no ninho dos açores

este estaminé encontra-se oficialmente fechado para férias


Mais uma vez, a Ms. Oaktree vai levar os seus açores a passear, numas muito merecidas férias, para longe do bulício urbano e de tudo o que sejam computadores, internets, e-mails, Bloggers, YouTubes, MySpaces e afins.

O período de ausência é mais ou menos indeterminado, uma vez que, durante o próximo mês, seremos donos e senhores do nosso próprio tempo e destino.
Nesta primeira fase, estaremos fora durante uma semana, após o que talvez voltemos momentaneamente ao vosso contacto. Depois disso, só o tempo, a vontade, a saudade e o dinheiro o dirão.

Seja como for, regressamos em finais de Agosto em plena força, para cagar muitas mais postas de pescada, respeitantes a uma série de bandas e discos que temos vindo a acumular nos últimos tempos.
Até lá, e se não nos virmos entretanto, votos sinceros de boas férias, se for caso disso, e um grandessíssimo bem-haja desta vossa Ms. Oaktree.

botch + these arms are snakes + some girls = narrows

Narrows - "Narrows" EP (2008, Deathwish Inc.)

Foi com grande júbilo que acolhi a notícia que iríamos ter o prazer de voltar escutar o 'canto de rouxinol' de Dave Verellen. Os responsáveis pela boa-nova são, justamente, estes Narrows, que para além de Verellen (Botch e Roy), contam ainda com uma panóplia de outras individualidades nas suas fileiras, como sejam Ryan Frederiksen (These Arms Are Snakes, Nineironspitfire), Rob Moran (Unbroken, Some Girls, Over My Dead Body), Jodie Cox (Tropics, Rohame, Bullet Union) ou Sam Stothers (Makeout Boys, Quarantine), e que agora lançam este EP homónimo com três temas - já disponível para download, mas que terá ainda uma edição física em vinil de 7".
Apesar de não serem estupidamente inovadores, particularmente para todos aqueles que estão familiarizados com os outros projectos dos membros da banda, os Narrows apresentam-se técnica e qualitativamente irrepreensíveis: instrumentistas dolorosamente proficientes, viscerais, crus, e com Verellen mais brutal que nunca. Mas outra coisa não seria de esperar.
Veredicto final: farão as maravilhas de todos aqueles que, como eu, não imaginam como seria a sua vida se os projectos supracitados nunca tivessem visto a luz do dia... E deixam-nos a salivar por um longa-duração, que se anuncia para breve.
A todos os outros, recomendo uma audição, para verem o que andaram a perder durante todos estes anos.

silly season reading season

Aproveitando ainda a pasmaceira estival, é altura para pôr as leituras em dia.
Tendo conseguido fazer algum espacinho na estante, em virtude de ter expatriado mais uns quantos livros sem grande uso para a arrecadação, tratei, prontamente, de repor o meu stock literário para o mês de Agosto. A saber:
"The Gum Thief", de Douglas Coupland (2007, Bloomsbury, 288 pp.)

Meet Roger, a divorced, middle-aged ‘aisles associate’ at a Staples outlet, condemned to restocking reams of paper for the rest of his life, and his co-worker, Bethany, who's at the end of her Goth phase and realising she's facing fifty more years of shelving Post-it notes and replenishing the Crayola boutique in Aisle Six.
One day, Bethany discovers Roger’s notebook in the staff room. When she opens it up, she discovers that this old guy who she’s never considered to be quite human is writing mock diary entries pretending to be her - and weirdly, he's getting it right. She learns he has a tragedy in his past, and suddenly he no longer seems like a paper-stocking robot in a red shirt and a name tag.
These two retail workers then strike up an unlikely yet touching secret correspondence. As their lives unfold, so too do the characters of Roger’s work-in-progress, the oddly titled Glove Pond, a Cheever-era novella gone horribly, horribly wrong.

"Snuff", de Chuck Palahniuk (2008, Jonathan Cape/Random House, 208 pp.)

Cassie Wright, porn priestess, intends to cap her legendary career by breaking the world record for serial fornication. On camera. With six hundred men. Snuff unfolds from the perspectives of Mr 72, Mr 137 and Mr 600, who await their turn on camera in a very crowded green room. This wild, lethally funny and thoroughly researched novel brings the huge yet underacknowledged presence of pornography in contemporary life into the realm of literary fiction at last. Who else but Chuck Palahniuk would dare do such a thing? Who else could do it so well, so unflinchingly and with such an incendiary (you might say) climax?

um desafio para desenjoar #2

Mais uma capa de um disco.

title tk #6

Apesar da quase inexistência de concertos nesta época, são os lançamentos discográficos que ainda nos vão valendo. No espectro do peso, em particular, a oferta nos próximos tempos será bastante vasta e interessante: Racebannon (que lançaram "Acid or Blood" no Reino Unido no passado dia 14), Capricorns, Mouth of the Architect, Zozobra, Suicide Note e mais um EP de Jesu.
Mas a lista continua.
Capricorns - "River, Bear Your Bones" (28.07.2008, Rise Above)
Tracklist:
1. "Broken Coffin of the Venerable King"
2. "Seventh Child of a Seventh Child"
3. "Tempered With the Blood of Beasts"
4. "November Suicides"
5. "Owing to the Fogs"
6. "The Bells Rang Backwards"
7. "A Savage Race by Shipwrecks Fed"
8. "Drinking Water from the Skull of a Hanged Man"
MySpace


Mouth of the Architect - "Quietly" (28.07.2008, Translation Loss)
Tracklist:
1. "Quietly"
2. "Hate and Heartache"
3. "Pine Boxes"
4. "Guilt and the Like"
5. "Generation of Ghosts"
6. "Rocking Chairs and Shotguns"
7. "Medicine"
8. "Beautiful Corpse"
MySpace

