December 31, 2007

vamos lá testar a cultura musical da malta! #4

E finalmente…

4ª série:

19. Dan Boeckner tem uma namorada e companheira de andanças musicais. Ela chama-se...?

20. “Blessed be the doctor and blessed be the nurse, blessed be the coachman who put me in the hearse, blessed be the blessing and blessed be the curse.”... Qual a música e o nome da banda?

21. Qual o nome do mítico estúdio em que foram/são gravados a grande maioria dos álbuns editados pela Dischord?

22. Qual o nome da primeira incarnação da banda portuguesa Katabatic?

23. Qual o nome de uma banda belga de noisecore, que é também título de um álbum de Neurosis?

24. “Hey, let’s cross the sea and get some culture. Red wine with every meal and absinthe after dinner.”... Qual a música e o nome da banda?

Fico a aguardar os vossos e-mails com as respostas, até às 23h59 do próximo dia 7 de Janeiro. Boa sorte a todos!

25 melhores... discos de 2007 (+ 5 EPs)

Depois de muito pensar, repensar, matutar e de uma sessão de intensa meditação transcendental, lá me consegui decidir relativamente à lista dos 25 melhores discos de longa duração do ano, mais 5 EPs.
A escolha foi difícil. O leque de opções era variadíssimo e as propostas, todas elas, deveras interessantes. The National, Grails, The Besnard Lakes, Oxbow, Band of Horses, Clouds, Meneguar, xbxrx, Minsk, Liars, Mary Timony ou The Rakes são só alguns exemplos dos diversos nomes que, com grande pena minha, não chegaram à selecção final. Mas "valores mais altos se levantaram".
Assim, e sem mais delongas, aqui vos deixo com o supra-sumo, a fina-flor, os 25 melhores álbuns do ano de 2007:
25. Frog Eyes - "Tears of the Valedictorian" (Absolutely Kosher)
24. Grinderman - "Grinderman" (Mute)
23. The Ponys - "Turn the Lights Out" (Matador)
22. The Locust - "New Erections" (Anti)
21. Deerhunter - "Cryptograms" (Kranky)
20. Pelican - "City of Echoes" (Hydra Head)
19. Alex Delivery - "Star Destroyer" (Jagjaguwar)
18. Om - "Pilgrimage" (Southern Lord)
17. Antelope - "Reflector" (Dischord)
16. Black Lips - "Good Bad Not Evil" (Vice)
15. Holy Fuck - "LP" (Young Turks)
14. Pissed Jeans - "Hope for Men" (Sub Pop)
13. Sunset Rubdown - "Random Spirit Lover" (Jagjaguwar)
12. Yeasayer - "All Hour Cymbals" (We Are Free)
11. Kinski - "Down Below It’s Chaos" (Sub Pop)
10. Maserati - "Inventions for the New Season" (Temporary Residence)
9. !!! - "Myth Takes" (Warp)
8. Neurosis - "Given to the Rising" (Neurot)
7. Battles - "Mirrored" (Warp)
6. Parts & Labor - "Mapmaker" (Jagjaguwar/Brah)
5. The Forms - "The Forms" (Threespheres/The Rebel Group)
4. Handsome Furs - "Plague Park" (Sub Pop)
3. Les Savy Fav - "Let’s Stay Friends" (Frenchkiss/Wichita)
2. Modest Mouse - "We Were Dead Before the Ship Even Sank" (Epic)
1. Menomena - "Friend and Foe" (Barsuk)

+ 5 EPs:5. Katabatic - "Vago" (Edição de autor)
4. Jesu - "Lifeline" (Hydra Head)
3. Holy Molar - "Cavity Search" (Three.One.G)
2. Yeah Yeah Yeahs - "Is Is" (Polydor)
1. Torche - "In Return" (Robotic Empire/Rock Action)

December 30, 2007

25 melhores... discos de 2017

Após ter consultado o Professor Karamba, a Professora Doutora Cirurgiã Dentista Aviadora Ministra Engenheira Astróloga Biscateira Excelentíssima Maya e aquele outro senhor do Oráculo de Bellini, cujo nome não me recorda agora... Depois de ter feito centenas de leituras a tudo o que fossem bolas de cristal, búzios, folhas de chá, vísceras de cordeiro, runas, cartas de tarot e dos baralhos com os quais se joga à Sueca no jardim do Príncipe Real, e não esquecendo as longas conversas com os espíritos da Lady Di, de Winston Churchill, Salazar, Marie Curie, Ghengis Khan, Conan o Bárbaro, He-Man, Capitão América, Florbela Espanca, O Fantasma do Natal Futuro (e o da Ópera também) Marquês de Pombal, Kurt Cobain e do Sr. Abílio da mercearia (que me revelou, em rigoroso exclusivo, fazer-se passar por Jesus Cristo quando fala com a Alexandra Solnado... Parece que o espírito do senhor lá tem uma paixoneta por ela, e a única forma que encontrou para lhe chamar a atenção foi fazer-se passar por Jes... Bom, mas isto já são outras estórias que não vêm aqui ao caso!), após tudo isto, eu tive uma visão do futuro!
Sim, meu amigos! Ouviram bem: uma visão do futuro! Mais precisamente do ano de 2017. Justamente, daqui a 10 anos. Nessa visão foi-me revelado, entre outras coisas, o panorama musical de todo esse ano.
E é assim, estimados leitores, que eu levanto uma pontinha do véu dessa criatura incerta e misteriosa que é o futuro, e vos revelo aqui, em primeiríssima mão, aqueles que irão ser os 25 melhores discos de 2017.

25. Arcade Fire - "Neon Koran"
24. The Strokes - "This Is It"
23. White Stripes - "Red Blood Cells"
22. Mastodon - "Blood Plains"
21. Neurosis - "Given to Decay"
20. Parts & Labor - "We Have a GPS Now"
19. Yeah Yeah Yeah - "Was Was"
18. Radiohead - "In Shades of Grey"
17. Björk - "Volta... This Time for Real!"
16. Maxïmo Park - "Their Unearthly Pleasures"
15. Klaxons - "Myths of a Distant Past"
14. These Arms Are Snakes - "Christmas"
13. The Locust - "New Erectile Disfunctions"
12. PJ Harvey - "White Noisy Guitars"
11. Modest Mouse - "We Died in the Shipwreck But Kept Writing Music from the Beyond"
10. Boris - "Red with a Dash of White"
9. Oneida - "Happy Birthday"
8. The Mars Volta - "Oscarroya Viellatika the Deaf"
7. Isis - "In the Absence of Lies"
6. Sunn 0))) - "Black Five"
5. Menomena - "Enemy and Friendly"
4. Wolf Parade - "God Save Queen Oaktree"
3. Helmet - "We’ve Finally Managed to Make a Decent Album After the Reunion"
2. TV on the Radio - "Farewell to Cookie Mountain"
1. Fugazi - "The Counterargument"

December 29, 2007

vamos lá testar a cultura musical da malta! - a lista de prémios!

Tal como prometido, aqui fica a lista de discos, da qual o ilustre vencedor deste passatempo poderá escolher o seu prémio (relembro que o prémio é um, e apenas um, destes álbuns. Tenho pena, mas a malta também não é rica.).
A lista é bastante diversificada, para ninguém se queixar que este ou aquele estilo ficou de fora.
Agora podem já começar a pensar que prenda tardia é que gostavam de ter no vosso sapatinho.

Alex Delivery - "Star Destroyer"
Band of Horses - "Cease to Begin"
Battles - "Mirrored"
The Besnard Lakes - "...Are a Dark Horse"
Black Lips - "Good Bad Not Evil"
Bright Eyes - "Cassadaga"
Broken Social Scene presents: Kevin Drew - "Spirit If..."
Burial - "Untrue"
Electrelane - "No Shouts No Calls"
Explosions In The Sky - "All of a Sudden I Miss Everyone"
The Fiery Furnaces - "Widow City"
Grails - "Burning Off Impurities"
Grinderman - "Grinderman"
Holy Fuck - "LP"
The Horrors - "Strange House"
iLiKETRAiNS - "Elegies to Lessons Learnt"
Iron & Wine - "The Sheperd's Dog"
Jesu - "Conqueror"
Kinski - "Down Below It’s Chaos"
LCD Soundsystem - "Sound of Silver"
Les Savy Fav - "Let's Stay Friends"
Liars - "Liars"
Magik Markers - "Boss"
Menomena - "Friend and Foe"
Modest Mouse - "We Were Dead Before the Ship Even Sank"
Mono - "Gone: A collection of EPs 2000-2007"
The National - "Boxer"
The New Pornographers - "Challengers"
Okkervil River - "The Stage Names"
Panda Bear - "Person Pitch"
Parts & Labor - "Mapmaker"
Pissed Jeans - "Hope For Men"
PJ Harvey - "White Chalk"
The Ponys - "Turn the Lights Out"
Pterodactyl - "Pterodactyl"
Radiohead - "In Rainbows"
Rilo Kiley - "Under the Blacklight"
Robert Wyatt - "Comicopera"
The Shins - "Wincing the Night Away"
Spoon - "Ga Ga Ga Ga Ga"
Sunset Rubdown - "Random Spirit Lover"
Super Furry Animals - "Hey Venus!"
Tunng - "Good Arrows"
Yeasayer - "All Hour Cymbals"
Zozobra - "Harmonic Tremors"

vamos lá testar a cultura musical da malta! #3

3ª série:

13. “We never talk to him. He never looks quite right. He laughs at us. We just beat him up. What he sees escapes our sight.”... Qual a música e o nome da banda?

