June 26, 2008

notas musicais avulsas #9


Falemos de novidades discográficas.
Os ...And You Will Know Us By the Trail of Dead criaram recentemente uma editora própria, a Richter Scale, cujo primeiro registo a ser lançado será, justamente, o próximo álbum da banda, com edição prevista lá para Janeiro de 2009.
Ainda assim, a separação entre os Trail of Dead e a Interscope (pertencente ao grupo Universal) é apenas aparente, uma vez que a Richter Scale será distribuída pela Fontana/Universal. Como já dizia a minha avózinha, "o segredo está na 'massa'!".



De novo disco se fala também quando nos referimos aos Oneida. Ou melhor, de três novos discos, uma vez que a banda irá lançar um tríptico de novos álbuns, o primeiro dos quais se irá chamar "Preteen Weaponry" e sairá já no dia 4 de Agosto.
Fica a capa do dito, mais um aperitivo legal e um docinho ilegal:Já o segundo registo terá o título de "Rated O" e data de edição prevista para o início do próximo ano. Mais informações sobre o conceitozinho aqui. Haja carteira que aguente!



Mais uma novidade, desta feita para os Don Caballero, que avançam com o seu novo registo, "Punkgasm", a dia 19 de Agosto. O nome é miserável, bem como a maioria dos títulos das faixas, mas a capa compensa (e a música, provavelmente, mais ainda):
1. "Loudest Shop Vac In The World"
2. "The Irrespective Dick Area"
3. "Bulk Eye"
4. "Shit Kids Galore"
5. "Celestial Dusty Groove"
6. "Pour You Into The Rug"
7. "Challenge Jets"
8. "Lord Krepelka"
9. "Why Is The Couch Always Wet?"
10. "Slaughbaugh's Ought Not Own Dog Data"
11. "Dirty Looks"
12. "Who's A Puppy Cat"
13. "Awe Man That's Jive Skip"
14. "Punkgasm"

É Don Cab e está tudo dito! Pré-encomendem aqui.



Continua a epidemia dos cancelamentos de concertos.
Dorian Cox, guitarrista dos The Long Blondes (na foto), foi transportado de urgência para o hospital de Sheffield por motivo de doença, onde se encontra internado em estado grave. Assim, a banda viu-se forçada a cancelar as datas que tinha agendadas até ao final de Julho. Por enquanto, e até ver, a data em Paredes de Coura mantém-se. Rápidas melhoras para o moço.

Parece que a mesma sorte não terá o consórcio Ritmos/EiN com os The Wombats, pois, segundo os camaradas do Stage Diving, estes irão mesmo cancelar a sua prestação em PdC... E não se perde nada, digo eu!

Não obstante estes possíveis revezes, a Ritmos e a EiN anunciaram mais quatro nomes para o festival: Biffy Clyro, Ra Ra Riot, X-Wife e Bunnyranch... Então e uns Wolf Parade?!... E uns Yeasayer?!... Pronto, lembrei-me assim de repente...



Não sei alguém terá reparado que, primeiro, havia um concerto de Gang Gang Dance marcado para hoje na LX Factory pelas 22h30, cuja entrada era, maravilha das maravilhas!, gratuita e, segundo, que esse mesmo concerto foi cancelado por motivos alheios à promotora, a Filho Único. Não há, de facto, almoços grátis.

vídeos supersónicos #5


Harvey Milk - "Death Goes to the Winner"

June 23, 2008

vídeos supersónicos #3


Earth - "Plague of Angels"

work is never done

The Futureheads - "This Is Not the World" (2008, Nul)

De todas as bandas que participaram no recente ressurgimento do rock & roll (nü-rock, art-rock, art-punk, ou como lhe quiserem chamar), muito poucas ficarão para história. Tal sucede porque, como em qualquer outro fenómeno de massas que implique a criação de hypes e next big things, não raras vezes o produto apresentado não é mais do que um corte e cola, baralha e volta a dar mal-amanhado de 'n' outras referências de qualidade francamente superior.
Claro que, no meio disto tudo, há sempre as honráveis excepções: os precursores, porque, para o bem ou para o mal, foram os pioneiros, mesmo que de um revivalismo se tratasse; e aqueles que conseguem dar o seu cunho próprio ao pastiche, mantendo-se interessantes e, até, vitais.
E os Futureheads eram, quanto a mim, uma destas raras excepções. Não sendo propriamente pioneiros, embora fossem dos primeiros, deram-nos um primeiro álbum nada menos que brilhante e um segundo que, a meu ver e contrariamente à opinião dominante, não ficava nada atrás do seu precedente em termos de génio, mostrando-se apenas mais amadurecido e reflectido. Um grande álbum de confirmação, ao contrário de muitos outros que foram lançados por essa altura.
Era este o estado de coisas em que os Futureheads viviam até à altura do lançamento de "This Is Not the World".
Confesso que o primeiro single retirado deste novo disco, "The Beginning of the Twist", até me fez crer que a banda tinha recuperado a urgência do primeiro álbum. Erro crasso. Não só não recuperaram a urgência de tempos passados (muito pelo contrário: perderam-na), como também perderam em frescura e irreverência.
Este "This Is Not the World", apesar de ainda se encontrar uns furos acima da mediania, soa desinteressante e desinspirado. Um álbum demasiado formal e genérico, que acaba por se lograr numa desilusão. Serve apenas para manter a banda à tona de água, ainda que com alguns pontos de interesse, de tal forma que eu e mais uns quantos continuemos a comprar os seus discos. Mas se este álbum é, de alguma forma, uma amostra do caminho que a banda pretende seguir no futuro, por quanto mais tempo se conseguirão manter em estado de graça?

muita coisa se aprende nos blogues

Ao ler o blog dos Fucked Up, ficamos a saber que:

1) Recentemente, a banda assinou contrato com a Matador;

2) Terminaram as gravações do seu mais recente disco, alcunhado de "ChemCom", no início de Junho, devendo este ser editado lá para Outubro deste ano;

3) Vou cumprir o sonho húmido de ver os '3 Grandes Fucks' ao vivo nesta Primavera/Verão (Fucked Up, Holy Fuck e Fuck Buttons), uma vez que a banda irá actuar no festival Supersonic, no dia 13 de Julho, "logo a seguir a uns tais de" Earth (a Capsule também já teve a gentileza de me o confirmar: Fucked Up + Transitional no dia 13);

4) A banda tem um sentido de humor doentio, a roçar o genial (recomendação: não descarreguem o novo disco, que eles "acabaram de gravar, e a primeira coisa que fizeram foi disponibilizá-lo para download gratuito"...).

E assim vos deixo com aquele que seria o vídeo supersónico #2:

Fucked Up - "Baiting the Public", "Generation"

June 22, 2008

eu não vou, muito obrigada, mas compreendo perfeitamente porque há muita gente que queira ir

Desde a passada semana que se encontra encerrado o cartaz do festival Optimus Alive! '08. Reza assim o dito:

10 JULHO

Palco Optimus
Rage Against the Machine
The Hives
Gogol Bordello
The National
Spiritualized
Galatic
Kalashnikov

Metro on Stage
Cansei de Ser Sexy
MGMT
Vampire Weekend
Hercules and Love Affair
Peaches
Tiga
Boys Noize
Sons of Albion
Banda Soundtribes

11 JULHO

Palco Optimus
Bob Dylan
Within Temptation
John Butler Trio
Buraka Som Sistema
Nouvelle Vague
Kumpania Algazarra

Metro on Stage
Uffie and DJ Feadz
DJ Mehdi
Sebastian
Vicarious Bliss
Mr Flash
Krazy Baldhead
Busy P

12 JULHO

Palco Optimus
Neil Young
Ben Harper & The Innocent Criminals
Donavon Frankenreiter
Xavier Rudd
Braddigan

Metro on Stage
Róisín Murphy
Gossip
Midnight Juggernauts
MSTRKRFT
Brodinski

vídeos supersónicos #1

Here we go again...

Noxagt - "Wall's End"

June 21, 2008

something to write home about #19

The Life and Times

Chamam-se The Life and Times e existem desde 2005 (houve um primeiro ameaço em 2003), vindos de Kansas City, no Missouri. Contam nas suas fileiras com um dos membros dos quase-míticos Shiner, Allen Epley (voz, guitarra, Rhodes e maquinaria), ao qual se juntam Eric Abert (baixo e Moog) e Chris Metcalf (bateria e percussão avulsa).
A sua receita para o sucesso é algo complexa, mas de extrema eficácia: uma pitada de post-hardcore, uma pitada de space-rock, post-rock a gosto, guitarras angulares para temperar, dissonância q.b. e uma quantidade generosa de apurada sensibilidade melódica.
Se ficaram curiosos, então queiram fazer o favor de conferir...

MySpace
Site oficial

June 20, 2008

um desafio para desenjoar #1

É um fragmento da capa de um disco. Um fácil, para começar.
Quem adivinha?

vamos todos ver o sol aos quadradinhos?

Diz o Disco Digital:

"Primeiro português condenado por partilha ilegal de música"
"Pela primeira vez em Portugal, um cidadão foi condenado pela disponibilização de música na Internet de forma ilegal.

A notícia é do Jornal de Negócios, que escreve que o utilizador terá descarregado música de forma ilícita, que partilhou depois na internet, através de um sistema que permite a partilha de ficheiros entre utilizadores. A sentença do tribunal dita 90 dias de prisão, que poderão ser transformados em 60, através do pagamento de uma multa."

Até agora, esta coisa das penas de prisão e das coimas por partilha ilegal de música eram, para nós, como um mistério de fé: acreditávamos que existiam, fartávamo-nos de ouvir falar do assunto, mas nunca as tínhamos visto, nem conhecíamos ninguém que o tivesse.
Agora abriu-se o precedente: fulano de tal foi preso porque andou a dar-lhe nos downloads ilegais. Mas mais do que os efeitos de uma eficaz fiscalização ao consumo ilegal de música que esta notícia poderá fazer supor, o sua utilidade centra-se, essencialmente, na pedagogia do aviso sombrio, na instilação do medo: Não saques o que não é teu, se não acontece-te como o outro e vais dentro.
Sejamos agora realistas e constatemos o óbvio: Provavelmente mais ninguém irá preso (caso contrário, andaríamos a construir cadeias única e exclusivamente para aqueles que recorrem à partilha ilegal de ficheiros de música), não é algo que seja viável num país com a dimensão e as limitações do nosso. Quanto muito, são passadas uma catrefa de multas, prendem-se mais uns dois ou três incautos e a AFP e a Audiogest esfregam as mãozinhas de contentes e dão por concluída a sua missão saneadora... Até ser necessária mais uma purga.

Por falar nisso, vou só ali fazer uma limpeza ao meu disco rigído e já volto...

June 18, 2008

spencer krug e os seus putos

Sunset Rubdown @ ZdB, 08.06.2008

Todos eles são muito novinhos. Ou, pelo menos, parecem-no ser. Mas se há algo que não olha a idades ou pretensa (i)maturidade, esse algo é o talento. Uma coisa que não se acha, não vem da experiência, não se treina (embora possa sempre ser trabalhado), nem muito menos se compra. Ou se tem, ou não se têm. E os Sunset Rubdown têm-no de sobra.