Prints - "Just Thoughts" (04.08.2008, Temporary Residence Limited)
Tracklist:
1. "Me and Ms. Archer"
2. "Fire Days"
3. "Yippy"
4. "Pretty Tick Meditation" (Thee Loving Hand Remix)
5. "Too Much Water" (multimedia track)
MySpace


Zozobra - "Bird of Prey" (04.08.2008, Hydra Head)

Tracklist:
1. "Emanate"
2. "Heavy With Shadows"
3. "Treacherous"
4. "Heartless Enemy"
5. "Big Needles"
6. "Sharks That Circle"
7. "In Jetstreams"
8. "Laser Eyes"
MySpace


Suicide Note - "Empty Rooms" (05.08.2008, Hawthorne Street)
Tracklist:
1. "Truly Historic"
2. "Analog Future"
3. "Merci, Mercy"
4. "Social Leper"
5. "Simple Math"
6. "No Waves"
7. "New Eyes"
8. "Division of Me"
9. "Ride Out West"
10. "Black Snow"
MySpace


Jaguar Love - "Take Me to the Sea" (18.08.2008, Matador)
Tracklist:
1. "Highways of Gold"
2. "Bats Over the Pacific Ocean"
3. "Jaguar Pirates"
4. "Georgia"
5. "Vagabond Ballroom"
6. "Humans Evolve Into Skyscrapers"
7. "Antoine and Birdskull"
8. "Bonetrees and a Broken Heart"
9. "The Man With the Plastic Suns"
10. "My Organ Sounds Like... "
MySpace


Jesu - "Why Are We Not Perfect?" (18.08.2008, Hydra Head)
Tracklist:
1. "Farewell"
2. "Blind and Faithless"
3. "Why Are We Not Perfect? "
4. "Farewell" (alternative version)
5. "Why Are We Not Perfect?" (alternative version)
MySpace


The Stills - "Oceans Will Rise" (19.08.2008, Arts & Crafts)
Tracklist:
1. "Don't Talk Down"
2. "Snow in California"
3. "Snakecharming the Masses"
4. "Being Here"
5. "Everything I Build"
6. "Panic"
7. "Eastern Europe"
8. "Hands on Fire"
9. "Dinosaurs"
10. "I'm With You"
11. "Rooibos/Palm Wine Drinkard"
12. "Statue of Sirens"
MySpace

The Walkmen - "You & Me" (19.08.2008, Gigantic)
Tracklist:
1. "Dónde Está la Playa"
2. "Flamingos (for Colbert)"
3. "Canadian Girl"
4. "On the Water"
5. "In the New Year"
6. "Post Cards from Tiny Islands"
7. "If Only It Were True"
8. "The Blue Route"
9. "Seven Years of Holidays"
10. "Long Time Ahead of Us"
11. "Red Moon"
12. "New Country"
13. "I Lost You"
14. "Four Provinces"
MySpace


Okkervil River - "The Stand Ins" (09.09.2008, Jagjaguwar)
Tracklist:
1. "Stand Ins, One"
2. "Lost Coastlines"
3. "Singer Songwriter"
4. "Starry Stairs"
5. "Blue Tulip"
6. "Stand Ins, Two"
7. "Pop Lie"
8. "On Tour With Zykos"
9. "Calling And Not Calling My Ex"
10. "Stand Ins, Three"
11. "Bruce Wayne Campbell Interviewed on the Roof of the Chelsea Hotel, 1979"
MySpace


Rahim - "Laughter" (09.09.2008, Pretty Activity)
Tracklist:
1. "Death"
2. "The Same"
3. "Through A Window"
4. "Vision"
5. "Endless Caverns"
6. "Tired Man"
7. "Cities Change"
8. "Of Course"
9. "Every Passing Night"
10. "Dark Harbors"
11. "Laughter"
MySpace


Mogwai - "The Hawk Is Howling" (22.09.2008, Matador/PIAS/Wall of Sound)
Tracklist:
1. "I'm Jim Morrison I'm Dead"
2. "Batcat"
3. "Daphne and the Brain"
4. "Local Authority"
5. "Sun Smells Too Loud"
6. "Kings Meadow"
7. "I Love You I'm Going to Blow Up Your School"
8. "Scotland's Shame"
9. "Thank You Space Expert"
10. "Precipice"
MySpace


The Organ - "Thieves EP" (13.10.2008, Mint/604)
Tracklist:
1. "Even in the Night"
2. "Oh What a Feeling"
3. "Let the Bells Ring"
4. "Fire in the Ocean"
5. "Can You Tell Me One Thing"
6. "Don't Be Angry"
MySpace


Deerhunter - "Microcastle" (27.10.2008, Kranky/4AD)
Tracklist:
1. "Cover Me (Slowly)"
2. "Agoraphobia"
3. "Never Stops"
4. "Little Kids"
5. "Microcastle"
6. "Calvary Scars"
7. "Green Jacket"
8. "Activa"
9. "Nothing Ever Happened"
10. "Saved by Old Times"
11. "Neither of Us, Uncertainly"
12. "Twilight at Carbon Lake"
MySpace

bem-vindos à silly season!

Sem contar com os miseráveis festivais de Verão deste ano, já alguém reparou na escassez de concertos durante o mês de Agosto?... Realmente, é uma altura muito triste para se estar na cidade.
Que venha a praia e os bailaricos de aldeia!

converge em vídeos


"Last Light"


"Black Cloud"


"Versus"


"Sacrifice"


"Bare My Teeth"


"No Heroes"

supersonic pt. 3 - dia 13

Einstellung

Com menos um palco a funcionar, o nosso segundo dia de festival afigurava-se relativamente mais tranquilo.
As honras de abertura couberam aos Einstellung, rapazes da terra, que contam nas suas fileiras com Steve Hough, ex-membro de digressão dos Godflesh. Rock instrumental rasgado, com umas pitadas de post-rock, shoegaze e kraut para boa medida, que acaba por se tornar um pouco monótono após exposições prolongadas, mas que funcionou bastante bem nos cerca de 45 minutos que durou a actuação da banda.