14. Qual o nome do álbum de Isis que quase ninguém tem?

15. A que se refere “The Ugly Organ”, título de um álbum de Cursive?

16. Era o local das afamadas matinés de hardcore que nunca começavam a horas, mas a sua característica mais mítica talvez fosse a racha no tecto, que ameaçava ruir a cada sucessiva descarga decibélica... A que antiga sala de espetáculos lisboeta me refiro?

17. Os The Knife têm a fama, José González retirou-lhe o proveito e uma fama ainda maior... A música chama-se?

18. “I will sell the night through. I will celebrate you. By the way I talk about it. By the way I live”... Qual a música e o nome da banda?

December 28, 2007

notas musicais avulsas #6


De acordo com o site oficial da banda, os 65daysofstatic irão fazer a primeira parte do concerto de The Cure, no Pavilhão Atlântico, a dia 8 de Março.
Lá me vão estes tipos obrigar a gastar, no mínimo, 28€!


A revista Harp publicou, na sua edição de Dezembro, as listas dos 10 melhores álbuns de 2007 de acordo com diversos músicos.
Uma das mais surpreendentes talvez seja a de John Darnielle, dos The Mountain Goats. Ora vejam:

1. Bowerbirds - "Songs for a Dark Horse" (Burlytime)
2. Cocorosie - "The Adventures of Ghosthorse & Stillborn" (Touch & Go)
3. Bloody Panda - "Pheromone" (Level Plane)
4. Pig Destroyer - "Phantom Limb" (Relapse)
5. Rotting Christ - "Theogonia" (Season of Mist)
6. Various Artists - "The Kings of Reggae" (Rapster)
7. Foetopsy - "In the Bathroom" (Barbarian)
8. Mayhem - "Ordo ad Chao" (Season of Mist)
9. Missy Higgins - "On a Clear Night" (Eleven/Virgin)
10. Rwake - "Voices of Omens" (Relapse)

Realmente, ele há com cada uma!
Podem consultar todas as listagens dos diferentes artistas aqui e aqui.


Greg Graffin é o líder de uma das mais consistentes e inteligentes bandas punk de sempre, os Bad Religion. Mas Greg Graffin é também professor universitário na UCLA, doutorado em Biologia Evolutiva, que recentemente publicou em livro a sua tese de doutoramento, intitulada "Evolution, Monism, Atheism and the Naturalist World-View.". A primeira edição já esgotou, mas está em preparação uma segunda. Para mais informações, dirijam-se aqui.
Este já tem um lugarzinho reservado na estante, ao lado do meu facsimile da primeira edição do "On the Origin of Species" do Darwin.


Segundo o blog da Hydra Head, o produtor dos álbuns "The Narcotic Story" dos Oxbow (no vídeo) e "Wincing the Night Away" dos The Shins, de seu nome Joe Chiccarelli, encontra-se nomeado para os Grammy's na categoria de Produtor do Ano. Espero que ganhe!


Numa tirada de verdadeiro serviço de utilidade pública, aqui o nAnha (não sei se já tinham reparado que este é o acrónimo para "nos Açores não há açores"... Engraçado, hem?) propõe um pequeno 'Guia de Compras' ao prezado leitor, com algumas sugestões discográficas a preços bastante simpáticos, que poderão ser encontradas em diversas lojas lisboetas, e não só:

The Fiery Furnaces - "Widow City" (CD; 11€; Loja do Pedro Anjos da Feira da Ladra - Morada: Calçada do Duque (Escadinhas do Duque), nº 17A, Lisboa)
Earth - "Pentastar: In the Style of Demons" (Vinil 12''; 15€; Louie Louie)
Minor Threat - "Minor Threat" (Vinil 12''; 10€; Louie Louie)
Howling Bells - "Low Happening" (Vinil 7''; 2,5€; Louie Louie)
The Spinto Band - "Did I Tell You" (Vinil 7''; 2,5€; Louie Louie)
The Shins - "Wincing the Night Away" (CD; 13,95€; Fnac Chiado)
The Fiery Furnaces - "Gallowsbird's Bark", "Blueberry Boat", "Bitter Tea" (CD; todos a 12,95€; Fnac Chiado)
Black Mountain - "In the Future" (Ed. limitada CD; Pre-order; £6,98; Amazon.co.uk)

Do que é que estão à espera?... Toca a esvaziar os bolsos!

December 27, 2007

vamos lá testar a cultura musical da malta! #2

Já só faltam mais duas...

2ª série:

7. É dos Yeah Yeah Yeahs e figurou num anúncio a um perfume. Qual é a música?

8. “Blaspheme the pop. Call out the freaks. Pay off the jockeys. Then call the cops.”... Qual a música e o nome da banda?

9. Qual o nome da banda da qual Bruno Cardoso (The Vicious Five) fez parte, e que também é nome de alimentos congelados?

10. Diz-se que foi ele que pôs a arma na mão de Kurt Cobain, mas isso não passa de um boato inventado por pessoas maldosas que não devem ter mais nada para fazer, para além de coçar a micose! A quem me refiro?

11. “Honolulu Hurricane I knew that you were not insane. Living in the insane world. Smiling like it’s no big deal. Scabby wounds that never heal.”... Qual a música e o nome da banda?

12. Título de uma música de The Smiths, que também dá nome a uma banda de Seattle já extinta?

December 23, 2007

mr. powerbook and sidekick darth maul wish you...

(Ilustração de Natalie Dee)

A Ms. Oaktree prepara-se para rumar ao centro do país, com o fito de entupir o seu sistema cardiovascular com colestrol LDL e triglicéridos, através da ingestão de quantidades industriais de azevias e sonhos de cenoura, e incumbiu-nos, a nós Mr. PowerBook e sidekick Darth Maul, de deixar a todos os leitores, companheiros, amigos e palhaços deste blog esta pequena missiva natalícia.
Voltaremos ao vosso contacto dentro de alguns dias

December 22, 2007

atenção! esta posta dá prenda de natal ao leitor: vamos lá testar a cultura musical da malta! #1

Como é Natal, e eu sinto-me particularmente mãos-largas, resolvi premiar um afortunado leitor deste pasquim, que responda acertadamente a umas quantas perguntinhas relativas à temática musical, com um CD à minha e à sua escolha.
A coisa é relativamente simples, as perguntas também (pelo menos para mim, que as criei! AH AH!). Aqui vão as regras:

- Este questionário musical, passatempo, concurso, ou lá como lhe quiserem chamar, consistirá num total de 24 perguntas, que serão postadas em 4 séries de 6 até ao final do ano, com uma regularidade mais ou menos irregular.

- As respostas deverão ser dadas única e exclusivamente para o e-mail aqui do pasquim, que se encontra ali do lado direito, e apenas após a publicação da última série de perguntas, ou seja, a 4ª (para aqueles que não sabem que a última de quatro é a 4ª... Mas duvido que esses consigam sequer responder à pergunta "Como é que te chamas?"). Todas as respostas dadas antes dessa altura serão desqualificadas, e as deixadas na caixa de comentários serão prontamente apagadas para todo o sempre da memória do Blogger. Resumindo: quero um único mail na minha caixa de correio com todas as 24 respostas do estimado leitor. Tudo o resto será ignorado.

- Respostas incompletas serão consideradas erradas.

- O feliz vencedor será aquele que acertar em todas as 24 questões e, no caso de ser necessário haver um desempate, que seja o mais rápido a enviar o mail com as respostas correctas. Após a publicação da última série de perguntas, têm um prazo de 1 semana (7 dias úteis e inúteis) para me enviarem as vossas respostas, após o que será apurado o vencedor.

- A comunicação da gloriosa vitória será efectuada por mail ao respectivo afortunado. Ser-lhe-ão também cantadas loas aqui no pasquim, por ser portador de uma vasta cultura musical e/ou utilizador exímio do Google (cof, cof...).

- Irei fazer uma selecção de uns quantos discos, de entre os quais o feliz vencedor poderá escolher aquele que deseja receber. Essa lista será aqui postada após a publicação da 3ª série de perguntas, só para vos adoçar o bico.