E não têm pejo nenhum em demonstrá-lo, partilhá-lo com quem os queira ouvir. Em poucas palavras, foi isso que passou no - cada vez mais sufocante - 'aquário' da ZdB: Uma intensa experiência de partilha.
Durante mais de uma hora, a banda foi habilmente desfiando as suas delicadas, mas poderosíssimas, pérolas sonoras, percorrendo a quase totalidade da sua discografia. Contando as suas belíssimas histórias com uma honestidade e simplicidade desarmantes (tanto na sua música, como na forma carinhosa com que se dirigiam ao público). Tecendo maravilhosas tapeçarias musicais que não deixaram nenhum dos presentes indiferente.
Verdade incontornável: é cada vez mais raro ver bandas ou artistas que se entreguem à sua arte com tamanha intensidade e dedicação, que deêm um pouco de si ao seu trabalho. Sejam novos ou velhos. A idade realmente é uma coisa que está na cabeça das pessoas.

Se ainda restavam dúvidas, é perfeitamente possível falar de Sunset Rubdown sem mencionar Wolf Parade. Spencer Krug e os seus putos trilham o seu próprio caminho!

Para todos os que lá estiveram, fica uma recordação. Para os que não foram, um pequeno pedacinho da fabulosa experiência que perderam:

(Perdoem-me a péssima qualidade do vídeo, mas devido ao calor insuportável que se fazia sentir no 'aquário', que afligia tanto a banda como o público, os Sunset Rubdown pediram que baixassem as luzes.
Nota muito negativa para a ZdB: Já ia sendo altura de instalar um arzinho condicionado, não?)

壮麗!

Growing
Boris
Boris + Growing @ LX Factory, 27.05.2008

Há coisas assim. Uma pessoa espera dois, três anos por um concerto e, muitas vezes, as expectativas saem goradas, tal a fantasia que se criou à volta do acontecimento. E depois há aquelas ocasiões raras em que, apesar das expectativas elevadíssimas, o concerto consegue superar tudo o que pudéssemos ter imaginado.
O concerto de Boris no passado mês de Maio em Lisboa enquadra-se neste último grupo. Os adjectivos são insuficientes para descrever tamanho portento, como tal, nem vou tentar.
Apenas vos digo isto: Concerto do ano (realizado em Portugal) até à data!

June 17, 2008

alterações e correcções...

A data lisboeta do concerto de Today Is the Day, Jucifer, Complete Failure e Four Question Marks afinal não irá ter lugar no MusicBox. Segundo o fórum Metal Underground, a mesma ir-se-á realizar hoje, pelas 21h (pontuais), no bar Man's Ruin em Cacilhas (que, ao que dizem, situa-se no antigo espaço d'O Culto) e o bilhete custará uns módicos 10€.
Apesar de já ser um pouco em cima da hora, fica o reparo.