Transitional

Após ter acordado ao som dos Einstellung, seguir-se-iam as duas últimas faixas interpretadas pelos Transitional, projecto de Kevin Laska e Dave Cochrane (colaborador de Justin K. Broadrick e também membro dos The Courtesy Group). Pelo que me disseram, cheguei na parte mais monolítica do concerto. Os meus companheiros, que viram mais que eu, notaram algumas semelhanças com Jesu... Porque será?

Max Tundra

De volta ao palco exterior, o OVNI do dia: o pequeno e saltitante Max Tundra, com a sua pop electrónica. Alegria e dinamismo para dar e vender, mas o facto é que me encontrava numa disposição bem mais doom/roqueira. Havia que partir para outra.

Orthodox

Numa manobra digna de ping-pong (saltitar entre estes dois palcos foi o prato forte do dia), lá voltámos ao Space 2, onde os Orthodox se preparavam para iniciar a sua prestação.
Falar em gran poder quando nos referimos a estes tipos é estar a subestimá-los. Muy gran poder talvez seja mais adequado. Um concerto monumental, que, quanto a mim (e após o concerto no Porto, aqui há uns meses atrás), os confirma como uma das propostas mais válidas e interessantes da música espanhola.



Parts & Labor


"Fractured Skies"

Era então chegada altura de um dos momentos mais aguardados do dia, a actuação dos Parts & Labor. E tão grandioso evento requeria uma localização à altura, pelo que fomos marcar lugar para a grade com uns 10 minutos de antecedência, apenas para nos depararmos com um cenário desolador: a larga maioria dos britânicos têm alergia às grades, mas, mais do que isso, têm alergia a qualquer proximidade ou contacto com as bandas. Se é por desconhecimento, falta de interesse, timidez ou desdém, isso já não sei. Foi preciso um pedido do baixista B. J. Warshaw para que o público, finalmente, se aproximasse do palco. Voltando ao que interessa...
Os Parts & Labor dão um espetáculo do catano. Simples, directo, sem artifícios e extremamente eficaz. Tal como a sua música, que é, quanto a mim, do melhor que para aí se tem feito nos últimos tempos (quem acompanha este blogue com alguma regularidade concerteza que já o terá notado). E o novo elemento da banda, a mui jeitosa Sarah Lipstate (o contigente masculino da nossa entourage concordou), assenta ali que nem uma luva. Em suma, foi tanto um previlégio como uma honra poder, finalmente, assistir a um concerto destes senhores e senhora.




Asva

Seguiu-se outro dos pontos altos deste Supersonic, a cargo dos Asva (que se encontravam instalados no mesmo hotel que nós, naquilo que eu gosto de chamar 'partilhando os elevadores com as estrelas'), que nos presentearam com a sua hábil e singular simbiose entre momentos de maior negrume e outros mais planantes. Excelente equilíbrio num concerto nada menos que grandioso.

Errors

Enquanto o concerto seguinte no Space 2 não começava, ainda houve tempo para fazer uma perninha no palco exterior, onde os Errors iriam actuar. Mais uma vez, só a pedido de um dos elementos da banda é que se notou alguma movimentação do público em direcção ao palco.
Deveras interessante a mescla sonora praticada por estes rapazes, conjugando o math-rock com alguns elementos das electrónicas (pelo que me foi dado a perceber em audições anteriores ao concerto, isto do math-rock é uma coisa relativamente recente na carreira da banda), no que provou ser um contraponto bastante agradável no meio de tanto peso.




Earth - "Omens and Portents II: Carrion Crow"

O relógio não parava, e estava na hora de regressar ao Space 2 para o desejadíssimo concerto dos Earth: era a vingança daquele malfadado exame de Biologia Molecular que não me permitiu ir à Casa da Música!
Se é certo que, em certa medida, a banda abandonou algum do seu drone-imagem-de-marca, bem como uma certa agressividade dos anos iniciais, não menos certo será que este novo caminho encontrado é igualmente interessante. Continuam bem arrastadões, disso não haja dúvida, mas agora incorporam o country e os blues na sua música, num acto que se revela de puro génio. E os resultados estão à vista: um concerto que, mais que irrepreensível e incontornável, foi uma experiência riquíssima.



Red Sparowes

E como não há duas coisas boas sem quatro ou nove, era a vez dos Red Sparowes ocuparem o palco exterior. Verdadeiro esplendor post-metal, que fez as delícias de todos os presentes. Durante pouco tempo, infelizmente, uma vez que estávamos prestes a embarcar numa outra aventura, de proporções não menos épicas...


Fucked Up

Uma pessoa lê tudo o que há para ler sobre o assunto, está bem informada. Até têm plena consciência que algo se passa com os vocalistas obesos dos nossos dias, que os transforma em criaturas extraordinárias, capazes de feitos incríveis.
Mas nada neste mundo (nada mesmo!) nos poderá preparar para o assalto aos sentidos que é uma actuação dos Fucked Up (corroborando esta teoria, vide Les Savy Fav no Primavera Sound). Só mesmo estando lá, presenciando com estes olhinhos que a terra há-de comer, tocando nos pneuzinhos do senhor, vendo o senhor (Damian Abraham, neste caso) rebentando latas de cola light com a cabeça e sangrando profusamente, experienciando na primeira pessoa... Qualquer elogio que se possa fazer é manifestamente insuficiente!... Foi hilariante, poderoso, brutal... E tudo partindo das velhas premissas do hardcore!

