June 29, 2007

sbsr, 1º assalto

(foto de Manuel Lino para o IOL Música)

Já tinha dito que gosto de barulho? Que aprecio música 'zangada'?

Em poucas palavras, o que se passou ontem foi o seguinte: não sei porque razão misteriosa, o início dos concertos que estava, desde há semanas, previsto para as 17h, foi adiantado para as 16h. O que me valeu uma falta de presença em Men Eater. Concerteza que deverá ter sido muito bom, é pena é eu não ter lá estado!

Blood Brothers... O que dizer relativamente a Blood Brothers? Ocorre-me a palavra indignação. Indignação por essas mentes brilhantes que acharam que seria uma boa metê-los a encher chouriços. Indignação porque o público dos festivais ainda não percebeu que os cartazes não são feitos com a intenção de agradar exclusivamente a um único grupinho/tribo/crew (também nunca percebi muito bem essa gente que assiste a um concerto do qual não está a gostar. Porque é que não se retiram de uma forma elegante e aproveitam para beber mais uns canecos? Será que lhes dá gozo desrespeitarem uma banda e as pessoas que a estão a apreciar?). E, finalmente, indignação porque o som estava miserável, o que lhes custou tudo o que fosse voz e cordas. Estou muito indignada, portanto... O que vale é que eles até são uns tipos bastante bem dispostos (vide Frases do Dia).

Mastodon foi sublime! Tecnicamente perfeitos e vocalmente irrepreensíveis. Originais e criativos como muito poucos no mesmo espectro conseguem ser. Muito pouco tempo para uma banda que merecia um lugar de maior destaque num cartaz em que pontuaram velhos esqueletos carunchosos ou subprodutos de um hype há muito desaparecido, que actualmente não acrescentam nada de novo ao panorama musical (isto deve ter qualquer coisa que ver com aquela questão do respeito pelos idosos). E excuso-me a perorar mais acerca daquilo que não gosto (diga-se em abono da verdade que também não permaneci lá muito tempo após o fim da prestação dos Mastodon). E não esquecer o grande ensinamento do dia: quando eles cá voltarem em Novembro para a prenda de anos, talvez não seja má ideia ir resgatar as Getta Grip à arrecadação.

Frases do dia:
"We're the Blood Brothers, for all you non-assholes out there."
"What does that mean in Portugal? Is it 'I love you'? Is it 'I suck cock'?"

E o melhor está ainda para vir...

June 25, 2007

é muito injusto!

É justamente no único ano em que eu não consigo tirar férias no Verão que o Sudoeste se apresenta com um cartaz muito decente. E é por estas e por outras que eu sou uma mulher profundamente revoltada!

2 DE AGOSTO

PALCO TMN
Damian Marley
Editors
Gilberto Gil
Mayra Andrade
I'm From Barcelona
Cassius (After-Hours)

TENDA PLANETA SUDOESTE
Rui Vargas
The Noisettes
Camera Obscura
Ojos De Brujo

3 DE AGOSTO

PALCO TMN
Cypress Hill
The Cinematics
Just Jack
Outlandish
Armandinho
Buraka Som Sistema (After-Hours)

TENDA PLANETA SUDOESTE
Mary Ann Hobbs
Bonde Do Rolé
Data Rock
Balla
Os Lambas
Nastio

POSITIVE VIBES
General Levy + Robbo Ranx
Steel Pulse
Soldiers Of Jah Army
Manif3stos

4 DE AGOSTO

PALCO TMN
Groove Armada
The Streets
Sam The Kid
Sérgio Godinho
Air Traffic
Australian Pink Floyd (After-Hours)

TENDA PLANETA SUDOESTE
Koop
Patrick Wolf
Sondre Lerche
Sonic Junior
Vanessa Da Mata
Tiago Bettencourt
Eta Carinae

POSITIVE VIBES
Sounds Portugueses
Saian Supa Crew
Martin Jondo
Stepacide

5 DE AGOSTO

PALCO TMN
James
Mika
Phoenix
Razorlight
Babylon Circus

TENDA PLANETA SUDOESTE
The National
Of Montreal
Trail Of Dead
Tara Perdida
2008
Rui Vargas
Stereo Addiction

POSITIVE VIBES
Pow Pow Movement
Tiken Jah Fakoly
Yellowman
Alioune K

June 21, 2007

sobre a dor, a condição feminina e coisas afins (um post fútil, portanto)

Hoje acordei com duas bolhas deveras incomodativas e de extremo mau aspecto nos meus pequenos porquinhos (nos pés não se chamam dedos mindinhos, pois não?). Tudo isto porque ontem resolvi fazer um segundo test-drive às minhas novas a fabulosas sabrinas vermelhas às florzinhas, após uma primeira tentativa bastante infeliz. Dessa vez não foram bolhas, mas sim calcanhares em carne viva, o que me privou de uma ou duas semanas do meu caminhar normal.
Será talvez apropriado referir que as minhas fantásticas sabrinas, embora não pareçam, são feitas de titânio (ou se calhar parecem mas não são) e que o meu andar normal talvez não seja assim tão normal. Adiante...