June 16, 2008

primavera sound em converseta

Dia 29 - Pézinho fora da cama às 7h da manhã e, já por essa altura, a expectativa e a euforia da antecipação eram difíceis de conter. O voo foi tranquilo e a chegada a Barcelona deu-se à hora prevista. Pouco antes das 13h, hora local.
Tenho de admitir que, ao primeiro contacto (para além daquela vista do ar: Barcelona é enorme!), a cidade não me impressionou por aí além. Para isso muito contribuiu o facto da viagem de comboio do aeroporto El Prat até à estação de Barcelona Sants não ser particularmente pitoresca (exceptuando a extensa zona agrícola nas cercanias do aeroporto). Mal sabia eu que o melhor ainda estava para vir.
Chegados ao nosso destino final, a Av. Paral·lel (os catalães tem esta mania curiosa de usar um ponto quando dobram os 'éles'), bagagens descarregadas na nossa simpática pensão de uma estrela, bexigas esvaziadas e colchões testados, era então altura de suprir as nossas necessidades nutricionais enquanto aguardávamos pelos outros dois companheiros de festival, que ainda estavam para chegar.
Após uma curta volta de reconhecimento pela Av. Paral·lel (que, em certos aspectos, me trouxe à memória algumas zonas de Lisboa menos interessantes) e alguns dilemas existenciais, por força das circunstâncias lá acabámos por nos dirigir a um certo antro de fast-food, onde me empanturrei com duas amanidas (não, não é nenhum prato típico de Barcelona. Mas também não vou dizer o que é, para não estragar o encanto. Quem sabe, sabe. Quem não sabe, vai ao Google, que é para isso que ele serve) e o Dan com a boa e velha hamburguesa de frango frito.
Posto isto, restante maralha reunida, tratámos de cumprir o nosso destino e dirigimo-nos ao Parc del Fòrum, onde, primeiramente, nos livrámos das burocracias de troca de bilhetes por pulseiras, cartões e kits do festivaleiro, para então fazermos a nossa primeira entrada triunfal no recinto.
O primeiro embate foi avassalador. O recinto é monstruoso, assustadoramente grande, com escadas e escadarias, subidas e descidas em toda a parte (ver o plànol aqui). Cinco palcos ao ar livre mais o auditório do fórum, e a tarefa de saltitar de palco em palco entre os concertos afigurava-se extremamente complicada, dadas as extensões que teríamos de percorrer e o tempo que não abundava.
Recuperados do choque inicial, fomos comprar os tickets que nos permitiriam mantermo-nos hidratados durante o festival, uma vez que nas bancas de bebidas não se aceitava dinheiro, após o que nos dirigimos à zona de merchandising e restante consumismo musical (a fira), onde imeditamente perdi a cabeça e tratei de comprar uns quantos discos como se não houvesse amanhã. Desta área gostaria de destacar as excelentes banquinhas da Green UFOs (um conselho: se forem a Sevilha visitem a loja), Aloud Music e BCore.
E, finalmente, era chegada a altura porque tanto ansiávamos: o primeiro concerto do 'nosso' Primavera Sound! As honras de abertura couberam aos Moho, banda madrilena adepta do doom/sludge que, não sendo particularmente original, se apresenta muito coesa e segura, o que acaba por resultar numa actuação muito pujante e praticamente irrepreensível. Uma entrada com o pé direito, portanto.
Vista a maior parte do concerto dos Moho, lá saltitámos para o palco ATP (não sem antes fazermos uma breve passagem pelo palco Rockdelux, onde os MGMT actuavam, que apenas serviu para confirmar as minhas suspeitas: banda redundante e que pouco ou nada me cativa), onde os Mount Eerie/The Microphones já tinham iniciado a sua prestação. Um registo intimista e folky num concerto deveras interessante e perfeitamente enquadrado naquele final de tarde, tranquilo e solarengo. Infelizmente, não ficámos até ao fim, uma vez que valores mais altos se iriam levantar. Era altura de regressar ao palco Vice Jägermeister para assistir à actuação dos Enon. Devo confessar que pouco conheço do trabalho da banda, mas aquilo que vi surpreendeu-me, e muito, pela positiva. Muito rock, muita garagem, muito barulho e um grande concerto. Talvez o mais memorável dos três vistos até então.
Continuando na senda do noise, seguir-se-iam os Health, pandilha de jovens californianos semi-afectados, semi-arty (nada de muito prejudicial, note-se). Novamente, não sabendo muito bem o que esperar (especialmente, porque a maioria das críticas aos concertos da banda que tinha ouvido não eram muito abonatórias), lá parti à aventura. E nada melhor que cada um ver por si para poder tecer as suas próprias considerações. Que concerto do cacete! Toda aquela esquizofrenia sonora deixou-me de queixo caído, tal era o espanto. Verdadeiramente desconcertante, no bom sentido, e a segunda agradável surpresa desse dia.
Passámos depois às lendas vivas do hip-hop (aquele realmente relevante), os Public Enemy, para rever na íntegra o álbum "It Takes a Nation of Millions to Hold Us Back". O aquecimento esteve a cargo dos Bomb Squad, após o que se deu a magistral entrada em palco dos Public Enemy, para um concerto que não surpreendeu, mas também não desiludiu. Ainda assim, uma boa actuação, especialmente pelo seu valor quase-histórico... E sempre deu para treinar uns quantos moves.
Posto isto, estava na hora de recarregar baterias e atestar o depósito. Ainda tivemos tempo para dar uma espreitadela aos Portishead. Assistimos aos cerca de 5 minutos de "Roads" e demo-nos por satisfeitos. Já podemos dizer que vimos Portishead uma vez na vida! E seguimos para um dos concertos mais aguardados do festival: Boris. Apesar de os termos visto dois dias antes apenas, tal facto só serviu para aumentar exponencialmente a nossa vontade de os voltar a ver. E não falharam! Apesar de não ter sido tão monumental como o concerto em Lisboa, para o que terá contribuído o fosso enorme que separava o palco do público, cortando um pouco a ligação entre a banda e este; bem como os graves absurdamente altos, que tornavam qualquer tentativa de aproximação do palco virtualmente impossível (problema que era facilmente resolvido se nos afastássemos do palco e/ou nos desviássemos das colunas), foi, mesmo assim, um grande concerto, onde, não obstante os constrangimentos, houve ainda lugar para um dos célebres stage-divings do baterista Atsuo. Acredito piamente, e cada vez mais, que os Boris são mais um daqueles casos. Can do no wrong.
Os senhores que seguiam no cardápio eram os Caribou de Dan Snaith. Apenas uma curta mas deveras aprazível visita às interessantes electro-melodias destas gentes, uma vez que o chamamento dos Explosions in the Sky já se fazia ouvir. Chegados a um palco ATP a abarrotar, ainda conseguimos arranjar uns assentos bastante decentes no anfiteatro de cimento, de onde assistimos a uma demonstração majestosa de post-rock em todo o seu esplendor, que pecou, não por culpa da banda, mas sim pelo recinto pouco apropriado a um concerto deste género, pelo avançado da hora (1h15 da manhã, mais minuto, menos minuto) e pelo cansaço que, por essa altura, já assolava corpo e mente. Passo a explicar: o post-rock, por muito bom que seja (e, neste caso, era mesmo do melhor que por aí se faz), tende para a monotonia, com todo aquele ciclo de longo crescendo/explosão/longo crescendo/explosão/por aí adiante. O que, se uma pessoa não estiver num certo e determinado estado de espírito propício à post-rockalhada (estado de espírito esse que também implica a total ausência de um cansaço galopante), e se a envolvente não for adequada e não contribuir para todo esse mood (um espaço fechado, um pequeno auditório ou palco, intimista q.b., por exemplo), acaba por redundar numa bela soneca. E, no meu caso, não estava reunida nenhuma das condições que me permitiriam fruir plenamente da experiência post-rock.
Finalmente, e para terminar o nosso primeiro dia de aventura primaveril, dirigimo-nos ao palco Vice Jägermeister para assistir à prestação dos Vampire Weekend. Contrariamente ao que o hype poderia fazer supor, a banda apresentou-se bastante descontraída e acessível, e sem qualquer tipo de peneiras, vaidades ou afectações, presenteou-nos com um rol de canções alegres e bem esgalhadas, em formato melting pot de culturas e ritmos, conseguindo sacar uns belos pézinhos de dança da larga maioria dos presentes (eu incluída). Gostei! Sem dúvida, uma bela forma de terminar a noite.