Após este portento, tínhamos algum tempo livre, pelo que aproveitámos para ir à zona de merchandising adquirir alguns recuerdos (Parts & Labor e Fucked Up foram os meus eleitos) e repousar, para nos prepararmos para os três últimos concertos do festival (a minha máquina ficou tão emocionada com os Fucked Up, que se lhe acabou a bateria, acabando-se também assim o meu registo audiovisual deste Supersonic).
Começaríamos esta recta final com os Kikuri, que numa única palavra, me causaram medo. Eu gosto de pensar que sou uma pessoa bastante tolerante, mas aquilo que estes dois japoneses fazem é, pura e simplesmente, inaudível (para isso muito contribui o facto do som no Space 2 estar estupidamente alto. Outras bandas, também nesse palco, sofreram desse mesmo problema).
Passaríamos então a Gravetemple, no único momento não-ping-pong do dia. Confesso que não sabia bem o que esperar destes tipos. Ou melhor, não sabia de todo o que esperar: tinha conhecimento que estavam lá as luminárias todas e as referências pareciam-me bastante atractivas, mas nem sequer me dei ao trabalho de os ouvir antes da viagem. Quanto a mim, pecaram em dois aspectos. Ou pequei eu: faltou-lhes o Julian Cope (não sei se faria realmente falta, eu é que tinha curiosidade em ver como eles funcionariam com o Mr. Cope) e a exaustão não perdoou tanto drone, tanto arrastanço e tanto cântico xamânico juntos... Mas que eles são bons, lá isso são!
Ainda uma breve, e última, passagem pelo palco exterior, para dar uma espreitadela aos Harmonia, nome maior do krautrock. Talvez esteja a cometer um pecado mortal ao dizer isto, mas estes respeitáveis senhores não me trocam os peúgos. Assim, regressámos ao Space 2 e aos Gravetemple, para fazer o nosso ritual de despedida metalhead (é uma coisa com piada, mas contado perde a graça toda).

E assim terminou a nossa primeira edição do Supersonic, com uma imensa sensação de satisfação e de missão cumprida.
Tal como não o fiz para o Primavera Sound, neste caso também não vou fazer um top de concertos, uma vez que em eventos deste género, com tanta qualidade, torna-se tarefa quase impossível hierarquizar as coisas... Como já dizia a minha avózinha: "O que é bom nunca falha!".

Até para o ano!!

só os tv on the radio me fariam postar às 3h35 da manhã!

Os TV on the Radio são meus amigos, e como amigos que são, enviam-me e-mails e coisas assim. O último dava conta que o seu próximo álbum, "Dear Science,", já tem data de edição marcada: 23 de Setembro de 2008 nos EUA (via Interscope) e 22 de Setembro no resto do mundo (via 4AD).
Se isto não é amizade verdadeira, então não sei o que será!

(Quer-me bem parecer que a pole position para álbum do ano do "At Mount Zoomer" se encontra seriamente ameaçada...)

eu convirjo, tu converges, eles convergem em alvalade

supersonic pt. 2 - dia 12

Após uma chegada algo atribulada ao aeroporto de Birmingham na 6ª feira, dia 11, com 1 hora de atraso relativamente ao previsto (e o voo tinha partido do Porto com quase 2 horas de atraso), ainda alimentávamos a esperança de apanhar um ou dois concertos do primeiro dia do festival Supersonic.
Uma vez que o próximo transporte em direcção à cidade era apenas às 2h30 da manhã, lá tivemos, um pouco a contragosto, de apanhar um táxi, o que provocou um rombo de £8 no orçamento pessoal de cada um de nós (éramos três).
Ultrapassada esta pequena contrariedade, lá nos dirigimos à Custard Factory, apenas para nos depararmos com mais um obstáculo: as bilheteiras já estavam fechadas... A coisa não nos estava a correr nada bem!
Mas em vez de ficarmos para ali a lamentar-nos, pusemo-nos a caminho do nosso hotel. Cerca de 15 minutos a andar a pé depois, chegámos ao nosso destino: um pequeno mas maravilhoso e acolhedor quartinho, com tudo aquilo que poderíamos desejar... Começava a melhorar.

Após a nossa primeira noite de sono em Birmingham, tratámos de enfardar um belo pequeno-almoço continental, após o que fomos dar uma volta de reconhecimento pela cidade e fazer tempo até às 16h, hora em que o recinto abria as portas.
Foi então, pouco depois das 16h, que finalmente conseguimos trocar os bilhetes pelas típicas pulseiras que nos permitiriam entrar no recinto.

Black Sun

Depois de uma breve incursão pela zona do merchandising (mais tarde, faria algumas compras nas bancas da Holy Roar, da Southern e da organização), logo nos dirigimos ao palco Space 2, onde os Black Sun já tinham iniciado a sua prestação. Sludge-metal bem puxadinho e com grunhidos à descrição, mas nada de extraordinário. E continuo a dizer que o baterista tinha um aspecto/comportamento demasiadamente bonehead para o meu gosto.
Posto isto, demos uma espreitadela à distância ao senhor Alexander Tucker, com a sua dark-folk. Deveras interessante, mas o palco Factory Club, onde estava a decorrer a actuação, mostrou ser demasiado pequeno e claustrofóbico para um evento deste genéro (felizmente, no dia seguinte, não houve nenhum concerto neste espaço). Estava na hora de seguir em frente.

The Owl Service

Mesmo ao lado, no palco exterior, tocavam os The Owl Service. Praticantes de uma certa folk de tradição britânica, não são, de todo a minha praia. Sem lhes querer tirar o mérito que decerto terão, nem ofender os apreciadores do género, achei o pouco que vi uma monumental sequinha.