Este intróito serviu para lançar aqui a seguinte questão: Se isto acontece com umas míseras sabrinas rasinhas rasinhas, ainda assim desconfortáveis, como será então o sofrimento proporcionado por uns pumps, uns stilettos, enfim, uns saltinhos agulha? Por que dores indescritíveis não terão de passar essas mulheres que todos os dias calcorreiam ruas e avenidas montadas nessa espécie de andas? E o mal que isso não faz à coluna? Será que alguém gosta realmente de sentir na pele tal agonia? E porque o fazem? Por gosto não será concerteza. Por muito s&m que se seja é humanamente impossível de suportar. A não ser que sofram de alguma aplasia sensorial, a única hipótese que me parece plausível é a de manter uma certa imagem de feminilidade que supostamente será proporcionada por um par de saltos altos.

E como se isto não bastasse, hoje tive mais uma sessão de depilação, que é aquela altura especial em que descubro que tenho partes do corpo que desconhecia por completo e nas quais consigo sentir dor que apenas posso classificar como lancinante.
Lâminas de barbear e cremes depilatórios não são uma opção: comichões, pêlos que não demoram nem dois ou três dias a crescer e que gradualmente se transformam em barba não são uma opção.
Como veêm, a depilação é mais outra daquelas coisas que faz o belo sexo sofrer (e já agora, o feio também, que nisto de modas não se deixam sobreviventes). E no entanto lá continuamos nós a cumprir o nosso ritual masoquista de torcionário e vítima de tempos a tempos. Neste caso nem eu me posso excluir.
Porquê? Porque acho inestética a pilosidade corporal. Pura e simplesmente. Será que com isto já não posso ser feminista? Oh que peninha! As feministas felpudas podem continuar a vomitar as suas bolas de pelo, porque eu tenho aquele péssimo hábito de livre-pensadora e de formar as minhas próprias ideias sem qualquer tipo de consideração pelo dogma instituído. Tanto abomino ver uma mulher com excesso de pêlo, como um homem. Aí sou coerente (aí e em pouco mais, diga-se...), porque não me parece que a estética seja uma questão de sexo. Da mesma forma, causa-me extrema confusão um homem ou uma mulher sem uma única sombra de penugem no corpo. Porque eu também não sou de extremos. Há pêlos e pêlos, há zonas para os ter e zonas para os não ter.

Toda esta prosápia para concluir que as coisas aqui funcionam de uma forma muito simples: saltos altos nunca; depilação sempre que for necessária. É tudo uma questão de duração. Uma hora de sofrimento em troca de dois, três ou mais meses sem pelagem sim, tudo bem, até compensa. Agora, um dia inteiro de agonia, que se irá prolongar por mais uns quantos dias de mau-estar e incómodo, só para se parecer mais alta e que se tem umas pernas bem torneadas, não muito obrigada, dispenso.
Vá, pensem nisto gajas.

playlist para mais um agradável serão passado no recato do lar #1

Botch – “Japam”
Cavity – “Supercollider”
Some Girls – “Beautiful Rune”
The Dillinger Escape Plan – “43% Burnt”
Breach – “Old Ass Player”
Cave In – “Juggernaut”
Burnt By The Sun – “You Will Move”
Isis – “Deconstructing Towers”
5ive – “Burning Season”
Cable – “Wings of Hope”
Harkonen – “We’ve Come for Your Daughters”
Drowningman – “The Truly Dangerous Nature of a Man Who Doesn’t Care if He Lives or Dies”
The Judas Factor – “Beauty Mark”
Mínus – “Electra Complex”
Neurosis – “The Doorway”
Morning Again – “Stones”
Agoraphobic Nosebleed – “Bitch’s Handbag Full of Money”
The Locust – “Anything Jesus Does I Can Do Better”
Catharsis – “Sabbat”
Circle Takes the Square – “Same Shade As Concrete”
Thrones – “Senex”
Kayo Dot – “Gemini Becoming the Tripod”
Boris – “Electric”
Daughters – “Recorded Inside A Pyramid”
Khanate – “Release”

Nota: O volume deverá estar no máximo para potenciar o efeito pretendido. Hoje deu-me para a violência, não há nada a fazer.