- Isto é mesmo verdade! Eu vou mesmo oferecer um disco a quem acertar nesta catrefa de perguntas! Aliás, tenho aqui um representante do Governo Civil ao meu lado que não me deixa mentir!... Lá por ter bigodes, pelo amarelo, garras compridas e se chamar Pantufa não é menos representante do Governo Civil que os outros!! (Puque quando eu minto ele arranha e faz dói-dói munto gande!).

- Dúvidas, críticas, sugestões, questões existenciais ou médicas podem ser deixadas na caixa de comentários ou enviadas para o mail. Não dou pistas para as perguntas, portanto nem vale a pena tentarem (mãos-largas ainda vá... Mas não é isso que vai fazer de mim uma boa pessoa!).


Passando então ao que interessa. As perguntas...

1ª série:

1. Qual o nome da banda portuguesa, da qual um dos membros faleceu após um trágico atropelamento na 2ª Circular, em Lisboa?

2. Entre os Minor Threat e os Fugazi, existiram os...?

3. Qual o 15º melhor álbum de 2007 de acordo com a revista Harp? (Para os interessados, em 1º ficou “The Stage Names”, dos Okkervil River)

4. “The best things last a lifetime (I have no mind). When you age I will not change (I have no mind). I think I’ll be around forever if you don’t mind.”... Qual a música e o nome da banda?

5. Qual a presumível origem do nome da banda norte-americana Menomena (para além da óbvia contracção das palavras men e phenomena)?

6. “Things rang of stories greek. I didn’t want it, you gave me deity. It was you. Yeah all for you.”... Qual a música e o nome da banda?


Agora toca a pôr esse(s) neurónio(s) (cof, cof... Google... cof, cof...) a funcionar!

December 21, 2007

25 melhores...discos de há 10 anos atrás

Porque não há season mais silly que esta do Natal/Fim-de-ano, pelo menos no que à indústria musical diz respeito.
Vejamos as evidências: compilações manhosas de Natal a rodos; listas, listas e mais listas... os piores, os melhores, os assim-assim, nesta época tudo é escrutinado ao mais ínfimo pormenor; e quanto a lançamentos minimamente interessantes/relevantes, nicles batatóides, nem vê-los!
Assim, e para não fugir ao espírito da saison, gostaria de vos deixar aqui com uma breve retrospectiva de alguma da melhor música que se fez em 1997, de acordo com os meus gostos à data, mas não sem antes passarem pelo filtro dos meus gostos, e elevadíssima cultura musical, actuais... Porque, afinal, tenho uma reputação a manter!
25. The Slackers - "Redlight" (Hellcat)
24. Hepcat - "Right On Time" (Hellcat)
23. Green Day - "Nimrod" (Reprise)
22. Thumb - "Exposure" (Spin/EMI)
21. Hum - "Downward Is Heavenward" (RCA/BMG)
20. The Promise Ring - "Nothing Feels Good" (Jade Tree)
19. Mogwai - "Young Team" (Chemikal Underground)
18. Bis - "The New Transistor Heroes" (Wiiija)
17. Fu Manchu - "The Action Is Go" (Mammoth)
16. Lifetime - "Jersey's Best Dancers" (Jade Tree)
15. Supergrass - "In It for the Money" (Parlophone)
14. Shai Hulud - "Hearts Once Nourished With Hope and Compassion” (Crisis/Revelation)
13. Sleater-Kinney - "Dig Me Out" (Matador)
12. Radiohead - "OK Computer" (Parlophone/EMI)
11. Ornatos Violeta - "Cão!" (PolyGram)
10. Portishead - "Portishead" (Go! Beat)
9. Breach - "It's Me God" (Burning Heart)
8. Blur - "Blur" (Food)
7. Blonde Redhead - "Fake Can Be Just As Good" (Touch and Go)
6. The Get Up Kids - "Four Minute Mile" (Doghouse)
5. Happy Go Licky - "Will Play" (Dischord)
4. Björk - "Homogenic" (Mother)
3. Snapcase - "Progression Through Unlearning" (Victory)
2. Boy Sets Fire - "The Day the Sun Went Out" (Initial)
1. Helmet - "Aftertaste" (Interscope)

December 20, 2007

meus amigos, temos logotipo!

Está ali no canto superior direito e foi desenhado à mão por esta vossa estimada (o meu segredo chama-se papel vegetal, aquela maravilha que faz com que, mesmo uma nabiça como eu, pareça uma grande desenhadora!).

December 19, 2007

fuck christmas, i got the blues!


Se detestam a quadra natalícia tanto quanto eu, esta música do Lendário Homem-Tigre é para vocês.

a minha colecção de vinis está cada vez mais bestial!

Pink Grease - "Ordinary Girl" (2006, Mute) (7'')
Gallows - "Staring at the Rude Bois" (2007, Warner Music) (7'')
The Sword - "Freya" (2007, Kemado) (7'')*

Dan Sartain - "Thought It Over" (2006, One Little Indian/Swami) (7'')*
Dan Sartain - "Flight of the Finch" (2006, One Little Indian/Swami) (7'')*

*'Roubados' ao Dan

December 18, 2007

mesmo a tempo de figurarem entre os melhores do ano

Maserati - "Inventions for the New Season" (2007, Temporary Residence)
The Forms - "The Forms" (2007, Threespheres/The Rebel Group)
Meneguar - "Strangers In Our House" (2007, Troubleman Unlimited)
Holy Fuck - "LP" (2007, Young Turks)

É por estas e por outras que eu não gosto de fazer as coisas antes de tempo.
Acerca de Maserati e The Forms já aqui falei (aqui e aqui, respectivamente), sobre Meneguar tenciono falar em breve. Quanto aos Holy Fuck, foram a banda sensação canadiana deste ano no espectro da música electrónica. E, por agora, mais não digo.
E agora, se me dão licença, tenho uma shortlist para alinhavar.

clássicos modernos #3

Björk - "Debut" (1993, Mother)

Dos tempos em que a senhora ainda era uma senhora. Embora não seja o meu álbum de eleição da Björk, não restem dúvidas que este "Debut" marcou toda uma era.

bom dia alergia!


Isto é mais ou menos como a malta costuma acordar aqui por casa.

December 17, 2007

selos e estampilhas fiscais #2

Com muito humor e um dos melhores leitmotifs de sempre, "If It Doesn't Suck It's Probably Not On Brah", a Brah Records é a filha adorada dos membros de Oneida, apadrinhada pela Jagjaguwar.
Segundo reza a história, esta nasceu no ano da graça de 2005 na cidade de Brooklyn, às 3h da madrugada, após uma noite de bebedeira, com o objectivo de lançar o novo álbum dos Oakley Hall à data, bem como "to right some cosmic wrongs that had been loosed on the world", segundo os pais babados.
O catálogo ainda não é extenso, mas apresenta-nos algumas preciosidades que divagam por meandros prog, psych, noise ou schizo, entre as quais podemos encontrar Pterodactyl, Sinoia Caves, Nurse & Soldier, Parts & Labor, ou mesmo o último registo dos próprios Oneida, entre outras.
É favor consultar o link no local habitual.

top time

Como alguns já deverão saber (e aqueles que não sabem, ficam a saber) a Time é aquela revista que vai a todas. O que equivale a dizer: eles percebem de tudo e mais alguma coisa. Seja economia, política, sociedade, cultura, ciência ou artes, os colaboradores da Time estão lá para escrever sobre o assunto.
É dentro desse espiríto que, no último número da revista, são publicadas algumas das listas top ten mais disparatadas, absurdas e sem interesse que eu tive a infelicidade de vislumbrar neste final de 2007. Destas, gostaria apenas de destacar aquelas que, segundo a Time, são as dez melhores canções do ano:

1. Amy Winehouse - "Rehab"
2. Feist - "1234"
3. Rihanna - "Umbrella"
4. LCD Soundsystem - "All My Friends"
5. Radiohead - "Jigsaw Falling Into Place"
6. 50 Cent - "I Get Money"
7. Plain White T's - "Hey There Delilah"
8. Manu Chao - "Me Lllaman Calle"
9. Aly & AJ - "Potential Breakup Song"
10. The Fratellis - "Baby Fratelli"

Não haja dúvida que os fulanos vão mesmo a todas. Apenas me pergunto o que é que os Fratellis andarão a fazer perdidos ali no meio.
Aproveito também para sugerir a elaboração de um top ten dos piores top ten de 2007, em que as listas da Time figurariam, sem sombra de dúvida, nos lugares cimeiros.

December 16, 2007

novidades vinílicas fresquinhas vindas de terras de espanha

Mastodon - "The Wolf Is Loose" (2006, Reprise/Relapse) (Single, 12'')
Jesu - "Lifeline" (2007, Hydra Head) (EP, 12'')
Battles - "Tonto" (2007, Warp) (EP, 12"+DVD)
Parts & Labor - "Escapers One" (2006, Broklyn Beats) (EP, 12") (Prenda de Natal do Dan, autografado... Yay!!)