Dia 30 - Dia do giro da praxe por Barcelona, aproveitanto o facto de só termos de estar no recinto às 19h30.
Sant Pau, Raval, Hospital, mercat de la Boqueria (ou Sant Josep, fabuloso!), mais ramblas, gazpacho num tasco castiço (a ASAE não entra aqui!), museu de arte contemporânea de Barcelona, Tallers, a Revolver, a CD Drome, mais umas quantas lojas de discos, e deixei-me maravilhar pela cidade! (O Passeig de Gràcia, as patates flamencas fregides, o Dunkin' Coffee e a Sagrada Família - que assombro! - ficariam para o Domingo da partida).
Já chegamos ao recinto um pouco atrasados, uma vez que é tarefa difícil passear por Barcelona sem perder a noção do tempo. Lá demos uma corridinha até ao palco ATP, onde os Pissed Jeans já tinham iniciado as hostilidades. Uma boa dose de atitude punk e um som cru, quase agreste, proporcionaram um grande começo para esse segundo dia.
Seguir-se-ia uma breve paragem na estação Rockdelux, onde Bishop Allen actuava (agradável, bem-disposto, mas não me encheu as medidas), antes do terminal: os No Age. Este duo de rapazes californianos apresenta um espetáculo consistente - onde a experimentação, o noise e o punk de sensibilidade arty são palavras de ordem -, ainda assim com algumas falhas, certamente devidas a alguma 'verdura' e falta de experiência. Serão concerteza colmatadas num futuro não muito distante.
Terminados os No Age, rumámos de volta ao palco ATP para um pouco de Six Organs of Admittance. Um bom concerto, embora um pouco canónico e sem grandes surpresas. E era chegada a hora de fazermos a primeira incursão do dia pelo palco CD Drome, para ver esse grande senhor que é o Bob Mould, com a sua Band. Sem artifícios, artimanhas ou subterfúgios, Mould ofereceu-nos um concerto de rock directo, simples mas extremamente eficaz, mostrando assim que a atitude in your face continua toda lá. Destaco ainda a execução irrepreensível e a voz poderosíssima daquele homem, que quase nos faz pensar que ele nem sequer precisava de microfone.
De seguida teríamos Why?, mas ainda houve tempo para duas curtas passagens pelos palcos onde actuavam os Autolux (dos muitos concertos que vi nesses três dias, posso dizer com segurança que este se encontra entre os três que menos me agradaram: enquanto os ouvia não consegui deixar de pensar em Placebo ou Muse, o que, para mim, nunca foi uma coisa boa - especialmente estes últimos) e Sebadoh (pareceu-me uma prestaçãozinha displicente, mais para encher chouriço e cumprir calendário do que outra coisa qualquer. Mas como pouco vi, não posso falar muito).
O que dizer de Why? (aka os irmãos Wolf, Yoni e Josiah, e Doug McDiarmid)? Ocorre-me o termo 'belo', mas mesmo assim seria um understatement. Uma beleza delicada, feita de pequenos pormenores, que deixa qualquer um com um sorriso nos lábios. Muito difícil de exprimir por palavras: tem que ser visto!
Com grande pena nossa, não pudemos ficar até o fim, uma vez que tínhamos que correr para o palco Vice Jägermeister. Aqui o plano seria assistir a meia hora da actuação de Why?, mais meia hora de Man Man (ambos os concertos tinham início previsto para as 23h30 e, julgávamos nós, durariam cerca de uma hora). Lamentavelmente, os Man Man tocaram pouco mais de meia hora, pelo que conseguimos apenas assistir a cerca de dois temas (nem a insistência de grande parte do público num encore surtiu efeito). Mas o pouco que vimos deixou-nos a salivar por muito mais... Não haverá por aí algum visionário que os traga a Portugal?
Depois desta pequena desilusão, tratámos de ir marcar lugar no palco ATP para os senhores que se seguiriam. Tempo ainda para um cheirinho dos Devo, para ouvir a mítica "Satisfaction", e de Polvo, dos quais eu não retive qualquer memória. Muita informação, muito concerto e a senilidade não perdoa!... Aqui há uns dias o Dan falava-me em "rock musculado", mas é inútil. Não guardei qualquer referência dessa actuação (será Alzheimer precoce?).
Graças ao nosso poder de previdência, conseguimos arranjar um lugar junto à grade, de onde pudessemos assistir condignamente à prestação dos Fuck Buttons. E que prestação essa! Verdade seja dita, Benjamin Power e Andrew Hung pouco se mexem em palco, permanecendo a maior parte do concerto frente a frente, cada um no topo de uma mesa repleta de artefactos electrónicos (um Mac, uma série de pequenos orgãos, o que se queira). O único instrumento convencional: um timbalão, a que Power, esparsamente, recorria. Mas o facto é que os Fuck Buttons não precisam de assumir determinada postura em palco para darem um grande concerto. A sua música fala por si, e a catarse é partilhada por todos.
Após mais um momento grandioso deste Primavera, uma pausa para a refeição, com acompanhamento sonoro a cargo dos The Go! Team, e lá tratámos de nos preparar física e espiritualmente para a actuação dos Om. Devo começar por esclarecer que este era um dos concertos do festival que aguardávamos com mais expectativa. Mas, com grande pena nossa, foi um dos que mais nos desiludiu. Não por culpa da banda - em termos de execução e de performance não há absolutamente nada a apontar -, mas sim devido às péssimas condições de som. O que se passou durante a actuação de Boris, repetiu-se aqui, agravado pelo facto de os Om terem apenas secção rítmica. Como poderão imaginar, a combinação 'graves absurdamente altos' mais 'só baixo e bateria' é, usando um eufemismo, letal. De tal forma que nem o afastamento estratégico do palco e das colunas ajudava. Estando demasiado próximo, o mais certo era sofrer uma lesão timpância ou um AVC; estando a uma distância mínima de segurança, o som percepcionado era enrolado e indistinto, quase como o ruído contínuo produzido por uma qualquer máquina industrial. Já para não dizer que Al Cisneros e Emil Amos mereciam um palco com uma envolvente mais propícia ao mantra. Quanto a mim, espero ter a oportunidade de os rever num local mais propício e com um som condigno, para que este equívoco possa ser desfeito.
(Uma ressalva: já por duas vezes falei aqui das más condições de som durante os concertos de Boris e Om, mas a verdade é que esses foram mesmo os dois únicos concertos em que a qualidade de som estava longe do desejável. Em todos os outros 37 concertos que vimos o som era nada menos que excelente... Os nossos festivais têm realmente muito a aprender com este Primavera Sound!).
E com isto estava praticamente terminado o nosso segundo dia de Primavera. Só mais uma corrida até ao palco Vice Jägermeister para ver os também mui aguardados Holy Fuck, cuja actuação estava prevista para as 4h30 da manhã (ainda hoje me pergunto como consegui...).
Chegados ao nosso destino, já o relógio caminhava a passos largos para as 5h, qual não é o nosso espanto quando no palco, em vez dos Holy Fuck, vemos uma figura histriónica, que parecia enquadrar-se melhor numa qualquer festa pastilhada em Ibiza do que, propriamente, no Parque do Fórum... Era o chato do El Guincho, com a sua música igualmente chata, que apesar do atraso ainda continuava a insistir "Una más?" e, mesmo sem grande resposta por parte do público, parecia ter um grave problema em afastar-se das luzes da ribalta.
Tudo bem que o tipo até é espanhol, e nisso há que dar o braço a torcer aos nuestros hermanos, porque eles têm muito orgulho neles próprios... Mas caramba!! O tipo era uma melga de todo o tamanho!!... E vejam lá se deixaram os Man Man fazer um encore perante um público sedento e suplicante?!... Enfim, passando à frente: Holy Fuck. Mais um grande concerto de electrónica, desta feita em formato analógico. É verdadeiramente fantástico ver estes tipos trabalharem em palco, e fazerem a sua música sem recorrer a um único computador ou sintetizador. Conseguiram pôr toda uma plateia em alvoroço, de tal forma que proporcionaram um dos finais mais apoteóticos de que há memória: uma invasão de palco por parte de largas dezenas dos presentes, tudo num espírito de verdadeiro divertimento. Glorioso! E mais um dia terminado em beleza.