The Courtesy Group

De volta ao Stage 2, era a vez dos The Courtesy Group mostrarem aquilo que valem. Rock escarninho e lacónico, algo alucinado (na veia de uns The Fall ou Birthday Party), e um vocalista com um gosto altamente duvidoso para camisas, que preferia a plateia ao palco, ainda sacou uns bate-pés da nossa parte mas não nos encheu as medidas.


Guapo

Após uma pausa para descanso, era chegada a altura de um dos concertos-fetiche desta edição do Supersonic: os Guapo. Assim que entrei no Space 2, e vi aquele senhor de guedelha volumosa (de repente pareceu-me uma senhora) e os trajes com que a banda se apresentava, pensei: "Tu queres ver que os Guapo cancelaram e foram substituídos pelos Chrome Hoof?!" (nem sequer me dei ao trabalho de contar o número de indivíduos em palco). Enganei-me. E ainda bem - não que a troca fosse má, mas já estava de peito feito para ver os Guapo.
Delírio psicadélico e progressivo, com uma boa dose de experimentação (chamam-lhe avant metal), a banda proporcionou-nos cerca de 45 minutos verdadeiramente envolventes e cativantes. Foi tudo aquilo que estava à espera, e mais ainda!


Thrones

Seguir-se-ia ainda mais um concerto para o qual tinha grandes expectativas: Thrones, aka Joe Preston, aka semi-deus. Após alguns problemas de som, com Preston a desculpar-se por estar um pouco enferrujado, dado não actuar como Thrones há mais de 1 mês, lá se deu início ao concerto. Talvez por causa dessa mesma 'ferrugem', o set foi curtíssimo e soube a muito pouco. Ainda assim foi uma boa prestação, bastante poderosa.

Efterklang

Depois de Thrones, tempo ainda para um breve passagem pelo palco exterior, onde actuavam os Efterklang. Misto de Architecture In Helsinki e Arcade Fire, estes dinamarqueses foram um dos OVNIs do festival. Um bom momento para desanuviar, após o que estávamos prontos para regressar ao peso.


Oxbow

E ao peso regressámos pela mão dos Oxbow, para aquilo que se pode chamar o verdadeiro concerto 'filha da puta', muito graças a Eugene Robinson (embora a restante banda também mostrasse uma coesão e prestação irrepreensíveis), o vocalista, boxeur, dançarino, stripper, possesso, que, não infrequentemente, se envolvia numa espiral quase-masturbatória. Fabuloso! A amostra está aí.
A caminho do sufocante Factory Club, um vislumbre da actuação dos The Heads. Não deu para aferir grande coisa, uma vez que passámos por eles de raspão, mas o caderninho festivaleiro que foi fornecido pela organização falava em Iggy Pop, MC5, Hawkwind e Motörhead.


Noxagt

Chegados ao nosso destino, lá conseguimos furar através da pequena multidão que preenchia o exíguo espaço do Factory Club e, que nem sardinhas em lata, assistimos ao noise circular debitado pelos Noxagt. Não sendo plenamente satisfatório, dado o extremo desconforto da sala, serviu para tirar o amargo de boca com que fiquei após não ter assistido ao concerto da banda na ZdB, em 2006.


Fuck Buttons

Estava então na altura dos Fuck Buttons. Embora lhes faltasse o efeito surpresa, uma vez que os tinha visto pouco tempo antes no Primavera Sound, e o set apresentado em ambos os concertos tenha sido muito idêntico, estes dois rapazes de Bristol não desiludem! Desta vez trago um vídeo.

Wooden Shjips

Posto isto, demos um saltinho ao palco exterior, onde os Wooden Shjips estavam prestes a terminar a sua prestação. Psicadelismo a rodos, ao qual, infelizmente, não pudemos assistir o tempo que desejaríamos, já que pretendíamos voltar ao estado de sardinha em lata.

Oren Ambarchi

Não pela sardinha em si, mas sim pelo Oren Ambarchi. Mais uma vez, a sala do Factory Club mostrou-se extremamente desadequada e o cansaço, que já se vinha a acentuar, também não perdoou. Como tal, vimo-nos impossibilitados de fruir plenamente do ambient drone (é assim que se chama?) hipnótico deste senhor, pelo que passámos ao próximo.


Battles - "Tras"


Battles - "Tonto"

E os senhores que se seguiram eram, nem mais, nem menos, que os Battles. As expectativas eram elevadíssimas e, em grande parte, foram cumpridas. Apropriadamente, abriram o set com "Race: In", mas o grande destaque vai, lá mais para o fim, para a grandiosa sequência "Tras", "Tonto", "Atlas", "Leyendecker" (a minha preferida de "Mirrored") e "Ddiamondd". Apoteótico!
Quase todas as faixas tocadas foram revistas e aumentadas, numa espécie de improviso/jam session, e aí a banda talvez tenha falhado um pouco, especialmente no tema escolhido para o encore, que foi esticado para além da exaustão. Completamente desnecessário. Ainda assim, a avaliação global é bastante positiva.
Destaco ainda o imparável e assombroso John Stanier ao comando da bateria (outro semi-deus) e, numa nota mais negativa, o maniento, mete-nojo, armado em vedette do guitarrista-baixista Dave Konopka... Ficámos mesmo mal-impressionados com este tipo!

Harvey Milk

Para terminar o dia em grande, só mesmo com os portentosos Harvey Milk! Lamentavelmente, e dado o extenso delírio improvisacional dos Battles, apenas conseguimos assistir aos dois últimos temas interpretados pela banda. Mas tal foi o poder demonstrado que, neste caso, o pouco soube a muito! Haja alguma alminha iluminada que os traga cá...