December 13, 2007

something to write home about #8

The Stills

Eu presumo que estando uma banda numa major, é porque já deverá ter alguma projecção dentro e fora de portas. Como tal, a única justificação plausível para o meu total desconhecimento dos Stills é a minha profunda alienação relativamente a muito do que se vai passando por esse mundo fora.
Senhores de uma indie pop agradável e açucarada, a espaços levemente melancólica, e pontuada pela marca de estilo do alt-country, estes The Stills são um quinteto canadiano, constituído por Tim Fletcher (voz, guitarra), Dave Hamelin (voz, guitarra), Liam O'Neil (teclas), Olivier Corbeil (baixo) e Julien Blais (bateria).
Não tendo, propriamente, descoberto a pólvora antes da guerra, pode-se dizer que a descobriram ainda a tempo de causarem algumas baixas.

MySpace
Site oficial

December 12, 2007

you so hafta hear this!!

Alertada pela minha estimada amiga La Folie, tomei conhecimento desta pequena grande pérola musical...

E tem MySpace e tudo!

Uma viagem alucinante (leia-se, hilariante) ao universo das odiosas flautas de pã!

December 11, 2007

foi tão bom, não era?

A propósito do Primavera Club, pequeno aperitivo para o Festival Primavera Sound, que decorreu no passado fim de semana em Barcelona (e ao qual já tinha feito referência aqui), aqui fica um pequeno recuerdo para todos aqueles que, como eu, não puderam lá estar...


E outros que também por lá passaram...

dava-te as mãos até te suarem as palminhas! #7 (edição especial de natal)

E que tal um destes no sapatinho?...
Sufjan Stevens

December 10, 2007

diz que sim, diz que é um bom disco!

Yeasayer - "All Hour Cymbals" (2007, We Are Free)

Exemplo de uma posta preguiçosa e desleixada:

"Um exemplo de uma banda com uma visão extraordinária, estes Yeasayer apresentam-nos, no seu álbum de estreia "All Hour Cymbals", uma forma única e muito particular de indie world music. Sem dúvida, um disco magnífico, verdadeiramente fantástico, que sendo uma entrada tardia para 'álbum do ano', marca o início de algo muito, muito belo. É caso para dizer que o mundo se tornou um lugar bem mais interessante, agora que temos os Yeasayer.
Altamente recomendável para todos aqueles que apreciam TV on the Radio, Animal Collective, Arcade Fire, Grizzly Bear, Gang Gang Dance ou Akron/Family."

Como nunca fui grande apreciadora dos stickers 'publicitários' nos discos, nem nunca tive grande consideração por todos aqueles que acham que a música é apenas e só mais um produto de consumo, qual enlatado, que é só pespegar um rótulo e já está, eis o que tenho para dizer:

De facto, os TV on the Radio estão lá (nas vocalizações, em particular), tal como os Animal Collective, os Grizzly Bear, os Gang Gang Dance (pela qualidade experimental) e os Akron/Family. Os Arcade Fire são só para encher chouriço e para vender mais uns discos (ou assim esperam os tipos da indústria, porque hoje em dia é quase um selo de garantia para uma banda ser comparada aos Arcade Fire).
Mas não sejamos redutores. Se bem que a designação indie rock world music seja a que melhor define aquilo que eles fazem, os Yeasayer são diversos e completos demais para os restringirmos com mera taxonomia.
Se o indie rock lhes dá o toque de modernidade, é a sua vertente étnica, tribal, ritualística, quase primária, que lhes confere todo o encanto.
Imaginem o filho pródigo dos TV on the Radio, com Led Zeppelin, Gang Gang Dance, Tinariwen, Ali Farka Touré e Nusrat Fateh Ali Khan (ok, imaginem também que um filho podia ter seis pais diferentes) e, mesmo assim, ainda estão longe do quão interessantes e fabulosos os Yeasayer, com este seu "All Hour Cymbals", realmente são.

"2080" (ao vivo no The Windmill, Brixton - 14.08.2007)

December 7, 2007

chiça penico! é por estas e por outras que eu me sinto extremamente indignada!

Lá se me foi o sacaninha do Dan a Barça, ver The Ponys, Earth, Liars, Parts & Labor, Deerhunter, Thurston Moore, Joseph Arthur (só para nomear alguns) e eu por aqui fiquei, a ver passar navios!!... Olha que não se faz!!

Safardana, é o que eu digo!... Safardana sortudo!

(Ver aqui)

e que tal uma bombinha ali para os lados do parque das nações?...

...Nem que seja daquelas de mau cheiro.

25 piores... discos de 2007

Pronto! Começou a febre das listas.
Afanam-se as comadres, quiçá imbuídas do glorioso espírito natalício das listas de compras, para criar a lista mais sensacional/ cientifica e artisticamente correcta/imperdível/incrível/estapafúrdia de tudo o que de melhor se fez ou aconteceu em 2007. E eu, como não sou nem mais, nem menos que os outros, resolvi também entrar no barco.
Mas não sendo nem mais, nem menos que os outros, o mesmo já não se pode dizer da minha bonomia. To make a long story short, eu sou uma gaja cruel. Não sou aquele pocinho de simpatia, candura e recato por quem as pessoas, normalmente, me tomam. Eu sou assim. Mázinha mesmo. Roçando o cabra.
Assim, e sem mais delongas, naquilo que eu gosto de chamar um “vamos-lá-fazer-inimigos” (versão “Andrew Earles rocks!”), deixo-vos com a lista dos piores álbuns de 2007, que, muito provavelmente, figurarão nas listas de muito boa gente como ‘os melhores do ano’. Vá, muitos deles nem são assim tão maus. Fraquinhos, talvez. Mas todos têm em comum o facto de pertencerem a bandas ou artistas dos quais até parece mal dizer que não se gosta. Talvez com alguns monstros sagrados lá pelo meio.
And now, ladies and gentlemen, because ‘being mean’ is the next ‘being nice’... I give you The List!... Do menos mau para o péssimo, e com comentários, que atestam da minha idoneidade (ahah!)...


25. PJ Harvey – “White Chalk” (PJ, minha querida, volta a pegar na guitarrinha, voltas?? – inserir aqui a voz de uma das criancinhas simpáticas dos anúncios da Sociedade Ponto Verde – Vá lá!! Por favor!! Fazes-me esse favor, fazes?? Obrigada!)
24. Radiohead – “In Rainbows” (É um daqueles casos que o disco decresceu com audições sucessivas. Mais um caso de Radiohead em rota descendente.)
23. Interpol – “Our Love To Admire” (Dei-me eu ao trabalho de comprar a edição especial, caríssima, para isto! Shame on you, Interpol!... And shame on me!)
22. Animal Collective – “Strawberry Jam” (Não me entrou. Better luck next time, Animal Collective!)
21. Arcade Fire – “Neon Bible” (Mais um desperdício de edição especial... Rai’s parta mais a publicidade enganosa! Não sendo um mau disco, fica muito aquém de “Funeral”.)
20. Beirut – “The Flying Club Cup” (Diz que é bom. Eu é que nunca consegui gostar. Desculpem lá qualquer coisinha, sim?)
19. LCD Soundsystem – “Sound of Silver” (O primeiro ainda foi consumido por estas bandas com uma certa avidez. Este já não: Vira o disco e toc’ó mesmo!)
18. Editors – “An End Has a Start” (O primeiro álbum despertou-me moderada atenção. Este segundo, pouca ou nenhuma.)
17. Björk – “Volta” (Como possuidora de quase toda a discografia da artista – incluíndo alguns singles, remisturas e merdices de caixas que ela lança – sinto-me com propriedade para afirmar que ela se tornou uma chata... Cara Björk: ‘Volta’ mas é a fazer música relevante!)
16. Devendra Banhart – “Smokey Rolls Down Thunder Canyon” (Eh pá, é impressão minha ou esta cena toda da freak folk já é um bocado passadista? E como se não bastasse, o rapaz está cada vez mais frito daquela cabecinha... O que pode ser bom. Mas, neste caso, é mau.)
15. Rufus Wainwright – “Release the Stars” (O Rufinho é uma sequinha! Hoje como ontem.)
14. Feist – “The Reminder” (A artista nem é uma má artista... Mas a modos que fez assim um disco sem grande interesse.)
13. New Young Pony Club – “Fantastic Playroom” (Não obstante a boa exibição no Festival Paredes de Coura ‘07, já não há paciência para estas coisas electro-nu-rave-synth-dance-pop-qualquer-coisa.)
12. Justice – “Cross” (É incrível como uma única música, de tão irritante, nos pode fazer detestar todo um álbum!)
11. Air – “Pocket Symphony” (Nunca gostei de Air, não era agora que ia começar.)
10. The White Stripes – “Icky Thump” (Pioraram a olhos vistos. É daquelas bandas que eu nunca imaginei vir a dizer mal... Mas olhem, acontece!)
9. The Pigeon Detectives – “Wait for Me” (Deixei de ter paciência para estas novas bandas que abraçam o movimento, mais que recauchutado e vomitado em anos recentes, nu/art-rock para aí por alturas da Revolução Industrial... Aquela que se deu no século XVIII!)
8. The Cinematics – “A Strange Education” (vide The Pigeon Detectives)
7. of Montreal – “Hissing Fauna, Are You the Destroyer?” (Ui! Que nós somos tão esquizóides e ‘forex’... Não há pachorra!)
6. Patrick Wolf – “The Magic Position” (Ai o menino, tão querido e prodigioso!... *Vómito!*)
5. Au Revoir Simone – “The Bird of Music” (Boooooooring... Sono, muito sono... O Sr. Lynch mostra claros sintomas de senilidade.)
4. Voxtrot – “Voxtrot” (Need I go on??...)
3. David Fonseca – “Dreams in Color” (É bem conhecida a minha embirração pelo Sr. Fonseca. Mas atenção! Isto não é um qualquer ódio irracional. Pura e simplesmente, não o acho assim tão talentoso, e julgo-o imerecedor das loas que lhe cantam.)
2. Bloc Party – “A Weekend in the City” (Fraquinho, muito fraquinho! E levam com uma posição tão desonrosa porque tinham um fabuloso primeiro álbum, o que lhes retira todo e qualquer direito de lançarem uma coisinha tão medíocre.)
1. She Wants Revenge – “This Is Forever” (Execráveis! Já o achava por alturas do primeiro disco, mas com este segundo conseguiram superar-se... Para um qualquer grau superlativo absoluto do adjectivo execrável. Parabéns, She Wants Revenge! Conseguiram a proeza de ganhar o balde de merda de ouro!)