Dia 31 - Terceiro e último dia, e os três motivos que, desde logo, me fizeram salivar por esta edição do Primavera Sound: Les Savy Fav, Menomena e Kinski.
Foi dia de ficar na cama até mais tarde, em repouso absoluto. O Dan ainda foi à cata de um par de ténis para comprar, mas nem com o argumento "Vamos àquela loja de BD que eu te falei, que tem cenas da SLG aos molhos!" me conseguiu convencer. O cansaço, que já se vinha acumulando, era muito, e queria guardar a pouca força anímica que me restava para mais um dia de concertos, que se esperavam grandiosos.
A ronda de concertos iniciou-se no auditório do Fórum, naquela que seria a nossa primeira incursão nesse espaço. Após alguma dificuldade em encontrar o local de entrada, que acabou por nos custar algum atraso, lá nos sentamos confortavelmente para assistir à prestação dos Bon Iver. Uma actuação pungente, majestosa, que não obstante a presença sóbria e recatada de Justin Vernon e companhia em palco, conseguiu comover mesmo os mais empedernidos com a sua folk de toada emotiva. Belíssimo. Seguir-se-ia, ainda no mesmo espaço, essa grande-pequena senhora que dá pelo nome de Scout Niblett e, que num registo também ele bastante despojado e intimista, inundou todo o auditório com ondas de suaves melodias, que alternavam com a crispação de autênticos delírios noise. Tudo comandado pela poderosíssima e inconfundível voz de Niblett, "ora amarga, ora doce". Foram duas excelentes escolhas para actuar no auditório.
Feitas as despedidas do auditório (os Young Marble Giants foram a baixa calculada do festival), era hora de nos dirigirmos ao palco Vice Jägermeister para ver Atlas Sound. Em formato one-man show, Bradford Cox, acompanhado pela sua guitarra e algum equipamento electrónico, mostrou-se desinibido e extremamente comunicativo, partilhando com todos os presentes, para além das suas paisagens sonoras habilmente engendradas, a sua simpatia e boa disposição, regadas com uma boa dose de sarcasmo. Sem dúvida, o Mr. Congeniality deste Primavera.
Ainda houve tempo para uma breve passagem pelo palco Estrella Damm, para um pouco de Okkervil River, que serviu para confirmar o meu crescente amor pela banda. Infelizmente, a passagem teve mesmo que ser muito breve, pois, logo a seguir, havia Lightspeed Champion no palco Vice 'néctar dos deuses' Jägermeister. Devo dizer que tinha algumas reservas quanto a este concerto, em particular quanto à pessoa de Devonte Hynes (aquela melena nunca me inspirou confiança...). Mas mau-gosto capilar à parte, o facto é que Hynes (bastante despretensioso, ao contrário do que se poderia supor) e sua banda nos proporcionaram cerca de 40 minutos de boa música pop, refrescante e bem urdida, com direito ainda a um medley de alguns temas da saga "Star Wars", que me deixou à beira das lágrimas (convém aqui esclarecer que a minha primeira opção de carreira era ser cavaleira Jedi, mas acabei por me decidir pela Biologia... Actualmente, não sei qual das duas seria mais realista, mas algo me diz que, como Jedi, me teria safado melhor... Adiante). Nada como ter conhecimento de causa para provar que estamos errados!
Posto isto, chegava a hora de um dos momentos mais aguardados desse dia e, quiçá, de todo o festival: os Kinski. Mais uma vez agarradinhos à grade do palco ATP, assistimos a uma soberba prestação da banda de Seattle que, no dia de aniversário da baixista Lucy Atkinson, nos presenteou com o melhor do seu stoner-sludge-noise-space-prog-post-rock. Expectativas mais que superadas!
E como não há uma sem duas (nem duas sem três, mas sobre a terceira falarei mais adiante), seguir-se-iam os Menomena. Quem me conhece, sabe a adoração que eu tenho por esta banda... Quem não me conhece, imagina. Portanto, escusado será dizer que, mesmo que o concerto fosse uma merda (que não foi, nem de perto, nem de longe!), iria ser, pelo menos para mim, um dos melhores do festival. E foi, de facto. Segundo melhor. Não por mim, mas por mérito da banda.
Num set que percorreu "Friend and Foe" quase na sua totalidade (álbum de 2007 aqui para o je), à excepção do primeiro tema interpretado, retirado de "I Am the Fun Blame Monster!", os Menomena proporcionaram uma experiência sensorial verdadeiramente sublime, daquelas que se guardam com muito amor e carinho, para mais tarde contar aos netinhos. Reconheço que por vezes é difícil transpor toda a riqueza musical da banda num espetáculo ao vivo, mas o facto é que eles conseguiram contornar esse obstáculo com a maior das elegâncias. Foi a definição do sonho tornado realidade!
Entretanto, tempo para mais uma curta, desta vez pela mão dos Mission of Burma (o pouco que vi não me agradou particularmente, dado que me pareceu uma actuação 'chapa-cinco'), ao que se seguiriam os grandes Shellac.
Mostrando que ser um dinossauro nem sempre é sinónimo de perda de relevância, Albini (sardónico como sempre) e sus muchachos apresentaram-nos um concerto de rock abrasivo, em que a mestria técnica era pedra-de-toque. Agradou tanto aos indefectíveis, como aos menos familiarizados com o trabalho da banda.
Assim, era chegada a altura do terceiro, e último, grande momento do dia (que, por essa altura, já se tinha transformado em noite). Apenas um reparo: se nunca viram Les Savy Fav ao vivo, acreditem que estão a desperdiçar as vossas vidas por completo. Tudo graças a Tim Harrington.
Tim Harrington que se misturava com o público para aplaudir e curtir o rock. Tim Harrington, o homem vestido de canas, qual nativo de um qualquer país exótico. Tim Harrington, o fanático dos vídeos de aeróbica dos anos 80. Tim Harrington, o karateca de peruca branca que ora despejava vodka negro por si abaixo, ora lançava confettis pelo palco (para logo depois enfiar um saco de plástico na cabeça). Tim Harrington, o super-herói da capa roxa. Tim Harrington, que conseguiu pôr toda uma plateia a rebentar pelas costuras a dançar em simultâneo, da forma mais tresloucada possível e imaginável. Tim Harrington, 'O' animal de palco por excelência. Único e inimitável. Vão por mim: vejam um concerto de Les Savy Fav... Façam o que for preciso, matem, esfolem, estripem, mutilem, mas vão vê-los ao vivo! "Puto conciertazo" indeed!
Talvez animados pela estrondosa actuação dos 'Fav, ainda conseguimos resgatar uns resquícios de energia para assistirmos a uns breves momentos das prestações de Animal Collective e Awesome Color, mas qualquer uma das duas deixou, quanto a mim, muito a desejar. Era a minha estreia num concerto de Animal Collective, e devo confessar que me agradam bastante alguns dos primeiros trabalhos da banda. Mas aquilo que se ouviu no palco Estrella Damm foi algo excessivamente techno-beat, nada orgânico, que ficou muito aquém dos melhores registos da banda. Quanto aos Awesome Color, "Electric Aborigines" ainda provocou uns quantos esgares de satisfação aqui por estes lados, mas aquele concerto algo banal pura e simplesmeste não me convenceu... Convenha-se que os Les Savy Fav também tinham deixado a fasquia demasiado alta.