E amanhã há mais!

começa hoje...

notas musicais avulsas #10


aqui tinha dado conta do possível cancelamento do concerto dos The Long Blondes em Paredes de Coura.
Apesar do estado de saúde de Dorian Cox estar a melhorar lentamente e da recuperação ser quase garantida, o guitarrista ainda se encontra internado, pelo que a banda teve que cancelar em definitivo as datas que tinha agendadas para o mês de Agosto, todas elas em festivais europeus, de entre os quais PdC se encontrava incluído.
E assim se perde um dos poucos motivos de interesse da edição de PdC deste ano.


Sebastien Grainger, uma das metades dos Death From Above 1979, vai lançar um disco em nome próprio pela Saddle Creek. A coisa sairá lá para Outubro, mas, enquanto isso, já anda por aí a circular um EP digital, "American Names", que pode ser adquirido através do site da Saddle Creek, e funciona como aperitivo para o que virá a seguir.
Mas, a julgar pela amostra e à semelhança do que se passou com o seu companheiro deathfromaboviano, Jesse F. Keeler, e com os seus MSTRKRFT, parece-me que é caso para dizer: voltem DFA1979, que estão perdoados! Confiram aqui.


Também em Outubro, mais precisamente no dia 21, irá sair o novo longa duração dos grandes Parts & Labor. Dará pelo nome de "Receivers" e vai ter, como de costume, o selo de garantia da Jagjaguwar.
Refira-se ainda que este disco terá a colaboração de amigos e fãs da banda de todo o mundo. Sim, leram bem. Isto tudo porque em Abril deste ano a banda lançou um apelo na internet, para que, quem a isso estivesse disposto, enviasse samples e gravações a serem incluídos neste álbum. Um disco verdadeiramente democrático, portanto.
Seguem-se os detalhes:
Tracklist:
1. "Satellites"
2. "Nowheres Nigh" (download)
3. "Mount Misery"
4. "Little Ones"
5. "The Ceasing Now"
6. "Wedding In A Wasteland"
7. "Prefix Free"
8. "Solemn Show World"

supersonic pt. 1 - algumas considerações turísticas sobre birmingham

Dois dias de puro delírio sónico que, infelizmente, já terminaram. Deveriam ter sido dois e meio, mas, por motivos a ser abordados numa posta futura, ficámo-nos pelos dois.
Tudo o que é bom acaba depressa, e o Supersonic não foi excepção. Tal como tudo o que é bom deixa uma forte impressão gravada na memória. O Supersonic deixou várias: uma série de boas recordações de grandes concertos.
Mas antes de partilhar essa experiência convosco, e enquanto o You Tube não carrega os vídeos, deixo-vos com algumas impressões acerca da cidade e das gentes de Birmingham.

- Não há forma simpática de o dizer. Birmingham é uma cidade feia. Escura, de construção maioritariamente recente e sem grande preocupação estética, com muitos centros comerciais de grandes dimensões e muito comércio em geral, e sem grandes pontos de interesse para visitar. No fundo, a cidade mais parece um subúrbio de si própria... E durante os quatro dias que lá estivemos, não vi um único varredor de ruas. Escusado será dizer que o estado de limpeza das mesmas estava longe do desejável. Não é um sítio muito virado para o turismo, portanto.

- Os ingleses são um povo estranho, pelo menos a curta amostra a que tive acesso. Mais parecem personagens de uma qualquer série de BritCom... A ficção imita a realidade ou será o contrário? Chega a ser surreal.
A seu favor têm a mania do chá e, regra geral, a cordialidade e um excelente sentido de organização. Contra eles têm, em certas situações, a frieza e a cabotinagem. Do que pude ver durante os concertos, o comportamento ainda é mais bizarro: permanecem perfeitamente estáticos, impávidos e serenos, o tempo inteiro, até que, lá quando o rei faz anos, irrompem em verdadeiros surtos hooliganescos. Para eles, o slam-dancing é mais um kick-and-punch-dancing.
Sim, e bebem que se desunham e uma percentagem significativa da população é obesa.

- O tempo em Birmingham/Inglaterra é tudo aquilo que dizem dele. Uma merda.

- Relativamente ao custo de vida, não achei nada de extraordinário. O álcool e o tabaco sim, são muito caros. Mas, com o que eles ganham, hão-de poder bem com isso... Afinal, têm que ter alguma compensação por viverem num país com um tempo tão manhoso, não?

- O trânsito fez-me muita confusão... Especialmente quando via crianças no nosso lugar do condutor.
Como se o conduzir pela esquerda e o lugar do condutor à direita não fossem suficientes, as próprias vias rodoviárias eram bastante confusas. Atravessar uma estrada era sempre uma aventura!

- Nota muito positiva para o grande Hotel Etap de Birmingham. Por cerca de £13 por noite e por pessoa, mais £2,95 por um belo pequeno-almoço continental (nada de porcarias indigestas como feijões ou ovos mexidos), tivemos direito a um quarto para três pessoas, com televisão, ar condicionado, casa-de-banho completa e o segundo colchão mais confortável onde eu já dormi (o primeiro é o de minha casa). Recomenda-se vivamente.

- Para terminar, a minha perdição sempre que vou ao estrangeiro: os discos. Pechinchas ou não (e por lá encontrei muitas, a melhor das quais talvez tenha sido o EP "Lateral" dos Growing por £0,50), o facto é que, quer leve muito ou pouco dinheiro, acabo, invariavelmente, por gastá-lo quase todo nas rodelas de música... Mas vale sempre a pena!
Aqui ficam algumas moradas de lojas de discos, para quando passarem por Birmingham:

Tempest Records
83 Bull Street

Music & Video Exchange
8 Smallbrook Queensway

HMV
38 High Street (Pavillions Shopping Centre)

Zavvi
38 High Street (Pavillions Shopping Centre)

supersónicos, aqui vamos nós!