June 18, 2007

vai uma aposta?

Próximos singles para o novo dos Rato Modesto: “Florida” e “Steam Engenius” (quanto é que me pagam se eu acertar?).

Enquanto aguardamos a confirmação, fica aqui um entretem...

há que ter um certo critério

Criteria

Não diria que o senhor é um génio. Nem sequer diria que tudo o que o senhor toca se transforma em ouro. Diria sim que ele está lá muito perto. Terrivelmente perto, aliás.
As evidências são avassaladoras: após ter cursado com nomes mais ou menos sonantes como The March Hares, Slowdown Virginia, Smashmouth e a formação inicial dos Cursive, o senhor segue o seu caminho para formar os gloriosos The White Octave (que, à época, fizeram parte de uma das minhas tríades de eleição, conjuntamente com Desaparecidos e Pilot to Gunner). Mais tarde, com o seu curso de Direito terminado, o senhor resolve pôr um ponto final na carreira dos White Octave e dar início a um novo projecto a solo, mais tarde transformado oficialmente em banda, os Criteria.

Com uma apetência particular para um certo post-hardcore de cariz mais college indie-rock (vamos lá ver se nos entendemos, eu nunca disse que não gostava de college rock. Apenas não gosto da maioria das coisas que se propiciam a ser classificadas como tal), o senhor realmente tem cometido muito poucos erros.
De facto, o senhor conseguiu algo de admirável. Soar genuinamente (norte)americano, sem ser demasiado angsty nem demasiado folky. Sem ser demasiado underground nem demasiado mainstream. Mais do que isso, o senhor Stephen Pedersen conseguiu algo ao alcance de muito poucos. Soar e ser brutalmente honesto.

A rodar no estéreo...
Criteria – “En Garde” (2003, Initial)
Criteria – “When We Break” (2005, Saddle Creek)
The White Octave – “Menergy” (2001, Initial)

Numa de nostalgia, complementar com...
Desaparecidos – “Read Music/Speak Spanish” (2002, Wichita)
Pilot to Gunner – “Games At High Speeds” (2000, Gern Blandsten)

June 8, 2007

a trilha de mortos

Isto é que são grandes notícias: ...And You Will Know Us By the Trail of Dead em Portugal. Agora a data e o local apontados é que não são nada animadores: dia 5 de Agosto no Festival Sudoeste... Oh não!

June 4, 2007

the oaktrees

Descobri hoje, com um dia de atraso, que, neste país, tenho cerca de 208.000 'primos' em grau mais ou menos variável. Somos muitos é o que eu vos digo, somos muitos!

June 3, 2007

oferta de emprego (sim, ela existe! rejubilem!)

A revista Time (reparem só na peneira!) de 28 de Maio deu-me uma ideia fantástica para um novo negócio, um nicho de mercado ainda por explorar, para o qual estou oficialmente à procura de colaboradores.
O conceito é o seguinte: um serviço que oferece aos estudantes a possibilidade de contornarem a questão dos trabalhos de pesquisa, monografias, relatórios, artigos científicos, recolhas bibliográficas, entre outros, que os tolos dos professores (esses tipos não sabem mesmo o que fazem!) lá os vão obrigando a fazer.
A solução que este serviço propõe é simples: mediante o pagamento de uma quantia que pode ir desde 7,50€ até 22,50€ por página, dependendo do grau de urgência, um grupo de colaboradores altamente qualificados (ou nem por isso) dispõe-se a efectuar essas tarefas no lugar do aluno, fornecendo-lhe um um trabalho rigoroso, aprofundado e redigido de uma forma cuidada e adequada à cadeira ou disciplina em questão, que poderá ser entregue, sem qualquer receio, mesmo ao professor mais exigente. A garantia é de excelência, o 20 é a meta pretendida.
Assim, alguns dos requisitos indispensáveis aos colaboradores serão um razoável domínio da língua portuguesa, uma grande dose de pachorra para passar horas infindas a fazer pesquisa bibliográfica e a compilar informação, e, acima de tudo, o serem criaturas totalmente amorais e sem qualquer espécie de princípios, tal como os estudantes que solicitam os seus serviços. Uma boa média de curso é um factor preferencial mas não é critério de exclusão; importante sim é possuir e demonstrar o dom do chicoespertismo.
Deixem as vossas candidaturas (com carta de motivação e CV) nos comentários.