Nota: Como já dizia a minha avózinha: “Save the best for last” (sim, a minha avózinha era uma mulher culta e bilingue). As listas dos melhores de 2007 serão aqui afixadas em altura apropriada, porque o ano ainda não acabou e eu não sou gaja para pôr o carro à frente dos bois. Quereis um exemplo? Só hoje adquiri uma coisinha chamada Yeasayer, que me pareceu muito interessante.

December 5, 2007

juventude paranóica

"Paranoid Park", de Gus Van Sant

Alex é um jovem skater, que após uma visita a Paranoid Park, um skatepark construído ilegalmente por toda a espécie de párias, se vê envolvido na morte acidental de um segurança, que o conduz a um dilema moral, pendendo na indecisão entre o coming clean e o fardo de um segredo terrível.

Superior tanto a "Elephant" como a "Last Days" (este último, em minha opinião, sofrível), este "Paranoid Park" é mais uma incursão cinematográfica de Gus Van Sant (GVS) pelas vivências da juventude norte-americana.
Uma juventude que, através da lente de GVS, se nos apresenta permanentemente desencantada. Mas, ao contrário dos jovens liceais filmados em "Elephant", frios e apáticos, o desencanto em "Paranoid Park" é consequente. Há aqui uma noção omnipresente, que paira sobre todas as personagens de uma forma, a espaços, mais ou menos evidente, de que cada acto terá a sua consequência.
Os jovens de "Paranoid Park" têm uma consciência, um propósito. Algo que os move. Um conjunto de preocupações, muitas vezes em formato light e politicamente correcto, mas que não deixam, por isso, de funcionar como um leitmotif. E é isso que os torna credíveis, reais. Pessoas de carne e osso, ao contrário de "Elephant", em que aqueles miúdos mais se assemelhavam a autómatos. Não, aqui respira-se, come-se, fode-se. Personagens universais, que tanto poderiam ser jovens norte-americanos, como de qualquer outro país dito desenvolvido. Muitos deles são skaters, tal como poderiam ser bikers, punk-rockers, geeks, nerds ou jocks.
Esta é a essência da juventude, e GVS captou-a, desta vez, com uma mestria quase ao nível de Larry Clark (quanto a mim, o cineasta da juventude por excelência), chegando a superá-lo na belíssima fotografia e nos fabulosos planos longuíssimos, a que GVS, aliás, já nos habituou.

queremos 'ganza!!!

A luta continua! 'Ganza nunca irá para a rua!
A todos aqueles que acham que faz muita falta à blogosfera uma certa 'leveza do ser': manifestem-se aqui. Não deixem que esta situação se arraste e acabe por nos privar, em definitivo, da companhia virtual da camarada 'Ganza! Sim, todos juntos podemos combater a apatia e tornar esta nossa blogosfera um sítio melhor!

Jovem... És jovem, jovem? Então junta-te a esta luta!

December 4, 2007

despojos

"Aftermath" de Ryan McLennan
(acrílico sobre papel, 52" x 36", 2007)

December 3, 2007

something to write home about #7

Anathallo

Aqui vai uma proposta para todos os apreciadores de Architecture In Helsinki, of Montreal, Beirut, I'm From Barcelona e afins: os Anathallo são um septeto oriundo de Chicago, Illinois, que nos apresenta uma pop sonhadora e delicodoce, com uma certa carga dramática. Está lá tudo: a panóplia de instrumentos, os barulhinhos quase-infantis, as melodias algodão-doce, as palminhas, as vozes suaves e os coros lá-lá-lá. Só lhes faltava mesmo enfiar uma cidade no nome da banda para o quadro ficar completo.

MySpace
Site oficial

December 2, 2007

bons, maus, mas não malvados


Black Lips - "Katrina"

Black Lips - "Cold Hands"

diz que é uma espécie de magazine #3

Comes with a Smile #20 (Arab Strap, BC Camplight, Billy Mahonie, Constantines, Death Cab for Cutie, Drive-By Truckers, The Eighteenth Day of May, Gravenhurst, Mick Harvey, The Howling Hex, matt pond PA, The Mendoza Line, The Mother Hips, The New Pornographers, rivulets, Silver Jews, Spoon, 31Knots + CD)

Loose Lips Sink Ships #6 (Black Mountain, Duke Garwood, Hookers Green No. 1, Alexander Tucker, Neon Blonde, Wives, Scout Niblett, Earth, Shimmy Rivers And And Canal, Viking Moses, The Drones, Ursula Rucker, Maps, Ocs, Link Wray, Angels of Light & Akron/Family, Josh Pearson, Young Gods, Dr. Dog, Virgin Passages)

Desta vez são duas. Duas das melhores revistas dedicadas à música dita alternativa que o solo britânico viu nascer e morrer. As leis de mercado são impiedosas e a concorrência, embora raramente à altura, feroz. Mas não deixa de ser triste que o mercado continue a ser dominado por publicações mormente desinteressantes.
Pelo menos, resta-nos a recordação: foi (muito) bom enquanto durou.

Site oficial da CwaS
Site oficial da LLSS

November 30, 2007

charlatanice em portugal... como se isso fosse alguma novidade!

Foi com interesse moderado que, durante a minha adolescência/ juventude, segui a carreira dos ingleses The Charlatans. Diversos motivos fizeram com que eu, entretanto, lhes perdesse o rasto. De tal forma que deixei mesmo de ter a noção se a banda ainda estaria ao activo.
Mas notícias recentes, que anunciam um novo álbum a ser lançado no início do próximo ano (que será disponibilizado, exclusivamente, mediante download gratuito no site da rádio britânica XFM), bem como o primeiro concerto da banda no nosso país, indicam que eles continuam de boa saúde. Ainda não sei é se se recomendam, pois a curta amostra do primeiro single avançado (que, aliás, nem é particularmente interessante) não o permite aferir cabalmente.
O espetáculo terá lugar no dia 4 de Fevereiro, na Aula Magna, e os bilhetes já estão à venda, custando entre 23€ e 27€.

O primeiro single, intitulado "You Cross My Path", para este novo álbum, pode ser descarregado gratuitamente no site oficial da banda.

November 29, 2007

haja alguém que me acuda neste momento de grande necessidade!

Ao que parece, o meu velhinho gira-discos não bomba assim tão bem como eu pensava. Isto porque, mesmo após meticulosa (qual meticulosa?! Microscópica mesmo!) limpeza dos vinilos, aquilo é só saltos e solavancos nas músicas. O problema talvez esteja na agulha (ou talvez não), mas agora onde é que eu vou encontrar uma agulha para um gira-discos com 35 anos?!
E é perante este estado de coisas que aqui a Ms. Oaktree se resolve pôr à cata de um novo giradiscos, deparando-se com esta pequena maravilha da tecnologia, que não só tem uma ligação USB, que permite converter as músicas para um formato digital, como é portátil, a pilhas, e possui uma coluna embutida, para um funcionamento totalmente autónomo.
O único problema é que este pequeno docinho funciona com corrente eléctrica americana. Não basta apenas um adaptador para a ficha, porque, disse-me o especialista cá de casa, a frequência da corrente alterna americana é diferente da nossa. Tudo bem que também posso optar pelas pilhas (6 pilhas D, para ser exacta), mas sempre era menos um rombo no orçamento ter que andar a sustentar o papa-pilhas que este bichinho deve ser.
Portanto, se andar por aí algum geek das electrónicas, agradecia que me informasse como é que eu posso ligar um aparelho eléctrico americano à corrente portuguesa? Há alguma espécie de conversor ou transformador de corrente que eu possa comprar numa loja da especialidade?
Desde já manifesto a minha eterna gratidão a quem me saiba esclarecer.