A expectativa é imensa. Por esta altura já o nervoso miudinho da antecipação deu lugar ao nervoso graudinho. Vai ser muito bom, vai ser grande!... Só pode!
Pormenores, check-ins online e itinerários tratados, malas arrumadas, está na hora de me recolher aos meus aposentos, não sem antes vos deixar com os vídeos supersónicos #12 e #13, os dois últimos desta breve antevisão, e também dois dos principais motivos que me levam a Birmingham.


Parts & Labor - "Brighter Days"


Battles - "Tonto"

Até terça!!

vídeos supersónicos #11


Red Sparowes - "Alone and Unaware, the Landscape Was Transformed in Front of Our Eyes"

it's primavera all over again, only smaller!



Saltitar, saltitar, saltitar. Porque saltitar é viver!

vídeos supersónicos #10


Orthodox - "Mesto, Rigido e Ceremoniale"

MDK (ou ms. oaktree e os insectos que não são nossos amigos)

As regras são muito simples: se picam e/ou se são vectores ou reservatórios de doença, então não merecem o ar que respiram.



Enemy: Periplaneta americana
Killed: 1
Accuracy: 25%




Enemy: Pulex irritans
Killed: 3
Accuracy: 100%



(Perdoem-me a interrupção, mas depois de passar cerca de 1 hora a tentar exterminar um simpático exemplar com cerca de 6 cm da primeira imagem, tinha que fazer a minha catarsezinha... Para quem não sabe, elas correm como o vento... E voam... E fazem *crack!* quando finalmente são esborrachadas e se esmerdam em toneladas de fluídos corporais... As putas nojentas!!)

(Espero não ter sido muito gráfica...)

(O blogue retomará as suas normais funções quando a escriba recuperar desta experiência traumática, o que deverá acontecer amanhã de manhã, depois do seu subconsciente lidar com o asco da forma que melhor lhe aprouver.)

o regresso dos singles

Após um longo hiato, a Sub Pop aproveitou o ano do seu 20º aniversário para ressuscitar o culto do single em vinil 7", e lançar a terceira edição do The Sub Pop Singles Club. E, afinal, o que é este Sub Pop Singles Club?, perguntar-me-ão alguns de vós. Pois bem, trata-se de um conjunto de 7" - 12 para ser mais precisa - que contarão com a colaboração de diversos artistas e que serão lançados durante um ano inteiro, com uma periodicidade mensal. De entre os participantes já anunciados podemos encontrar nomes como Om, Unnatural Helpers, Tyvek, Black Mountain, Black Lips, Arthur & Yu, Mika Miko, Blues Control ou Notwist.
Recapitulando: 12 vinis 7", 1 por mês (o primeiro sai no dia 15 de Agosto e é da autoria dos Om), sendo cada single limitado a 1500 cópias, e 1 cupão para download dos MP3s de cada disco. Tudo isto por cerca de 57,50€ ($90 US) para todos aqueles que não residam na América do Norte... Parece-me um bom negócio! Confiram aqui.

vídeos supersónicos #9


Thrones - "Nostos Algos"

como tomar a decisão de não ir a paredes de coura em 3 tempos (ou menos)

Mais um cartaz fechado, desta feita o de Paredes de Coura, que está com o seguinte aspecto:

Palco Heineken PdC (início dos concertos às 18h)
31 Julho
1 Agosto
2 Agosto
3 Agosto
Sex Pistols
Primal Scream
The Mars Volta
Thievery Corporation
Mando Diao
Editors
dEUS
The Lemonheads
The BellRays
The Rakes
The Pigeon Detectives
Biffy Clyro
X-Wife
Two Gallants
Wraygunn
Tributo a Joy Divison
Bunnyranch
The Long Blondes
Spiritual Front
Au Revoir Simone
Ra Ra Riot


Palco Burn After Hours (início dos concertos às 02h)
31 Julho
1 Agosto
2 Agosto
3 Agosto
The Mae-Shi
These New Puritans
Woman In Panic
Caribou
DJ Amable
Optimo DJs
Surkin
Twin Turbo


Palco Jazz na Relva (início dos concertos às 16h30)
1 Agosto
2 Agosto
3 Agosto
Jazz Resort Soundsystem
Man-Drax
Trio de Afonso Pais


Palco Ibero Sounds Fanta Play On (início dos concertos às 17h30)
1 Agosto
2 Agosto
3 Agosto
We Are Standard
Dorian
Layabouts
d3o
Sean Riley & The Slowriders
Komodo Wagon


Se juntassem Mars Volta, Caribou, Two Gallants, Mae-Shi, BellRays, Rakes e Biffy Clyro (vá, e pode ser mais uns Long Blondes e/ou These New Puritans para encher chouricinho) num só dia, ainda consideraria a hipótese de me deslocar a PdC nessa data. Assim, dificilmente lá me apanharão... Primeiro, porque me parece um cartaz inconsistente, com alguns pontos de interesse (os supracitados), muito verbo de encher só para fazer cartaz e algumas velhas glórias para manter o status quo, mas que, actualmente, não me dizem absolutamente nada. E segundo (e mais importante), porque o dinheiro continua a não esticar.