E assim terminou a nossa primeira edição do Primavera Sound. O saldo foi extremamente positivo, e, apesar da exaustão, apenas lamentámos que os três dias tivessem passado tão rápido. Se o nível de qualidade se mantiver, será concerteza uma experiência a repetir.
Fica ainda o sonho - acicatado por uns flyers que estavam a ser distríbuidos no Parc del Fòrum - de nos deslocarmos a terras de Sua Majestade entre 11 e 13 de Julho deste ano, para um tal de Supersonic Festival (aceitam-se donativos)... A aventura continua?

P.S.: Depois disto, qualquer festival de Verão português me irá parecer muito pequenino...

June 15, 2008

title tk #5

Cult of Luna - "Eternal Kingdom" (16.06.2008, Earache)
Tracklist:
1. "Owlgod"
2. "Eternal Kingdom"
3. "Ghost Trail"
4. "The Lure (Interlude) "
5. "Mire Deep"
6. "The Great Migration"
7. "Österbotten"
8. "Curse"
9. "Ugín"
10. "Following Betulas"
MySpace


Black Kids - "Partie Traumatic" (07.07.2008, Almost Gold)
Tracklist:
1. "Hit the Heatbreakes"
2. "Partie Traumatic"
3. "Listen to Your Body Tonight"
4. "Hurricane Jane"
5. "I'm Making Eyes at You"
6. "I've Underestimated My Charms (Again) "
7. "I'm Not Gonna Teach Your Boyfriend How to Dance With You"
8. "Love Me Already"
9. "I Wanna Be Your Limousine"
10. "Look at Me (When I Rock Wichoo)"
MySpace