November 27, 2007

assombrados

"Haunted", de Chuck Palahniuk (Vintage Books)

O próximo na prateleira.

"Haunted is a novel made up of stories: twenty-three of the most horrifying, hilarious, mind-blowing, stomach-churning tales you'll ever encounter. They are told by the people who have answered an ad headlined 'Artists' Retreat: Abandon your life for three months'. They are led to believe that here they will leave behind all the distractions of 'real life' that are keeping them from creating the masterpiece that is in them. But 'here' turns out to be a cavernous and ornate old theatre where they are utterly isolated from the outside world - and where heat and power and, most importantly, food are in increasingly short supply. And the more desperate the circumstances become, the more desperate the stories they tell - and the more devious their machinations to make themselves the hero of the inevitable play/movie/non-fiction blockbuster that will certainly be made from their plight."

na eventualidade deste blog ser realmente visitado por gente importante e influente...

Wolf Parade & The Shins

Alentada por acontecimentos recentes, resolvi tirar-me dos meus cuidados e pedir a quem de direito que traga cá os Wolf Parade para um concerto. E já agora, os Shins.
Olhem que há muita gente que gosta, e ainda faziam um bom dinheirinho! Para além de mostrarem uma grande dose de cultura e bom gosto musical.
Fica à consideração.

November 26, 2007

das mais belas músicas dos últimos anos...

Porque hoje me sinto assim. Lamechas.
If we could just erase every bad memory, and replay it with a happy ending.


Badly Drawn Boy - "Silent Sigh"

November 25, 2007

cheira-me que este blog anda a ser lido por gente importante

A propósito disto...
Os bilhetes estão à venda no Teatro Sá da Bandeira, Fnac e Ticketline, e custam 25€ para os 2 dias (20€ se a compra for antecipada) e 15€ para 1 dia. Mais informações aqui.

a minha colecção de vinis vai ser bestial! #2

Gallows - "In The Belly Of A Shark" (2007, Warner Music) (7'')
Maxïmo Park - "Our Velocity" (2007, Warp) (7'')
Gossip - "Listen Up!" (2007, Back Yard/Kill Rock Stars) (7'')

November 24, 2007

e já não era sem tempo!

É já hoje a inauguração da nova loja de discos Louie Louie em Lisboa. O espaço localiza-se na Rua Nova do Almada, n.º 8 ao Chiado, ali entre a Brasileira e o Teatro da Trindade, e o evento vai ter lugar entre as 14h e as 20h, com a participação de alguns giradisquistas da nossa praça, estendendo-se depois ao Europa, com os suspeitos do costume, em mais uma sessão We 'R' Your Friends.
Espero que a festa de inauguração tenha beberete, pois com o uso que eu tenciono dar ao cartão Multibanco, lá terei que passar uns dias sem me alimentar convenientemente.

Numa nota bastante simpática, a partir da próxima semana, a loja estará aberta todos os dias das 10h às 20h, com excepção dos Domingos, em que apenas abrirá às 14h30.

November 23, 2007

something to write home about #6

Haram!

Continuando a epopeia da descoberta de bandas que perfilhem uma estética post-, deixo-vos hoje com os Haram!.
Formados em 2004 no estado da Virginia, os Haram! são Matt Michel (guitarra e voz; ex-Majority Rule), Mike Taylor (guitarra e voz; ex-Pg. 99), Andy Gale (bateria), Kevin Logendyke (baixo, barítono e voz; ex-City of Caterpillar e Malady) e Ben Tankersley (guitarra, barítono e voz), e são discípulos de um post-punk reminiscente dos Drive Like Jehu. Altamente recomendáveis, portanto.

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10 melhores... discos made in sweden

Porque há muito mais na Suécia para além do elevado nível de vida, da H&M, do Ikea e... das suecas.

10. Logh - "A Sunset Panorama" (2005, Bad Taste)
9. Fireside - "Uomini d'Onore" (1998, Startracks)
8. Last Days of April - "Angel Youth" (2000, Bad Taste)
7. Dungen - "Ta Det Lugnt" (2004, Subliminal Sounds)
6. The Maharajas - "Unrelated Statements" (2004, Low Impact)
5. Cult of Luna - "The Beyond" (2002, Earache)
4. Breach - "Kollapse" (2001, Burning Heart)
3. The Knife - "Deep Cuts" (2004, Rabid/V2)
2. Division of Laura Lee - "Black City" (2002, Burning Heart)
1. Refused - "The Shape of Punk to Come" (1998, Burning Heart)

(Pensando melhor, deixem lá estar os bons discos, que eu contento-me com o elevado nível de vida.)

November 22, 2007

mp3 ou não mp3, eis a questão

Thunderbirds Are Now! - "Make History" (2006, Frenchkiss)
Black Lips - "Good Bad Not Evil" (2007, Vice)
Okkervil River - "The Stage Names" (2007, Jagjaguwar)


Tudo começou com o "In Rainbows" dos Radiohead. Dadas as condições extremamente atractivas da transacção (principalmente) e a impossibilidade, à altura, de o adquirir noutro formato que não o digital (não pesou assim tanto na decisão), optei por adquirir o mais recente registo dos Radiohead em .mp3.
Não é que lhe tenha tomado o gosto, mas diversos motivos levaram-me, pelo menos para já, a adquirir os três últimos discos de Thunderbirds Are Now!, Black Lips e Okkervil River, respectivamente, nesse mesmo formato. Poderia ter optado pelo belo do download ilegal, mas dado o actual estado de degradação dos diferentes softwares p2p (peer-to-peer), em particular, a diminuição drástica do número de utilizadores (e sem utilizadores não há ficheiros), a tarefa de descarregar, na íntegra, três álbuns de música alternativa ainda iria demorar uns bons meses. Isto é, partindo do princípio que eles estariam sequer disponíveis. Assim como assim, eu sou daquelas pessoas que gostam tanto, tanto dos artistas que, em apreciando realmente a coisa, acabam por adquiri-la num suporte físico.

Tudo isto me leva a reflectir, mais uma vez (a primeira aqui no blog) nos prós e contras do formato .mp3. Eis alguns dos argumentos:

Vantagens:
- O .mp3 é mais económico do que o formato físico (CD, vinil...). Mesmo sem recorrer ao download ilegal, totalmente gratuito, dos ficheiros, comprar um álbum integral em formato digital é consideravelmente mais barato do que que comprar um CD.
- Os .mp3s adquiridos legalmente estão disponíveis imediatamente após o acto de compra/pagamento. E não requerem o pagamento de portes de envio nem o ter que levantar o rabo do sofá. O mesmo para os downloads ilegais, neste caso, sem qualquer pagamento.
- O .mp3 é mais prático e fácil de arrumar que um CD ou vinil. Não ocupa espaço numa prateleira, não ganha pó nem nos dá trabalho a ter que limpá-lo. Mesmo num computador ou num leitor deste formato, o 'espaço ocupado' é consideravelmente menor, uma vez que um ficheiro .wav chega a ser dez vezes mais pesado que o .mp3 correspondente. Aliás, será que há alguém que armazene .wavs no seu computador?
- O .mp3 veio possibilitar um acesso virtualmente universal à música. Mesmo quem não possua um computador com ligação à Internet em casa, concerteza que o terá no trabalho, na escola/universidade, ou que conhecerá alguém que o tenha (ou conhecerá alguém, que conhece alguém, que conhece alguém... Mas não vamos por aí). Já para não falar dos web-cafés, lojas PT, Fnacs e quejandos, onde qualquer pessoa pode aceder à Internet mediante pagamento (suponho que esses locais tenham um sistema de bloqueio aos downloads ilegais, mas as pesquisas no MySpace, bem como a compra e o download legal, gratuito, de .mp3s, podem ser feitas em qualquer local).
- Os downloads ilegais de .mp3s permitem conhecer o trabalho das bandas de uma forma mais aprofundada, muito mais do que qualquer posto de escuta numa loja de discos, e, desta forma, adquirir (ou não) um disco com verdadeiro conhecimento de causa. O que, com o recente boom do MySpace, acaba por ser uma desculpa de mau pagador. Mais vale dizer que se gosta muito de música, mas não se tem dinheiro para comprar os discos. O que, nos dias que correm, é perfeitamente plausível (uma sugestão interessante que eu uma vez li no iTunes iSbogus: mesmo aqueles com um fundo de maneio mais estreito, e/ou que optem pelo download ilegal, podem sempre enviar uma contribuição monetária directamente para a banda ou artista - via correio, por exemplo. Por muito modesta que seja, é uma ajuda simpática e uma demonstração de apreço e respeito pelo seu trabalho. Com a vantagem das sanguessugas dos intermediários e dos tubarões da indústria musical não lhe meterem as patas imundas em cima).
- O CD de música é um formato à beira da extinção e o futuro está no .mp3. É vago como argumento, mas é o que a maioria dos especialistas anuncia (vá, uns fulanos que se acham uns iluminados e que gostam de cagar umas postas de pescada).