uma posta mista

Quando escrevi aqui uma posta acerca do segundo disco dos Parts & Labor, "Stay Afraid" - a quinta deste blogue, mas a primeira sobre música - ainda não sabia bem o que queria fazer deste blogue.
Na altura ia escrevendo sobre isto e aquilo, mandando uns bitaites sobre diversos assuntos, mas julgo que acabei por me cansar do formato demasiado generalista. Uma vez que sempre fui bastante ciosa da minha privacidade, um blogue pessoal nunca foi opção. Daí, também, a cada vez menor quantidade de textos desta natureza (ou que revelem algo de mim, para além dos meus gostos) no nAnha... Mas não se preocupem, que também não estão a perder nada.
E foi assim, perante este estado de coisas, que lá me decidi a restringir o blogue à temática musical (salvo ocasionais excepções). Era a solução mais natural, uma vez que na listagem das minhas prioridades palpáveis e metafísicas a música deve ocupar um mui honroso 3º lugar.
O facto é que esta decisão, apesar de bastante acertada, acabou por não esclarecer o meu dilema fundamental. Afinal, o que é que eu ando aqui a fazer na blogosfera? Para que é que me dou ao trabalho sequer de fazer um blogue? Será que alguém presta realmente atenção a isto?... Assim como assim, há dias em que não há mesmo pachorra para vir para aqui postar, ainda mais quando se acha que é tudo para o boneco. E, ao contrário do que algumas pessoas já me manifestaram, o meu conhecimento musical não é assim tão vasto que dê pano para muitas e muitas mangas.

Suponho que por esta altura devam estar a pensar que irei anunciar o final deste blogue, mas não. Desenganem-se, ainda não irei dar essa satisfação aos meus arqui-inimigos (quem quer que eles sejam). Pode-se dizer que são as pequenas coisas que me fazem continuar, bem como a vontade de partilhar e dar a conhecer (espero eu), que continua imensa.

Serve toda esta converseta para dizer que sim, às vezes ter um blogue é mesmo uma puta de uma seca. Sim, por vezes isto mais parece um emprego chato, uma obrigação incontornável para um qualquer patrão invisível (os eventuais leitores, sempre sedentos de informaçãozinha ou de um sneak peak na vida de outrem, qual Grande Irmão virtual). E sim, há gente que continua a levar isto demasiado a sério. Mas, no cômputo global, fazer o blogue continua a dar-me um gozo do caraças.
E serve também como introdução ao tema seguinte.

Falava eu, no início da posta, dos Parts & Labor. E é curioso como quase tudo na vida acaba por fazer full circle, em que o ponto de início é também o ponto final desse mesmo círculo, e um novo ponto de início. Ora, na passada semana ia eu a caminho de Lisboa, headphones enterrados bem fundo no canal auditivo, para que as conversas alheias não perturbassem a plena fruição da minha musiquinha, e ia, justamente a ouvir os Parts & Labor, não o "Stay Afraid", mas sim o mais recente "Mapmaker".
Como por esta altura já terão percebido, este foi um dia de epifanias, desfechos e revelações. E as minhas duas missões na capital nesse dia até eram bastante simples: adquirir mais um cartão de memória para a máquina digital e ir à farmácia da associação da qual sou sócia e onde tenho desconto.
Mas graças ao milagre da tecnologia moderna, mais precisamente da praga dos telemóveis, que, de quando em vez, lá vão dando um jeitaço, tomei conhecimento (precisamente durante a minha visita à tal farmácia) que, muito em breve, irei fazer parte do contigente de bolseiros de investigação em Portugal.
Há quem lhe chame precariedade, há quem diga que não é vida para ninguém. Eu cá chamo-lhe 745€ no fim do mês e uma enorme satisfação por, finalmente, ver todos aqueles anos de ensino superior produzir os seus frutos. Especialmente, porque desfez o mito de que ninguém consegue uma bolsa por concurso... Que, afinal, há espaço para o mérito próprio (ao invés dos conhecimentos, cunhas e/ou tachismos) nos meios de investigação científica portugueses.

É nestes dias raros que este país me parece um sítio lindo para se viver.

vídeos supersónicos #8


Oxbow - "Down a Stair Backward"

something to write home about #20

Die! Die! Die!

Quando já se pensava que toda a esperança estava perdida para a Oceânia, eis que surge um trio de irredutíveis neozelandeses que insiste em resistir à invasão da música descartável.
Dão pelo nome de Die! Die! Die! e a sua missão é manter a chama punk viva. Mas atenção que não se fala aqui de punk 2 acordes, nem muito menos de punk popularucho para teenagers inconscientes que estão de mal com a vida e com as(os) namoradas(os). Isto é coisa séria: a rapaziada estudou bem a lição e conhece a cartilha de trás para a frente, desde a velha à nova escola. Ora confiram...

MySpace
Site oficial (em construção)

vídeos supersónicos #7


Guapo live @ State 51, London - Pt. 1 (Pt. 2, Pt. 3, Pt. 4, Pt. 5, Pt. 6)

vídeos supersónicos #6


Oren Ambarchi

avistamentos no chiado

Sightings + Jooklo Duo @ Museu do Chiado, 28.06.2008

Um carro de assalto. O termo assenta que nem uma luva à música dos Sightings. Quem esteve no Museu do Chiado no passado dia 28, pôde comprovar que a banda não deixa os seus créditos por mãos alheias: esta atitude 'take no survivors' mantém-se, seja em disco ou ao vivo.
Durante pouco menos de uma hora, a banda foi construíndo a sua muralha sonora, na qual a distorção é pedra basilar e a poderosíssima secção rítmica desempenha um papel preponderante. Noise rock na sua vertente mais exploratória, que sobrecarregou as sinapses neuronais dos cerca de 20 ou 30 presentes. Verdadeiramente assombroso.

A primeira parte esteve a cargo dos italianos Jooklo Duo, adeptos fervorosos das experimentações sonoras. Uma actuação com alguns pontos de interesse, mas, de uma forma geral, pouco consistente. Ainda assim, nota muito positiva para o convidado, Tiago Miranda dos Loosers, que acabou, não raras vezes, por roubar o palco ao duo convertido a trio para a ocasião.



 

© nos Açores não há açores. | template Modern Clix criado por Rodrigo Galindez | adaptado para o blogger por Introblogger | modificado por ms. oaktree