Ratatat - "LP3" (07.07.2008, XL Recordings)
Tracklist:
1. "Shiller"
2. "Falcon Jab"
3. "Mi Viejo"
4. "Mirando"
5. "Flynn"
6. "Bird-Priest"
7. "Shempi"
8. "Imperials"
9. "Dura"
10. "Bruleé"
11. "Mumtaz Khan"
12. "Gipsy Threat"
13. "Black Heroes"
MySpace
Download "Shiller", "Mirando"


Abe Vigoda - "Skeleton" (08.07.2008, Post Present Medium)
Tracklist:
1. "Dead City/Waste Wilderness"
2. "Bear Face"
3. "Lantern Lights"
4. "Whatever Forever"
5. "Animal Ghosts"
6. "Cranes"
7. "Live-Long"
8. "The Garden"
9. "Hyacinth Girls"
10. "World Heart"
11. "Gates"
12. "Visi Rings"
13. "Endless Sleeper"
14. "Skeleton"
MySpace
Download "Skeleton"


Conor Oberst - "Conor Oberst" (04.08.2008, Merge/Wichita)
Tracklist:
1. "Cape Cañaveral"
2. "Sausalito"
3. "Get-Well-Cards"
4. "Lenders in the Temple"
5. "Danny Callahan"
6. "I Don't Want to Die (in the Hospital)"
7. "Eagle on a Pole"
8. "Moab"
9. "NYC - Gone, Gone"
10. "Valle Místico (Ruben's Song)"
11. "Souled Out!!!"
12. "Milk Thistle"
MySpace


The Fiery Furnaces - "Remember" (19.08.2008, Thrill Jockey)
Tracklist:
Disco 1:
1. "Intro"
2. "Blueberry Boat"
3. "Single Again"
4. "Two Fat Feet"
5. "Don't Dance Her Down"
6. "Single Again (Reprise)"
7. "Wicker Whatnots"
8. "Little Thatched Hut"
9. "I'm in No Mood"
10. "Black-Hearted Boy"
11. "Bitter Tea"
12. "Waiting to Know You"
13. "Vietnamese Telephone Ministry"
14. "Oh Sweet Woods"
15. "Borneo"
16. "Benton Harbor Blues"
17. "Japanese Slippers"
18. "Benton Harbor Blues (Reprise)"
19. "Whistle Rhapsody"
20. "Crystal Clear"
21. "Whistle Rhapsody (Reprise)"
22. "Teach Me Sweetheart"
23. "Evergreen"
24. "Bitter Tea (Reprise)"
Disco 2:
1. "Chris Michaels"
2. "Quay Cur"
3. "My Dog Was Lost But Now He's Found"
4. "Spaniolated"
5. "Name Game"
6. "Birdie Brain"
7. "1917"
8. "Slavin' Away (Intro)"
9. "Tropical Ice-land"
10. "Asthma Attack"
11. "Tropical Ice-land (Reprise)"
12. "The Wayward Granddaughter"
13. "The Garfield El"
14. "A Candymaker's Knife in My Handbag"
15. "Forty-Eight Twenty-Three Twenty-Second St."
16. "Slavin' Away"
17. "Seven Silver Curses"
18. "Clear Signal From Cairo"
19. "I'm Gonna Run"
20. "Here Comes the Summer"
21. "Chief Inspector Blancheflower"
22. "Automatic Husband"
23. "Ex-Guru"
24. "Clear Signal From Cairo (Reprise)"
25. "Philadelphia Grand Jury"
26. "Navy Nurse"
27. "Uncle Charlie"
MySpace

June 14, 2008

weeeee!! já está a caminho...

Date: Jun 12, 2008
Order Number: INS(...)

The following items from your Annex order have been shipped:
1 - Wolf Parade - At Mount Zoomer PRE-ORDER (CD)


Your card has been charged $20.24.

Your order is now complete.

June 13, 2008

sinais do apocalipse #5

Bombas sem gasolina (e a pouca que resta custa o seu peso em platina - onde é que o ouro já vai!), prateleiras dos supermercados quase vazias, um país à beira do colapso e o povo o que faz? Agarra-se a pequenos e grandes ecrãs, suspira com o Cristiano Ronaldo, delira com cada vitória de Portugal e sai à rua para celebrar, como se da final do campeonato se tratasse. Como se o futuro do país e a felicidade de toda uma nação estivessem em jogo naquele relvado.
Não sei se será uma espécie de bipolaridade colectiva, mas o facto é que há algo de muito errado com esta gente. Wake up and smell the coffee, people!!

e ainda... mais concertos!

Parece que os tempos que se avizinham serão férteis em barulho.
Já no próximo dia 17, Today Is the Day (na foto), Jucifer (na foto), Complete Failure e Four Question Marks têm presença marcada no MusicBox, em Lisboa, após o que rumarão ao Porto, para uma actuação no Metalpoint no dia seguinte.

MySpace Today Is the Day
MySpace Jucifer
MySpace Complete Failure
MySpace Four Question Marks


No dia 28, e em data única no nosso país, é a vez dos Sightings (na foto) e Jooklo Duo darem um ar de sua graça no Museu do Chiado, num sarau nocturno da Filho Único.
Vão preparando os ear plugs!

MySpace Sightings

Site oficial Jooklo Duo

June 11, 2008

só para dizer...

Que ainda ando por aqui.
Estou há dois dias a escrever um textozinho acerca do Primavera Sound, portanto preparem-se para um longo testamento. E entre um casório, mais um concerto, muito descanso e as minhas obrigações diárias, não tem sobrado tempo para muito, de forma que as pendências bloguísticas se têm vindo a acumular.
Há ainda duas 'reportagens exclusivas' no prelo, relativas aos concertos de Boris e Sunset Rubdown, e mais uma série de assuntos que, entretanto, ficaram em standby.
Pronto. Era só para fazer o ponto de situação. Stay tuned...

June 5, 2008