Desvantagens:
- Podendo ser dez vezes mais leve do que o .wav correspondente, o grau de compactação do .mp3 é enorme. O que se traduz numa notória perda de qualidade, particularmente, em termos dos pequenos pormenores e texturas que qualquer música possui, e que lhe conferem uma maior riqueza em termos sonoros.
- O acto da compra de um disco é de uma riqueza imensa, particularmente, quando se trata do comércio dito tradicional. O contacto e os laços estabelecidos, quer com o vendedor, quer com outros compradores/apreciadores/coleccionadores/melómanos, são tão gratificantes como insubstituíveis.
- Para além da orgânica da compra do disco, há a orgânica do disco em si, do formato físico. A rodela de plástico impresso na mão, o livrete, todo o artwork, o próprio packaging são, também eles, insubstituíveis. Quanto a mim, há poucas coisas tão prazenteiras como remover o invólucro de plástico, explorar cuidadosamente o booklet, apreciar um artwork cuidado e cheio de pinta, e, só então, colocar a rodela na aparelhagem e desfrutar (aliás, só me lembro de três coisas que me deêm mais prazer que um disco: sexo, dormir e comer. Necessidades básicas, portanto). A minha estimada La Folie traduz aqui na perfeição aquilo que eu também penso.
- Para os inveterados do download ilegal. Se querem que os músicos trabalhem, paguem-lhes. Ninguém vive de ar e boas intenções. Tal como em muitas outras profissões, a música é, em muitos casos, o único meio de subsistência destes artistas. Tudo bem que a venda de discos (em formato físico ou digital) não é a sua única fonte de lucro (há também os concertos e a venda de merchandising), mas é, indubitavelmente, uma das principais.
- Também se dizia que o vinil tinha morrido. Mas tal não aconteceu. Tanto que continua a ter o seu nicho de mercado e um público fiel. Da mesma forma, o CD deverá continuar a ter a sua representatividade.

Posto isto, a minha opinião permanece inalterada. Continuo a preferir o formato físico, o calor do som de um vinil ou a grandiosidade do de um CD. Os artistas continuam a merecer-me consideração, bem como grande parte da minha escassa fortuna. O .mp3 é apenas uma solução temporária, um último recurso ou um caso excepcional.
Quanto a mim, os discos, sejam compactos ou vinilos, e mesmo as velhinhas ca7s, são imorredoiros!

notas musicais avulsas #5


Mais algumas aquisições recentes:

Burning Brides - "Hang Love" (2007, Modart/Caroline): O power-couple que constitui o núcleo duro dos Burning Brides regressa, após uma série de peripécias mais ou menos rocambolescas (incluindo o recrutamento de um novo baterista), com mais um álbum recheado do seu rock & roll, sleazy e garageiro, daquele que se cola à pele, desta feita em modo hard.

Kinski - "Down Below It's Chaos" (2007, Sub Pop): Mais uma banda que regressa em 2007. Os Kinski andaram a fazer umas brincadeiras com a voz de Chris Martin (um dos guitarristas da banda) e contaram, na produção, com os serviços de Randall Dunn (Earth, Sunn0))), Boris). Talvez por isso agora os andem a chamar de drone-rock. Aceito, embora continue a preferir a designação rock psicadélico sónico-experimental (post-rock?).

Dillinger Escape Plan - "Ire Works" (2007, Relapse): No seu terceiro longa-duração, os co-criadores do designado math-core/math-metal exploram territórios menos inóspitos (i.e. mais acessíveis) e/ou menos convencionais, dentro do género, com resultados variáveis. As faixas oscilam entre o sofrível e o muito bom.


Josh Rouse desloca-se, novamente, aqui ao jardim à beira-mar plantado para mais um concerto. É já na próxima segunda-feira, dia 26, na Aula Magna, às 21 horas.
Para aqueles que, como eu, não querem ir, não podem ir ou recusam-se a pagar 23€ (no mínimo) pelo bilhete, fica uma sugestão: Mr. Rouse vai dar um showcase na Fnac do Chiado nesse mesmo dia, por volta das 18h30. Perfeito, perfeito, é que a coisa é à paleta!

November 21, 2007

às vezes mais valia estarem quietinhos!

Hoje, ao ler o número mais recente da revista Magnet, deparei-me com uma entrevista ao Timothy Bracy (entre outros), dos recentemente extintos The Mendoza Line/Slow Dazzle, em que este diz, acerca de um concerto de Replacements, ao qual ele tinha ido durante a adolescência: "(...) It had to be one of the nights they were really transcendent, and I don't think, for a day in my life, that I was going to do anything other than what I've done. What never occurred to me was that a band could go up there and be sort of bad, and that you had this special access. You could see the guitars turning, and when it came together, it seemed so special. It seemed like you were in on something.".
Ao que eu dou comigo a pensar que o que me fazia mesmo falta agora era ter uma epifania destas na minha vida. Ter assim um flash, um clarão de luz deste calibre.
A coisa mais parecida que me aconteceu foi durante o secundário, para aí no meu 9º/10º ano, quando falámos de Charles Darwin e do seu darwinismo e que, como consequência, me fez preterir uma pacata vida de clasura num laboratório em detrimento de uma saudável vida de campo a observar as especiezinhas a evoluírem (aquilo que eu gosto de chamar a minha epifania da macroescala)... Ora, e podia lá haver pior epifania que esta?! Vida de campo, neste país, é mentira!... E já agora, vida de laboratório, idem idem aspas aspas!
Sabem o que vos digo?? Devia era ter visto uns quantos documentários acerca do Al Capone em miúda. Podia ser que a coisa despoletasse em mim uma epifania, e agora concerteza que seria uma pessoa extremamente mais bem sucedida e próspera no exercício de uma gloriosa carreira dedicada ao crime e à ignomínia, em vez de andar nestas palermices, que não dão prestígio nem dinheiro, de trabalhar com bichos e bichezas!

November 19, 2007

subtil desfile de estrelas

Subtle - "Yell & Ice" (2007, Lex)

Conheci os Subtle hoje, e o que me chamou realmente a atenção foi o autocolante que anunciava "Ltd. edition mini-album featuring collaborations with members of TV on the Radio, The Notwist, cLOUDDEAD, Wolf Parade". Fiquei impressionada e resolvi arriscar.
Antes ainda de iniciar a sua audição, fiz uma incursão pela 'viquipédia' para uma investigação mais aprofundada, e o que descobri deixou-me ainda mais impressionada.
Os Subtle são um sexteto que conta nas suas fileiras com duas das luminárias da anticon: Adam 'DoseOne' Drucker e Jeffrey 'Jel' Logan.
Este "Yell & Ice", que não sendo propriamente um mini-álbum, uma vez que contém nove faixas, é um conjunto de remisturas e reinterpretações do álbum de 2006, "For Hero: For Fool", que conta com as já referidas colaborações, entre outras. A saber: Chris Adams (Bracken e Hood), Markus Acher (The Notwist), Tunde Adebimpe (TVotR), Andrew Broder (Fog), Martin Dosh (Dosh), Dan Boeckner (Wolf Parade) e Yoni Wolf (Why?).
No global, trata-se de um conjunto coeso de excelentes faixas daquele típico hip-hop anticon (alternativo?), negro, denso e com um flow muito particular (DoseOne ao volante). Mais um que confirma a minha teoria que, regra geral, quando o artista é bom, é sempre bom, qualquer que seja a situação.

Nota: Ainda não é desta que o blog muda de nome, uma vez que uma colaboração não conta como projecto paralelo... Ufa, que já me safei!

dava-te as mãos até te suarem as palminhas! #6

Damon Albarn

November 18, 2007

é nestas alturas que eu gostava de saber falar sueco


Dungen - "Panda"

Dungen - "Festival"

a minha colecção de vinis vai ser bestial!

É com uma alegria imensa que anuncio que, não obstante os 35 anos ao serviço desta casa, o meu gira-discos ainda bomba. Para comemorar o acontecimento, adquiri este belíssimo 7'' transparente dos Arcade Fire, que inclui as faixas "Cold Wind" (da banda sonora da série "Six Feet Under") e a cover de "Brazil".
O próximo será o 10'' de Torche, "In Return". O problema, neste caso, será mesmo escolher...

November 14, 2007

the pin collector

A desculpa era experimentar oficialmente a minha nova máquina digital compacta. O mote foi a minha colecção de pins (há quem lhes chame buttons, mas eu sempre preferi a designação pins) que, não sendo grandiosa, é minha, bem jeitosinha e serviu o propósito.

