMN
Faith No More
Etienne de Crecy*

PALCO PLANETA SW/JOGOS SANTA CASA
John Is Gone

PALCO POSITIVE VIBES
Mad Caddies

GROOVEBOX
Freshkitos
Stereo Addiction
Matthias Tanzmann
Hugo Santana
Mary B

9 AGOSTO

PALCO TMN
Lily Allen
Basement Jaxx
Amy MacDonald
Au Revoir Simone*

PALCO PLANETA SW/JOGOS SANTA CASA
Caravan Palace
Amadou & Mariam

PALCO POSITIVE VIBES
Third World
Anthony B

GROOVEBOX
Rui Vargas
Sebo K
Raresh
Tozé Diogo
Kaspar

*Aguardam confirmação


O sítio é o do costume. Cu de Judas, perdido no meio do pó alentejano, ali para os lados da Zambujeira do Mar (aka Herdade da Casa Branca).
Quem quiser gramar a pastilha, é favor desembolsar 40€ pelo bilhete diário, ou 80€ pelo passe (75€ com Cartão Jovem). Eu cá só vou (a um dia!) porque, praticamente, me obrigaram!



Passamos agora aos festivais temáticos, dedicados ao peso. O primeiro da lista é o Vagos Open Air, a decorrer na Lagoa de Calvão entre 7 e 8 de Agosto, e que se apresenta da seguinte forma:

7 AGOSTO
The Gathering
Katatonia
Epica
Kathaarsys
Process of Guilt
F.E.V.E.R.

8 AGOSTO
Amon Amarth
Dark Tranquillity
Cynic
Dawn of Tears
Thee Orakle
Echidna


Com algum interesse, apenas The Gathering e Cynic, mas não o suficiente para justificar uma deslocação a Vagos. Para quem não partilha da mesma opinão, o bilhete diário custa 25€, e o passe para os dois dias 40€.



Quem deu uma de Jesus Cristo e ressuscitou foi o Ermal, o festival da bela albufeira com o mesmo nome. Assumidamente metaleiro, multiplicou-se este ano por dois actos: de 27 a 30 de Agosto e 19 a 20 de Dezembro. O primeiro deles está com o seguinte aspecto:

27 AGOSTO
RCA

28 AGOSTO
Thanatoschizo
Obituary
One Man Army and the Dead Quartet
Textures
Desire
Wykked Wytch

29 AGOSTO
Sepultura
Disbelief
Heavenwood
Hatesphere
Concealment
Korpiklaani
The First Born

30 AGOSTO
Angra
Pitch Black
RAMP
W.A.K.O.
Switchtense

Sem data definida: Pestilence, Blind Guardian, Dark Moor, The Temple, Firewind, De Profundis, Men Eater.


Quanto a mim, nada de muito interessante e alguma azeitada à mistura. Ainda se escapam uns Obituary (numa onda metalhead saudosista) ou uns Men Eater.
Até ver, não há bilhetes diários disponíveis, e o passe para os quatro dias custa 45€ até dia 30 Junho (com oferta de t-shirt - ui! deve ser linda...) e 60€ a partir dessa data.



Terminemos com o Caos Emergente, que irá acontecer nas margens do rio Sousa (em Recarei, para os lados de Paredes) lá mais para o final do Verão. Quanto ao cartaz:

11 SETEMBRO
Nothnegal
Gut
Ava Inferi
Moonspell

12 SETEMBRO
Behemoth
Edenbridge
Gronibard
Temple of Baal

13 SETEMBRO
Anaal Nathrakh
Draconian
Vomitory
M.A.C. of Mad
Ditchcreeper (aguarda confirmação)

Sem data definida: Destruction, Napalm Death, Malevolent Creation, Inner Wish.


E, por enquanto, é isto que temos. Neste, só mesmo os Napalm Death se safam.
Já os bilhetes poderão ser adquiridos por 30€ o diário, ou 45€ o passe, até 30 de Junho. A partir dessa data, preparem-se para desembolsar 55€ se vos interessa marcar presença nos três dias deste festival.

primavera sound em vídeos - dia 31 (o pós)


Duchess Says - "Tenon Non Neu"

primavera sound em vídeos - dia 30


Ponytail


Shearwater


Jesu


Oneida


Gang Gang Dance

primavera sound em vídeos - dia 29


Bat for Lashes - "Horse and I"

Bat for Lashes - "Sarah"


Vivian Girls


Art Brut - "Alcoholics Unanimous"

Art Brut - "Emily Kane"


Sunn 0)))


The Mae Shi - "Young Marks"


Fucked Up


Dan Deacon Ensemble


Shellac

primavera sound em vídeos - dia 28


Women


Magik Markers - "Don't Talk in Your Sleep"


Marnie Stern - "Transformer"

Marnie Stern - "Put All Your Eggs in One Basket and Then Watch That Basket!!!"


The Jesus Lizard


Dead Meadow


Jay Reatard - "Fading All Away" + "Trapped Here"



Wavves

primavera sound em vídeos - dia 27 (o pré)


Dälek


Zu


Zu & Dälek

primavera sound em imagens - dia 31 (o pós)

Duchess Says
 

© nos Açores não há açores. | template Modern Clix criado por Rodrigo Galindez | adaptado para o blogger por Introblogger | modificado por ms. oaktree