...e quem não for é um ovo podre!

Por volta das 23h30. No sítio do costume.

November 13, 2007

fugazi is the law! (p: mas não era zévi metal is the law? r: eh pá, varia!! não me chateies!!...)


O que se segue é uma entrevista que eu fiz aos Fugazi, quando ainda era uma chavaleca fanzineira, e que me foi gentilmente respondida pelo Guy Picciotto a 20 de Março de 2002.
A coisa já é um pouco antiga e imberbe, mas como, na altura, não chegou a ser publicada, fica o registo para a posteridade, na sua versão original, que eu, cada vez mais, detesto traduções!
Aqueles que não podem, não querem, ou não sabem ler contentam-se com o vídeo.

Tell me a little about the story behind Fugazi... Who are you, where are you from, when did you form the band and other trivial stuff.
Fugazi is a band from Washington DC. the four of us in the band were all friends who met as part of the DC punk rock scene of the early 80's. The drummer Brendan and I have been friends and bandmates since 1983 having played in bands together like Rites of Spring and One Last Wish. Ian was in bands like Minor Threat and Embrace as well as having formed the label Dischord that we all recorded for. Around 1986, our bassist Joe and Ian started playing together after their other bands had broken up. Though Brendan was still in a band with me called Happy Go Licky, he also started playing drums with what became Fugazi. In 1987 they played their first show - once Happy Go Licky broke up in early 1988, I joined the band as well. Since then, we have just done what all bands do - played a lot of shows, recorded albums and wrote songs.

Do you do anything else besides playing in a band?
Yeah - I also do engineering and production work with bands. Over the years I've done stuff with bands like Blonde Redhead, the Make Up, Quix-o-tic and others. I also have a record label called Peterbilt that is pretty underground but I've released a bunch of things over the years. Last year I put out a CD by a band called Octis.

How does it feel like to be an influence to a lot of people/bands? A big responsibility or even a burden?
I don't really feel it as a burden - to me its more like a reciprocal chain of events. When I first started playing music I was inspired by people like Patti Smith, the Cramps, the Clash and the Bad Brains and I continue to be inspired and influenced by bands now. That's the way music works, influences and inspiration are passed around like viruses. If people pick up the inspiration virus from me - then it's just like paying back on the debt I already owe so many other musicians.

Which ideas and ideologies/political theories and causes bind the different personalities that constitute this band? Are you involved in any political activities?
It's more like we share a common political sensibility but I wouldn't limit it to any specific ideologies - we consider our politics to be about the things we do, not necessarily the things we say. There is a lot of rhetoric that goes around but we would rather be judged by the way we act in the world. To this end, we consider playing protests, political benefits and rallies to be a worthwhile function for a band. That kind of action directly leads to concrete support for the causes we want to be affiliated with. Over the years we have played concerts in aid of health charities, prison reform groups, protests against US foreign policy, etc.

Can you explain in a few words what was the "revolution summer"? How did the so-called 'Washington DC-sound' came to be?
"Revolution summer" was not really a self conscious phenomenon at the time it was happening. Basically, it was just a point in the trajectory of the music scene here in DC where bands tried to re-assert a vision of what music could be - the scene had kind of bogged down into violence and ritualization so a group of bands just tried to offer an alternative. It coincided with a greater political awareness with protests against things like the apartheid policy of the South African government but it also involved an aesthetic regrouping... An attempt to push the music forward. Like I said, at the time we didn't label it as significantly as people talk about it now. At the time it just felt like we were getting on with the work at hand.
As far as a common DC sound - I don't know how it would be defined because to me the bands all sound very different. I don't hear them as being that linked necessarily at least sound-wise but maybe I am just too close to it to be objective.

Why have you never recorded any video clips for your songs?
We just feel that the majority of outlets for video clips are things like MTV and VH1, corporate entities that just don't seem to be doing anything beyond creating more lame advertising. Most videos are just grotesque moving billboards used for marketing purposes - the creativity is stifled by the underlining intent.
We have collaborated on some short films with a director named Jem Cohen which try to explore other ways of combining images and music but they don't fit the accepted definition of what passes for a 'video' nowadays.

What do you think about the mainstream music industry? What's it like to be living outside that same industry for all these years?
The mainstream music industry is not necessarily any more evil than any other capitalist enterprise - the idea is to maximize profits but instead of tires, shoes or candybars , they are selling sound. We simply don't want what we do to be mistaken as just another such product. For us the music we make is an extension of ourselves and we don't really want it put through the corporate mill like a sausage. Having made that decision, we just had to find other avenues to work in and really it wasn't that tough. A lot of work is involved but the freedom it allows makes it worth it.

And what about the mainstream music press... A necessary evil? Have they been bothering you a lot lately?
There is nothing necessary about the mainstream music press - in fact, that is something we have been trying to disprove all along: the idea that you have to hold your nose and go ahead with certain entanglements that you might not otherwise be into but you simply feel forced to participate with. Actually there is absolutely no requirement to say yes to anyone or anything to make your music. Our position, is make your own road - only do whatever it is that you want to do. Only deal with things that you want to support not things you feel forced to support because of supposed circumstance. Create a new circumstance.

What do you think of the so-called 'MTV culture'? Do you think it's promoting some kind of a negative message/image amongst the younger (and maybe older) kids?
MTV culture is really the same as most above-ground culture - it's just a diversionary parade of commodities but in this instance one with musical accompaniement.

Which new bands would you recommend? In your opinion, which are the greatest music classics of all time?
New bands I really like are Le Tigre, Erase Errata, Comet Gain, the Ex, Shellac, Quix-o-tic, Orthrelm, Dead Meadow, and El Guapo.
The greatest music classic of all time is the Bad Brains "RoiR Sessions".

And what about books, what kind of stuff do you read?
I read all kinds of stuff all the time. I can't brush my teeth without propping a book on the towel rack. Right now I am reading a great history of the LA punk scene of the 1970's and 80's called "We've Got the Neutron Bomb". It's glorious.

What’s the band's 'policy' on concerts (ticket prices, violence, etc.)?
We have a pretty strict policy in terms of how our concerts are run. First, all our shows must be open to all ages. We will not play in bars that limit the age of people who can attend based on liquor laws. second, we try to charge as little money as possible to make the show happen - in the US it is generally between $5 and $6. We think that allows more people to check out our music and it gives us the freedom to play how we feel without feeling the need to justify a high entertainment tax. We also will not play if we feel people in the audience are fighting or someone is getting hurt. We don't want to act as police, and generally we try to limit the amount of security at our shows, but at the same time we have played too many shows where people have been injured and its not something we can stand for anymore. We want people to have a good time but while at the same time respecting the people around them.

Any plans on playing in Portugal somewhere in a near future? What can we do to bring you guys here? Do you have any 'memoires' of the show you played here (I think it was in 1995)?
We have played Portugal once before and we had a really good time though at the time, I don't think very many people there knew who we were. Still, Lisbon was beautiful and the people we met were really really nice. I'm not sure when we will be back though. At the moment 2 of the guys in the band have young children and its a bit tough on their families if we tour too much. I am sure we will be back eventually but i just can't guarantee when. If people are interested they can stay posted on updates at www.dischord.com.

I haven't had the chance to watch the "Instrument" video yet. How did the idea for that video come up? What's it all about?
The video was basically the director Jem Cohen's idea. He has long been a collaborator with the band having helped us design our record covers and having worked with us on some short films in the past. He had been filming us live for years and finally he had so much footage that the idea of a larger project kind of made itself obvious. The film is basically just a collage of footage that tries to investigate 10 years worth of Jem's interactions with the band as we tour, record and hang out. Together we tried to create interesting, uncliched ways of presenting the material and of integrating the music with the images.

Why the title "End Hits"? Is this misconception intentional?
We didn't anticipate that people would think the title END HITS was supposed to indicate that we were breaking up. We were just trying to conjure a more general sense of impending bad news like "when the end hits" - like from the perspective of a bomb and also a bit of a pun on "Greatest Hits".

In my opinion, the songs in you new album, "The Argument", seem a lot more melodic, perhaps even 'prettier' (if you allow me the expression). What can you tell me about the process of creating this record? Were you influenced by any particular events?
We never really plan our records or our songwriting deliberately... It's just a product of whatever our sensibility is at the time. Our recipe is simple: we just try to write stuff we like. With this batch of songs, it's just the way it came together. We actually recorded the FURNITURE single at the same time as the ARGUMENT stuff, and songs like "#5" and "Hello Morning" are as raging to my ear as anything else we've ever recorded in the past but we just weren't able to get that stuff to fit on the LP. Maybe if that stuff had been on the album then people wouldn't think it was so kicked back or 'pretty' but still i think the album holds together better as a result.

Well, that's it!... Any closing comments?
Thanks a lot for your interest and good luck with the fanzine. Fanzines are totally important!